Publicado 07/10/2019 - 14h53 - Atualizado // - h

Por Da Redação da Metrópole

Infelizmente, o Brasil é o líder mundial na patologia

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Infelizmente, o Brasil é o líder mundial na patologia

Dados recentes divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que 9,3% dos brasileiros, mais de 18 milhões, apresentam os sintomas de ansiedade. Infelizmente, o Brasil é o líder mundial na patologia, apresentado números três vezes maiores que a média mundial. Na América do Sul, por exemplo, os índices brasileiros superam países que se encontram em estado alarmante quando o assunto é ansiedade, entre eles Paraguai (7,6%), Chile (6,5%) e Uruguai (6,4%). Esse aumento pode ser visto inclusive dentro dos consultórios médicos, ou nos atendimentos psicológicos. “Tem surgido com mais frequência novos casos de ansiedade dentro do consultório, tanto em adulto quanto em crianças”, destaca a psicóloga Denize Ribeiro que trabalha com pais, alguns bem ansiosos, no Programa Fortalecendo Laços, que atende pacientes no Instituto de Terapia por Contingências de Reforçamento - ITCR- Campinas.

Hoje, os transtornos derivados da ansiedade já são a terceira razão de afastamentos do trabalho no Brasil, sendo que os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) giram em torno de R$ 200 milhões em pagamentos de benefícios anuais, de acordo com dados da Previdência Social. “As causas podem variar muito e cada indivíduo vai expressar a ansiedade de uma forma. Mas, normalmente são questões relacionadas ao mundo do trabalho, relacionamentos no geral, expectativas que não são correspondidas, ou seja, frustrações que algumas condições impõem na vida das pessoas. E muitas vezes essas pessoas não sabem lidar com esse sentimento por não terem aprendido forma mais saudável em como se comportar, ou seja, falta repertório comportamental para lidar”, destaca a especialista.

Sintomas e prevenção

A ansiedade é uma resposta subjetiva ao estresse sofrido por um indivíduo. “Normalmente, as pessoas que sofrem de ansiedade possuem déficit de repertório social, ou seja, frente a uma situação geradora de ansiedade pode paralisar, agir de forma inábil socialmente. Por exemplo, ser agressiva, com uma irritabilidade excessiva ou ser muito passiva. Além disso, dependendo do caso, pode gerar efeitos psicossomáticos como dor no estômago, dores de cabeça”, diz.

A psicóloga aponta que é muito importante que a pessoa consiga identificar quais as dificuldades da vida dela que causam tanta ansiedade. “Lidar com a lição de casa dos filhos, dirigir, fazer provas ou falar em público causa ansiedade? A partir do entendimento da dificuldade, é necessário enfrentar as situações aos poucos”, destaca.

Dicas que ajudam a controlar ansiedade:

- Pratique atividades físicas: nosso corpo produz endorfina que é um hormônio que propicia uma sensação de bem-estar, satisfação e relaxamento
- Beba água: considerada um “calmante” natural, é fundamental e ajuda no controle da ansiedade
- Respire lentamente: o simples fato de respirar lenta e profundamente algumas vezes acalma
- Conversar/desabafar com pessoa amiga, profissional de saúde, um terapeuta que podem contribuir para reduzir bastante a ansiedade
- Atividades em contato com a natureza ou animais trazem paz e sensação de plenitude para a maioria das pessoas
- Técnicas de meditação ou atividades de relaxamento: mindfulness, yoga, pilates, exercícios de alongamento e Lian Gong
- Música e dança: são atividades excelentes, procure uma que você goste;
- Atividades artísticas e culturais: desde fazer um simples desenho, escrever uma poesia, uma crônica ou uma história, até pintar um quadro, atividades manuais ou artesanato podem trazer grandes benefícios
- Compreender que “preocupações” muitas vezes são apenas “pré-ocupações”, assim, o simples fato de refletir em cada situação que gera ansiedade se existe algo a ser feito naquele determinado momento, se tiver atuar sobre a situação e deixar de pensar; e se não tiver nada a ser feito, procurar pensar em situações agradáveis que distraiam a mente.

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