O que se espera do futuro Presidente da República
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Publicado 28/06/2018 - 07h52

O que se espera do futuro Presidente da República

Faltam pouco mais de três meses para o Brasil ir às urnas para escolher o futuro Presidente. Até agora o processo eleitoral tem sido marcado por uma polarização acentuada nas redes sociais. Notícias distorcidas, agressões verbais entre seguidores de candidatos e muitas vezes dos próprios postulantes. 
As próximas eleições constituem um ponto de virada em nossa história, pois sinalizará o caminho que percorrerá o Brasil nas próximas décadas. Qualquer um que assuma a presidência deverá se defrontar com a realidade de combater a corrupção que sangra o país, a violência que se instalou em diversas partes do território nacional e definir as linhas gerais da economia e o projeto de sociedade para a nação.
O Brasil não está desconectado do resto do mundo. A globalização exige dos tomadores de decisão um olhar para além das fronteiras nacionais e analisar cuidadosamente o que está sendo realizado por outros governos e em outras sociedades. O mundo está mudando com muita rapidez; a ciência, a tecnologia, a saúde e a educação estão tomando caminhos nunca antes vistos. O Brasil não pode ficar para trás. Temos que assumir nossa posição no mundo como país gigantesco que somos e com cultura própria. Temos que nos abrir para sermos influenciados e influenciarmos. É desse modo que ocorreram mudanças e se desenvolveram as nações, como mostra a história.
Estamos próximos de uma votação que será crucial para o futuro do país. Os candidatos têm que compreender que são momentos de transformação. Não há outro caminho. Temos que nos reinventar, confiar em nossa capacidade de mudar.
A expectativa geral é o desenvolvimento com estabilidade na política e na economia.
Entre os candidatos melhor colocados nas pesquisas dois demonstram não ter o perfil de administrador necessário para superar a crise e escrever o futuro do país: o candidato do PSL, Jair Bolsonaro e o do PDT, Ciro Gomes.
O candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, tem demonstrado nas suas manifestações alta dose de intolerância, racismo, xenofobia e misoginia. Com essa postura, caso seja eleito, não trará a estabilidade que o país necessita, nem uma melhor inserção do país no cenário global. Aponta para período de ingovernabilidade que pode levar o país ao caos e à discórdia.
O candidato de centro-esquerda, Ciro Gomes, aos poucos vai confirmando sua personalidade instável e propensa a arroubos intempestivos de agressividade gratuita contra adversários. Utiliza, com frequência, linguagem chula, repleta de termos vulgares e palavrões. Sua recente manifestação sobre a oposição venezuelana ao regime de Nicolás Maduro, caracterizando-a como fascista e nazista mostra não somente sua ignorância a respeito dessas ideologias extremistas, mas um alinhamento com um dos regimes mais cruéis do planeta; uma ditadura condenada mundialmente por organismos e organizações de direitos humanos. Repudiada em toda América Latina, a ditadura venezuelana provocou o êxodo de mais de 10% de sua população, um número somente comparado a países em guerra. Ter como modelo para o nosso país o regime venezuelano, não é só insensatez, é loucura mesmo.
O que se espera do próximo governante brasileiro, é que não seja incendiário. Que busque governar com tolerância, evitando isolar uma parte da nação numa política de nós contra eles que tanto mal nos trouxe até aqui. O Brasil tem uma sociedade complexa, de diferentes origens e portadora de imensa capacidade de superação de dificuldades. O mínimo que se espera do próximo governo é que administre com eficiência e eficácia, apoie claramente o combate à corrupção e posicione o país como uma democracia consolidada e estável no continente, defensora dos direitos humanos e do livre comércio entre as nações.