Publicado 14/01/2020 - 11h52 - Atualizado 14/01/2020 - 11h52

Por Alenita Ramirez

Família morta em acidente é sepultada em Paulínia

Wagner Souza/AAN

Família morta em acidente é sepultada em Paulínia

Ao menos 2 mil pessoas, segundo a Guarda Municipal (GM), acompanharam na manhã desta terça-feira (14), o enterro da família de Paulínia, que morreu em um acidente de trânsito na madrugada do domingo, na BR 116, em Itaobim, na região do Vale do Jequitinhonha/MG. Não houve velório. Os caixões ficaram na parte externa do velório do Cemitério Parque das Palmeiras, devido grande número de amigos, parentes, conhecidos e curiosos e também pelo fato do tempo que a família morreu.
Família morta em acidente é sepultada em Paulínia
Os corpos chegaram por volta das 6h45, no Cemitério Municipal e por volta das 9h saiu o cortejo com mais de 800 veículos, até o cemitério onde a família foi enterrada.
Alguns parentes passaram mal e precisaram ser atendidos por socorristas de duas ambulâncias da Prefeitura, que davam apoio no local. A dor e a comoção foram geral. “Eles vão fazer muita falta. Eram alegres e unidos. Família muito estruturada e feliz. Vai ser difícil viver sem eles”, disse as irmãs Eliane e Elaine Tinoco, a primeira vizinha de frente da família e a segunda, amiga de longa data de Afonso.
O acidente aconteceu na madrugada do domingo. De acordo com parentes e amigos, Erika Cristina Araújo dirigia o veículo na hora e teria dormido ao volante. As causas do acidente ainda serão apuradas. O veículo bateu de frente com um caminhão.
A família havia saído do sertão da Paraíba, cidade de Manaíra, na sexta-feira, onde havia passado as festas de fim de ano. Os pais de Afonso da Silva Gomes moravam lá. Ele chegou em Paulínia havia 26 anos.
Família morta em acidente é sepultada em Paulínia
Afonso era dono de um bar, no bairro Bom Retiro. O casal se conheceu na cidade e teve as três filhas: Izabela Caroline, 18 anos, Maria Eduarda, 15 anos, e Luíza Cristina, de 11 anos. "Eram muitos unidos. Nunca vi tanto amor em uma família. Acho que foi por isso que todos morreram juntos", disse a prima de Afonso, Daniela Alves Gomes, que precisou ser socorrida ao fim do terreno.
Segundo Daniela, Afonso viajava pouco e a família decidiu a viagem repentinamente. Ele amava roça e um certo dia chegou em casa com desejo de ver os pais e ir para o sertão. Como Érika e as meninas gostavam de viajar, a família arrumou as malas e foi de carro.
A primeira a ser enterrada foi Érika, seguida do marido, e das filhas, conforme a idade.

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Alenita Ramirez