Publicado 29/06/2020 - 16h12 - Atualizado // - h

Por Gustavo Magnusson

Claudia Umbertti é diretora e sócia-proprietária do Grupo Baobás, em Campinas

Arquivo Pessoal

Claudia Umbertti é diretora e sócia-proprietária do Grupo Baobás, em Campinas

No último dia 21 de junho, foi comemorado o Dia do Mídia, em homenagem a este profissional que exerce papel estratégico dentro do mercado publicitário, planejando e veiculando as campanhas criadas pelas agências de propaganda para seus clientes. A data é celebrada desde 1977, quando foi instituída pela Central de Outdoor. Por conta da ocasião comemorativa, o Correio Popular publica hoje, segunda-feira, a oitava reportagem da série que discute a importância e as responsabilidades da profissão, as particularidades e transformações de seu exercício, além dos desafios enfrentados pela classe em meio à pandemia do novo coronavírus.

"Mídia implica em resultado. Quando o cliente investe, ele espera que vá ter resultado e a gente é a única área que tem o domínio disso nas mãos, isto é, de mostrar para o cliente se ele vai ter ou não resultado e o quanto, dependendo daquilo que for investido e da estratégia utilizada", explica Claudia Umbertti, diretora e sócia-proprietária da agência de publicidade Grupo Baobás, em Campinas.

A Baobás está prestes a completar 25 anos de existência em outubro deste ano. "Durante todos esses anos, ser mídia sempre foi a minha preferência dentro do mercado publicitário. Claro que como empresária e dona de agência, preciso fazer de tudo um pouco e entender de outras as áreas dentro da empresa, até para poder cobrar as pessoas, mas a minha especialidade e paixão sempre foi mídia, ou seja, trabalhar com planejamento, cálculos, negociação, planilhas, pesquisa. Além disso, existe todo uma expertise por trás do planejamento de um cliente para poder justificar o porquê você está oferecendo aquelas mídias. Tudo isso faz parte do dia a dia de um mídia", afirma Umbertti, formada em Publicidade e Propaganda pela PUC-Campinas, com especialização em marketing pela Fundação Getúlio Vargas.

Desde meados de março, a agência Baobás opera totalmente em home office por conta da pandemia do novo coronavírus. "Isso muda muita coisa porque a gente sempre gostou de trabalhar em conjunto, então fica um pouquinho mais restrito, embora façamos reuniões pelo Zoom ou mesmo conferências pelo Whatsapp, tanto entre a própria equipe da agência quanto entre nós e os clientes. O presencial faz bastante falta, mas é uma realidade que ainda vai demorar para acabar. Eu mesma era uma pessoa que tinha muita resistência em trabalhar home office por conta de dificuldade de concentração, achava que não rendia em casa, mas acho que todo mundo teve que aprender a se adaptar e descobrir que existe como fazer isso", diz Claudia Umbertti.

A necessidade de distanciamento social exige dos profissionais de mídia a capacidade de se reinventar. "A gente está trabalhando até mais, só que no sentido de ter que ser mais criativo para poder ajudar os clientes a não entrarem na crise ou a saírem dela, procurado maneiras diferenciadas de dar visibilidade para o cliente. Se as pessoas não saem para a rua, então as medidas exteriores não resolvem os problemas. A gente tem focado mais, assim como o mundo inteiro, nas mídias on-line e no marketing digital. As lives, por exemplo, estão na crista da onda neste momento", conta Claudia Umbertti. "Obviamente, houve um impacto gigantesco no mercado publicitário, até porque são poucos os que nos veem como um investimento, e não como um custo. Neste sentido, todos foram obrigados a cortar e reduzir custos. O que nós fizemos foi continuar trabalhando para os clientes para começar a receber a partir de agosto. Para continuarmos com os contatos, demos um hiato de 3 meses. Assim, uma mão lava a outra, mantendo os clientes com visibilidade. Essa foi um das principais mudanças", relata.

Escrito por:

Gustavo Magnusson