Publicado 25/01/2020 - 13h14 - Atualizado 25/01/2020 - 13h14

Por Gustavo Magnusson

Na Ponte, Mário Juliatto trabalhou como auxiliar de Cilinho, que morreu no último dia 28 de novembro

Arquivo pessoal

Na Ponte, Mário Juliatto trabalhou como auxiliar de Cilinho, que morreu no último dia 28 de novembro

Morreu na manhã de ontem, aos 75 anos, o ex-zagueiro e treinador da Ponte Preta Mário Juliatto, que lutava contra um câncer e estava internado na Santa Casa de Valinhos. O sepultamento ocorreu, às 10h deste sábado (25), no Cemitério São João Batista, em Valinhos, cidade natal de Juliatto.
Nascido em 21 de maio de 1944, Mário Juliatto iniciou sua trajetória como jogador profissional na Ponte Preta, onde atuou entre 1963 e 1966. A aventura nos gramados não durou muito tempo, já que aos 22 anos ele sofreu uma contusão no joelho que abreviou sua carreira. Sem sucesso dentro de campo, Juliatto passou a treinar as categorias de base da Macaca e, na sequência, atuar como auxiliar do célebre técnico Otacílio Pires de Camargo, o Cilinho — falecido no último dia 28 de novembro, em Campinas.
Mário Juliatto chegou a assumir a equipe principal da Ponte Preta em 1972, no hiato entre a saída de Cilinho e a chegada de Rubens Minelli. De acordo com o historiador do clube, José Moraes Neto, foram 35 partidas à frente do comando técnico. "Convivi com ele na gestão do então presidente Sérgio Abdalla, na qual meu tio era diretor de futebol e eu, ainda criança, passava o tempo inteiro na Ponte. Ele era uma pessoa mais sisuda e se destacou muito por seu trabalho intenso", relembra Moraes Neto, que conheceu o ex-treinador aos nove anos.
Ao todo, Mário Juliatto se dedicou à Ponte Preta entre 1969 e 1974. "Ele tem uma história marcante na Ponte Preta, em especial atuando na área técnica na década de 70. Ele descobriu diversos jogadores e trouxe para o clube jovens atletas que se tornariam grandes ídolos, como o goleiro Carlos e os zagueiros Oscar e Polozzi. É um dia triste para nação pontepretana e neste momento nos solidarizamos com a família e amigos", lamentou o presidente Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho. "Era um grande profissional, aprendi muito sobre futebol com o Mário", disse Hernani Godoy, que trabalhou como preparador físico junto com Mário Juliatto na Ponte.
Em 1974, Juliatto transferiu-se para a capital paulista, onde trabalhou no São Paulo como auxiliar-técnico de José Poy e de Rubens Minelli. Depois disso, como treinador efetivo do Tricolor paulista, foram 54 jogos, com 21 vitórias, 20 empates e 13 derrotas. Como técnico, Mário Juliatto também acumulou passagens pelo futebol árabe e português, além de comandar importantes clubes brasileiros como Coritiba, Náutico, Vitória, Portuguesa, Santa Cruz, Goiás, Fortaleza, Ceará e Paraná.
Neste ano, Mário Juliatto receberá uma singela homenagem da Prefeitura Municipal de Valinhos. Ele emprestará seu nome ao Campeonato Valinhense de Futebol Amador. A iniciativa, anunciada antes mesmo da morte de Juliatto, segue a tradição do torneio, que todo ano lembra personalidades do futebol.

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Gustavo Magnusson