Publicado 25/03/2020 - 17h04 - Atualizado 25/03/2020 - 17h04

Por Da Agência Anhanguera

Marco Evangelista

Marco Evangelista/Divulgação

Marco Evangelista

Depois de nove dias retidos na cidade de Cusco, no Peru, por conta do fechamento da fronteira determinada pelo governo peruano por conta do coronavírus, a família do campineiro Marco Evangelista , enfim está volta ao Brasil. Marco, a mulher Gabriela e o filho deles de 11 anos, desembarcaram em São Paulo na noite desta terça-feira (24). Moradores do San Conrado, em Sousas, os campineiros passaram por momentos de muita preocupação e expectativa. Especialmente nos últimos dias, quando as empresas brasileiras iniciaram o processo de repatriação. Em alguns momentos, diz Marco, houve problemas com as companhias aéreas, em outros, com as listas de passageiros divulgadas pela embaixada.
"Depois de muita briga com a embaixada e com a companhia aérea, conseguimos embarcar ontem (3ª) e chegamos a noite . Já estamos em casa sim", disse ele ontem aliviado. Segundo ele, ainda ontem mais dois aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) deveria resgatar os últimos brasileiros retidos na cidade histórica do Peru.
Na segunda-feira, ele e a família ficaram muito perto de embarcar, mas acabaram se frustrando. "Meu nome apareceu na lista da embaixada e fomos até o aeroporto para embarcar, mas a empresa que faria o voo desconsiderou a lista da embaixada. Não aceitou os que não eram clientes dela e nós acabaos ficando de fora", contou ele, no início da semana. Nossa critica aqui é que voo humanitário aqui não existe", reclamou ele, naquela momento.
O três viajaram para Lima na segunda-feira, dia 14. No dia seguinte seguiram para Cusco, mas foram pegos de surpresa com a decisão do governo anunciada no domingo à noite. A medida entrou em vigor justamente na segunda.
Delegado aposentado, Evangelista diz que assim que tomou conhecimento das restrições correu para o aeroporto, mas não conseguiu passagens. Teve de voltar para o hotel. "Não deu tempo de gente fazer nada" , contaram eles.
"Tivemos relatos de brasileiros, que não foram aceitos de volta nos hotéis" , diz. "Ficamos sem assistência. O consulado disse pra gente entrar e contato com as nossas famílias no Brasil para que eles mandassem dinheiro" , afirmou. "Ou seja, lavaram as mãos", reclamou Marco ainda em Cusco.
O campineiro passou a integrar um grupo de WhatsApp de brasileiros também retidos no Peru e ouviu relatos de dificuldades ainda maiores. Uma jovem gravou um vídeo na qual relatava estar presa no hotel e dizia que não ter mais dinheiro para continuar no país. Segundo as autoridades as medidas restritivas deveriam durar ao menos por mais 15 dias e ela dizia não ter levado dinheiro para pagar o hotel por tanto tempo.
Marco Evangelista relata ter encontrado com brasileiros de várias partes do País na mesma situação. Contou ainda que da região de Campinas, teve contato com turistas de São João da Boa Vista e Socorro.

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