Publicado 14/02/2020 - 07h45 - Atualizado 14/02/2020 - 07h45

Por Alenita Ramirez

A ciclovia será executada a partir do cruzamento entre as vias Cormorão e Canário, no Padre Manoel de Nóbrega, e se estenderá até o Santa Lúcia

Wagner Souza/AAN

A ciclovia será executada a partir do cruzamento entre as vias Cormorão e Canário, no Padre Manoel de Nóbrega, e se estenderá até o Santa Lúcia

O secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Carlos José Barreiro, deve assinar nos próximos dias um convênio com a Opasa, empresa responsável pela manutenção da tubulação que liga o terminal Barueri à Replan, em Paulínia, para a construção de 3,7km de ciclovia sobre a faixa de servidão do gasoduto, entre o distrito do Campo Grande e a região do Campos Elíseos. Em troca, segundo Barreiro, a Prefeitura ficará responsável pela manutenção do espaço, com os serviços de limpeza e roçagem do mato. “A ciclovia não interfere na tubulação, pois para fazer a faixa não precisa se fazer escavação, apenas cimento por cima da terra”, explicou o secretário e presidente da Emdec.
A entrega da obra está prevista para o segundo semestre deste ano e a pista será bidirecional. Segundo Barreiro, ela será importante para os usuários de bike que moram nos dois distritos transitarem com segurança.
Pelo projeto, a ciclovia será formada por quatro trechos distintos e será implantada em uma faixa de dutos. O primeiro trecho, que está sendo viabilizado por meio de convênio, terá aproximadamente 3,7km de extensão. O termo de ajuste para execução da ciclovia envolve a empresa Tegra, que executará a obra; a Transpetro, que administra a faixa de dutos; e a Emdec.
A ciclovia será executada a partir do cruzamento entre as vias Cormorão e Canário, no Bairro Padre Manoel de Nóbrega, próximo ao Hospital da PUC-Campinas; passando pela Avenida John Boyd Dunlop e seguindo até o cruzamento com a Rua Madre Eduarda Shafers, no Jardim Santa Lúcia, próximo à Avenida Carlos Lacerda.
Segundo técnicos da Emdec, a faixa de dutos é demarcada por marcos quilométricos. Os dutos geralmente estão localizados nas extremidades dos canteiros centrais, no caso, no cruzamento entre as avenidas John Boyd Dunlop e Brasília.
Além do convênio, Barreiro ainda frisou que estão em andamento processo licitatório para a construção de outras duas pistas de ciclovia e também fase final de estudo outros dois projetos. Os locais ainda não foram definidos, mas segundo o secretário, as obras contemplarão diversos bairros na cidade. “A ciclovia já soma um total de 46 km de faixa em Campinas. Estamos fazendo em locais onde a população usa para trabalhar e também se locomover, além da prática do esporte e lazer”, disse Barreiro.
Para o ativista e um dos integrantes do grupo de ciclista Pé na Estrada, Messias França, a construção de ciclovia na cidade é essencial, já que ajuda e dá segurança para quem quer usar a bicicleta para chegar ao trabalho e também para outros tipos de uso. “Ainda falta muita ciclovia na cidade. Nossa reivindicação é que seja feita em toda a Avenida John Boyd Dunlop”, disse.
No último dia 10, foi inaugurado 5,2km de ciclovia que liga a Praça da Concórdia ao Terminal Itajaí. Além da ciclovia principal o trecho também conta com ciclorrotas, em bairros daquela região. A obra recebeu investimentos de R$ 1,04 milhão, sendo R$ 679,3 mil destinados à construção da ciclovia e outros R$ 370 mil para sinalização do espaço.

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Alenita Ramirez