Publicado 15/05/2019 - 10h24 - Atualizado 15/05/2019 - 10h24

Por Da Agência Anhanguera

A votação da última segunda-feira lotou o plenário da câmara de Campinas de servidores públicos

Denny Cesare/AAN

A votação da última segunda-feira lotou o plenário da câmara de Campinas de servidores públicos

Um dia depois da aprovação do "pacote de bondades" — aumento de 7,6% no valor do vale-alimentação e ampliação do benefício para todos os servidores da Casa, além da redução de jornada sem redução salarial — a Câmara de Campinas enfrentou protestos nas redes sociais.
Grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), por exemplo, disseminaram manifestações de protesto contra a decisão dos vereadores — que concedeu benefícios que deverão elevar os custos com o vale dos atuais R$ 2,8 milhões para R$ 6,9 milhões por ano. O tíquete reajustado começa a ser distribuído aos funcionários a partir de setembro. A redução de jornada ainda vai depender de regulamentação. Segundo a Câmara, não há data definida para entrar em vigor.
"Cada vereador custa R$ 4 milhões por ano. O dobro do deputado federal, que já é um absurdo", informa o manifesto. "A Câmara tem 182 concursados e 228 comissionados, totalizando 410 pessoas penduradas em nossos bolsos", continua o protesto.
"A mesma Câmara, que aprovou o absurdo aumento de IPTU (30% de aumento em 2018, mais 10% em 2019 e outros 10% em 2020), aprovou este pacote de bondades", acrescenta o MBL e finaliza: "a gestão pública campineira vive para os seus participantes, às custas de nós, cordeiros e otários pagadores de impostos".
A Câmara diz que os benefícios fazem parte de um acordo entre o presidente da Casa, Marcos Bernardelli (PSDB), e o sindicato dos funcionários do legislativo. O acordo de redução de jornada, de 40 horas semanais para 30 horas, segundo a Casa, pretende estabelecer critérios de isonomia entre todos os funcionários - sejam comissionados e efetivos.
A assessoria de imprensa da Câmara afirma que para reduzir a jornada, os funcionários aceitaram não receber o reajuste salarial, o que deverá produzir uma economia de R$ 4,4 milhões por ano na folha de pagamento. Diz ainda a Câmara que a redução será gradativa. Primeiro, cairá para 35 horas e só vai chegar às 30h se houver comprovação de que não houve queda na produção.
PACOTE DE BONDADES DE CAMPINAS
VOTARAM A FAVOR OS VEREADORES
Ailton da Farmácia (PSD)
Aurélio Claudio (PMB)
Carlão do PT
Carmo Luiz (PSC)
Cidão Santos (Pros)
Edison Ribeiro (PSL)
Fernando Mendes (PRB)
Gilberto Vermelho (PSDB)
Gustavo Petta (PCdoB)
Jota Silva (PSB)
Juscelino Barbarense (PP)
Luiz Rossini (PV)
Marcos Bernadelli (PSDB)
Paulo Galterio (PSB)
Paulo Haddad (Cidadania)
Pedro Tourinho (PT)
Rodrigo da Farmadic (PP)
Rubens Gás (PSC)
Marcos Bernadelli (PSDB)
VOTARAM CONTRA
Antonio Flores (PSB)
Campos Filho (DEM)
Filipe Marchesi (PR)
Jorge da Farmácia (PSDB)
Luiz Cirilo (PSDB)
Marcelo Silva (PSD)
Mariana Conti (Psol)
Nelson Hossri (Podemos)
Permínio Monteiro (PV)
Professor Alberto (PR)
Zé Carlos (PSB)
ABSTENÇÃO
Tenente Santini (PSD)

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