Publicado 08/11/2019 - 10h16 - Atualizado 08/11/2019 - 10h16

Por Maria Teresa Costa

O eventual tombamento do Estádio da Mogiana pelo Condepacc não impede a venda do imóvel

Cedoc/RAC

O eventual tombamento do Estádio da Mogiana pelo Condepacc não impede a venda do imóvel

O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) adiou, mais uma vez, a votação do processo de tombamento do Estádio da Mogiana. O pedido para transformar o estádio em patrimônio de Campinas começou a ser discutido ontem pelos conselheiros, mas não houve tempo para a votação. Nova reunião foi marcada para a próxima quinta-feira. O pedido de tombamento do imóvel aguarda uma decisão desde 2013.
A continuação da reunião em nova data foi aprovada porque vários conselheiros não conseguiram falar até as 12h30 de ontem. O processo deveria ter sido votado em setembro pelos conselheiros, mas houve um pedido de vistas.
Defensores da preservação do Centro Recreativo e Esportivo de Campinas Doutor Horácio Antônio da Costa (Cerecamp), nome oficial do estádio, têm pressa por uma decisão que preserve o imóvel em uma eventual venda, como quer o governo do Estado. Se for tombado e vendido, o comprador terá que preservar o estádio.
Há um movimento para que a Prefeitura assuma o Mogiana, e o prefeito Jonas Donizette (PSB) já manifestou disposição em assumir a gestão do Mogiana, desde que receba o conjunto esportivo do Estado recuperado. De acordo com o projeto que tramita na Assembleia Legislativa, o imóvel tem terreno com 26,5 mil metros quadrados e a área construída têm 6,8 mil metros quadrados. A proposta da Prefeitura é que o Estado deixe fora da venda os 6,8 mil metros quadrados que compõem o Estádio da Mogiana. Quem adquirir os 19,7 mil metros quadrados restantes deverá recuperar o estádio como contrapartida à aprovação do futuro empreendimento que vier a se instalar na área.

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Maria Teresa Costa