Publicado 12/08/2019 - 15h13 - Atualizado 12/08/2019 - 18h29

Por Henrique Hein

Passeio sob o rio Vltava com a contemplação da vista da cidade pela Ponte Castelo: simplesmente divino

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Passeio sob o rio Vltava com a contemplação da vista da cidade pela Ponte Castelo: simplesmente divino

Praga, capital da República Tcheca, e também conhecida como Pérola do Oriente, está localizado no centro da Europa, fazendo divisa com a Alemanha, Eslováquia, Áustria e Polônia. A cidade, que conta com cerca de 1,2 milhão de habitantes, encanta pela arquitetura e pelo ambiente: um local jovem, com bastante energia e que contagia até mesmo aos mais velhos. Sem dúvida, uma das cidades mais lindas e gostosas do velho continente.
Apesar de fazer parte da União Europeia, o país não utiliza o euro como moeda oficial, mas sim a coroa tcheca, que pode ser trocada nas casas de câmbio. A língua falada por lá é o tcheco – o que faz com que nós, brasileiros, normalmente não consigamos entender absolutamente nada. Até para pronunciar uma escrita pode ser complicado. Porém, isso não deve ser encarrado como um problema, já que nos centros turísticos, e até mesmo em muitas lojas, o inglês é utilizado em praticamente tudo.
Entre as principais dicas está a cerveja, que realmente é muito barata, sobretudo em restaurantes e supermercados. Em Praga, não é raro encontrá-la mais em conta do que uma lata de refrigerante ou uma garrafa de água. Em média, a caneca com 1 litro da bebida custa menos de 2 euros. Em outros países europeus como a Alemanha, por exemplo, cada litro de cerveja custa no mínimo 9 euros.
Gastronomia
A culinária também é outro ponto forte, já que a diversidade de opções se faz presente. Em Praga, há muitos restaurantes que servem de tudo, desde massas mais simples até carnes mais sofisticadas. Vale a pena também experimentar o Trdlo – um pão passado no açúcar e na canela, que pode ser comido puro ou, então, recheado com chocolate ou sorvete. O doce típico da cidade é encontrado com facilidade em barracas espelhadas pelo centro.
Assim como em praticamente todas as cidades europeias, a sensação de segurança é notória, sendo possível caminhar pelas ruas e avenidas a qualquer hora do dia. Entretanto, os moradores locais alertam: cuidado apenas com os batedores de carteira. Por conta disso e da cerveja barata, as noites em Praga costumam ser bastantes agitadas, com bares e restaurantes quase sempre lotados.
A maior dificuldade no entanto, está no trânsito. A dica é não alugar um carro e optar pelo transporte público, que é bastante eficiente. A justificativa está na quantidade de vagas de estacionamento ofertadas. Quase todas elas são reservadas para quem é residente. Os estacionamentos particulares acabam sendo a alternativa mais viável, mas, além de caros, ainda ficam distante das principais atrações turísticas. A diária nesses locais custa, em média, 600 coroas checas, algo em torno de R$ 120,00.
Castelos de Praga
Com cerca de 45 hectares, o Castelo de Praga é um dos mais antigos do mundo. O monumento é bem diferente da maioria dos castelos medievais que se vê pela Europa e, até por isso, é um dos pontos mais visitados pelos turistas. O local fica dentro de uma fortaleza e é formado por uma única edificação com 18 torres – cada uma delas é uma atração. Para chegar até lá é preciso pegar um bonde, no centro da cidade.
Para entrar é preciso passar por uma vistoria, feita pelos guardas. Dentro do local, são disponibilizados ao público alguns pacotes de ingressos: o mais barato conta com cinco atrações e o mais caro permite que o turista tenha acesso as 18 atrações. A principal delas é a Catedral de São Vito – o prédio mais bonito e imponente de Praga. O espaço em estilo gótico começou a ser construído em 1344 e só foi finalizado em 1929. Linda por fora e impressionante por dentro, a Catedral ainda guarda a tumbas do Rei Venceslau IV e as joias da Coroa, além do túmulo de Santa Tereza.
A pequena Rua do Ouro é outra atração que merece destaque. Ela fica no interior do recinto do castelo, sendo ocupada por casinhas coloridas que em outros tempos abrigaram comerciantes e artesãos da época. Dentre as inúmeras residências, a casa 22 do vilarejo chama a atenção por ter sido habitada pelo escritor alemão Franz Kafka – autor da obra Metamorfose.
Museus vão da civilização celta ao artista Mucha
Pelos menos dois museus devem ser visitados em Praga. São eles: o Narodní e do Mucha. O primeiro traz uma exposição rica em detalhes sobre a civilização celta. O turista encontra no local um verdadeiro museu de história natural, que conta com lanças e artefatos da época. Há ainda um crânio conservado de quase dois mil anos.
Já o segundo, é dedicado exclusivamente ao artista tcheco Mucha, o principal representante do movimento artístico Art Nouveau. A exposição, apesar de pequena, conta com um detalhamento notável: desde as obras iniciais da carreira do artista, seus artefatos e rascunhos até suas últimas pinturas, não tão características assim do movimento artístico que o consagrou. Há ainda, no final da exposição, um filme (em inglês) sobre sua história.
Dicas para se dar bem com coroas tchecas
Ao desembarcar em Praga é essencial que todo turista tome muito cuidado na hora de trocar seu dinheiro. Como mencionado no segundo parágrafo desta reportagem, a República Tcheca, apesar de fazer parte da Europa, não utiliza o Euro como moeda local, mas sim as chamadas coroas tchecas. Evite trocá-las em aeroportos, rodoviárias ou estações de trem é essencial, já que nesses lugares a moeda do país é bem menos valorizada do que no centro da cidade. O ideal é trocar cada 1 euro por, pelo menos, 25 coroas checas. Quem trocar por menos que isso sairá no prejuízo.
Efervescência acontece na Praça da Cidade Antiga
A Praça da Cidade Antiga é o coração de Praga, sendo uma parada quase que obrigatória para quem vai à cidade a turismo, pois, além de abrigar construções importantes, é um famoso ponto de encontro rodeado de restaurantes, bares e barraquinhas que vendem comida, cerveja local e souvenirs.
Ao visitar a praça, é impossível não se impressionar com a torre gótica da Prefeitura (prédio datado do ano de 1364) e que abriga o famoso Relógio Astronômico. O objeto, construído em 1410, é um dos mais antigos da Europa e de hora em hora proporciona um “miniespetáculo” para as pessoas que passam pelo local.
O relógio, além de marcar a data e as horas, também registra a posição do Sol, ciclos astronômicos, fases da Lua e feriados do calendário cristão. Não deixe de subir até o topo da torre para admirar uma bela vista da praça e também de outros pontos turísticos. A subida pode ser feita por rampas na parte de dentro (decoradas com fotos e informações sobre o monumento) ou por um elevador – a entrada custa 250 coroas checas, algo entorno de R$ 45,00.
Na praça ainda estão situadas outras duas belas igrejas: a de São Nicolas, do século XVIII, onde acontecem vários concertos de música clássica, e também a Igreja de Nossa Senhora de Tyn, que é muito fotografada pelos turistas.

Escrito por:

Henrique Hein