Publicado 25/11/2019 - 16h49 - Atualizado // - h

Por Fábio de Mello

O boteco serve pontualmente às 16h, o famoso e festejado torresmo crocante da casa

Fábio de Mello/AAN

O boteco serve pontualmente às 16h, o famoso e festejado torresmo crocante da casa

O cruzamento entre a Avenida José Bonifácio e a Rua Mogi Guaçú abriga o Bar do Kyoshi há 34 anos. Com o passar do tempo, se consolidou como um lugar sagrado para os botequeiros da região, que ainda hoje consideram sua cerveja a mais gelada do bairro. Kyoshi, por sua vez, como um bom dono de bar à moda antiga, abençoa seus clientes com uma paciência quase divina: ouve bastante, fala pouco e, de vez em quando, sempre sereno, ainda escuta algumas confidências de seus frequentadores.

O ‘boteco do japonês’ (como é conhecido na informalidade) preserva muitas tradições e a mais importante delas ocorre todo santo dia, pontualmente às 16 horas. Desde o final da década de 90, uma leva de torresmos sai da cozinha assoviando direto para o balcão, onde a clientela faz fila para receber a iguaria consagrada, vendida por unidade. O petisco faz tanto sucesso, que não é raro encontrar a estufa vazia no começo da noite. 
Aos domingos, prepara assados por encomenda: costela, frango e joelho estão entre os mais pedidos e são finalizados com a ajuda da esposa Cida e do filho Hércules, que pilota o estabelecimento durante a noite.
Apesar de simples, o espaço é simpático e aconchegante. Lembra uma vendinha antiga, com um generoso balcão, coberto de doces e salgadinhos e a parede do fundo quase encoberta por caixas de cerveja.
Para beber, a bodega conta com as tradicionais geladas, sempre trincando, além de destilados e caipirinhas. Recomendo ao caro leitor que ocupe as mesas da varanda, que fica na frente do bar, para apreciar a vista da avenida, sempre movimentada, bebericando uma cachacinha e, é claro, beliscando o imperdível torresmo. Saúde!

ONDE
Bar do Kyoshi. Avenida José Bonifácio, 431, Jardim Flamboyant. 
Aberto de segunda a sábado, das 7h às 21h30 e domingo, das 7h às 20h.

Escrito por:

Fábio de Mello