Publicado 11/06/2019 - 14h59 - Atualizado 14/06/2019 - 18h06

Por Fábio de Mello

Bar é comandado por Roberto, um apaixonado pela arte da botecagem. No destaque, uma generosa porção de cupim com queijo coalho

Fábio Mello/AAN

Bar é comandado por Roberto, um apaixonado pela arte da botecagem. No destaque, uma generosa porção de cupim com queijo coalho

Considero a tradição um ingrediente imprescindível a um bom boteco, mas, de vez em quando, eis que surge um lugar que prova que não existe apenas uma fórmula para o sucesso. Esse é o caso do Pirajú Botequim: o que lhe falta de tempo de estrada para conquistar de vez o coração dos botequeiros e boêmios mais saudosistas, é totalmente compensado pela qualidade e variedade do cardápio. Posso garantir, sem medo de errar, que pode ser considerada uma das melhores bodegas da cidade.
Quando estou acompanhado, o bar é uma boa pedida, pois reúne o que há de melhor em muitas outras biroscas e consegue agradar o paladar de várias pessoas ao mesmo tempo. Outro ponto favorável para grupos com gostos divergentes é o esquema das comidas de botequim da casa, que serve tudo em bocados perfeitos para serem consumidos individualmente. Ou, como no meu caso e da Tati, minha parceira inseparável: pedimos algumas opções, compartilhamos tudo e, assim, provamos um pouco de cada.
O Pirajú é comandado por Roberto, um apaixonado pela arte da botecagem, que resolveu passar para o outro lado do balcão e criou esta linda homenagem à cultura de bar no Jardim Leonor.
O salão todo é acompanhado por uma longa varanda, com bastante espaço para mesas e, dentro, um longo balcão recepciona os visitantes com uma chopeira de cinco torneiras no meio. A rica decoração do ambiente interno conta com um barco inteiro, um timão e até fotos antigas dos pais do proprietário - entre elas, uma com a lambreta que hoje descansa decorativamente sobre a calçada, na porta de entrada.
Logo na entrada, para abrir o apetite, gosto de pedir o alho assado em conserva e, em seguida, costumo provar a moela, que vem muito limpa, com molho bem grosso de tomate pelado. A Tati geralmente pede a lula empanada e frita que, segundo ela, é a mais sequinha e saborosa de Campinas.
Frequento o local há mais de um ano e, nesse tempo, um pouco de cada vez, provei e aprovei o menu completo. Indico a todos essa farta experiência gastronômica. Entre os meus favoritos ficaram o joelho de porco, o torresmo, a trouxinha de rosbife com gorgonzola, o cupim com queijo coalho e a coxinha de rabada.
Para beber, o estabelecimento oferece chope Brahma, cervejas comuns e especiais, cachaças, doses de destilados, além de uma boa variedade de coquetéis, vinhos e champanhes. Recomendo a caipirinha Pirajú, de caju com rapadura que é uma delícia. Saúde!
ONDE
PIRAJÚ BOTEQUIM
Rua Pirajú, 43, Jardim Leonor-Campinas. Aberto de terça a sexta-feira, das 15h à meia-noite, sábado de meio-dia à meia-noite e domingo de meio-dia às 17h30.

Escrito por:

Fábio de Mello