Publicado 22/05/2020 - 07h57 - Atualizado 22/05/2020 - 07h57

Por Daniel de Camargo

Aproximadamente 41% das notificações fatais aconteceram em Campinas, maior cidade da região

Leandro Ferreira/AAN

Aproximadamente 41% das notificações fatais aconteceram em Campinas, maior cidade da região

Com a redução da circulação de veículos devido à quarentena determinada em função da pandemia da Covid-19, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) registrou 25 mortes em decorrência de acidentes de trânsito em abril, o menor número para o mês nos últimos seis anos. Em 2019, foram contabilizados 27 óbitos, ante 33, 30, 45 e 48 assinalados em 2018, 2017, 2016 e 2015. As estatísticas são do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado (Infosiga), do governo paulista, que mapeia dados desde 2015.
O levantamento aponta que, entre os mortos neste ano, cerca de 37% (9) eram motociclistas, 30% (7) ocupantes (não necessariamente o condutor) de automóveis, 16% (4) pedestres, 12% (3) ciclistas e 8% (2) ocupantes de caminhões. Sobre o local do óbito, o órgão estadual indica que 14 pessoas chegaram a ser socorridas para hospitais, enquanto 11 faleceram na própria via. Dentre as vítimas fatais, 88% (22) eram do sexo masculino e 12% (3) do feminino.
O estudo disponibiliza também dados dos tipos e subtipos de acidentes que resultaram em morte. Neste ano, houve 17 óbitos a partir de choques ou colisões. Os atropelamentos vitimaram quatro pessoas e no restante dos casos (4) não foi possível categorizar a causa. Entre as vítimas fatais, apenas uma era menor de idade, duas eram idosas e outras 22 tinham entre 18 e 59 anos. Aproximadamente 41% (10) dos óbitos aconteceram em Campinas, maior cidade da região. No primeiro quadrimestre, a RMC totalizou 112 fatalidades no trânsito.
Estado
O número de mortos no trânsito no Estado de São Paulo também foi o menor para abril nos últimos seis anos. No mês passado, foram 340 vítimas fatais, uma redução de 24,4% na comparação com igual período de 2019, quando houve 402 mortes. Em 2018, ocorreram 470 óbitos, ante 451, 552 e 537 assinalados em 2018, 2017, 2016 e 2015, respectivamente.
Chama a atenção a redução entre vítimas com mais de 60 anos e crianças e adolescentes com até 17 anos de idade. Entre os idosos, houve queda de 46,5% nas fatalidades (49 casos neste ano contra 97 em 2019). Já na faixa etária entre 0 a 17 anos, a redução foi de 90% (10 vítimas neste ano contra 19 no ano passado). Houve queda ainda de vítimas adultas com idade entre 30 e 59 anos (-19,9%) e entre jovens com idade entre 18 e 29 anos (-6,7%).
Nos quatro primeiros meses deste ano, o acumulado é de 1.585 vítimas fatais, o que representa uma redução de 1,4% na comparação com o mesmo período de 2019 (1.608 ocorrências). As estatísticas apontam ainda forte redução de mortes entre pedestres. Foram registrados 74 casos em abril deste ano contra 128 em 2019 (-42,2%). Entre ocupantes de automóveis, a redução foi de 16,8% (79 ocorrências em 2020 contra 95 no ano passado). Já entre motociclistas, houve aumento de 7 fatalidades (135 contra 128 no período anterior, +5,5%), enquanto entre ciclistas foi registrado um óbito a mais: 32 casos contra 33 em 2019 (+3,1%).
Mais da metade dos óbitos ocorrem em vias municipais
As vias municipais concentraram 56,8% das fatalidades embora tenha registrado redução de 8,5% nos índices. Foram 193 casos contra 211 no ano passado. Já nas rodovias, a queda foi de 27,8% (127 vítimas contra 176 em 2019). O principal tipo de acidente foi a colisão entre veículos (37,9%), seguida pelos atropelamentos e choques contra objetivos fixos, ambos representam 21,5%. Homens permanecem como o principal grupo entre as vítimas (86,8%), assim como os condutores dos veículos (64,4%). Mais da metade dos acidentes fatais (52,9%) aconteceram no período noturno e 45,9% nos finais de semana. As mortes registradas em hospitais representam 56,2% do total.

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Daniel de Camargo