Publicado 01/08/2020 - 11h37 - Atualizado // - h

Por Alenita Ramirez

Segundo depoimentos, pontepretanos assistiam ao jogo na rua quando cerca de 100 santistas apareceram

Wagner Souza/AAN

Segundo depoimentos, pontepretanos assistiam ao jogo na rua quando cerca de 100 santistas apareceram

Uma briga entre torcidas organizadas da Ponte Preta e Santos levou pânico em moradores do Parque Itajaí, no distrito do Campo Grande, em Campinas, e deixou ao menos sete feridos, na noite da última quinta-feira. A confusão aconteceu logo após o encerramento da partida entre as duas equipes pelas quartas de final do Campeonato Paulista, que terminou com vitória da Macaca por 3 a 1, na Vila Belmiro. A desavença teria sido provocada pela torcida do Santos, que chegou no local com paus e pedras, segundo testemunhas.
Moradores relataram que pontepretanos assistiam ao jogo em frente a uma adega, localizada na Rua Professor Henrique Estrada, próximo ao terminal de ônibus, quando o grupo de ao menos 100 torcedores do Santos apareceu. Eles já chegaram agredindo o grupo da torcida da Ponte Preta. “Foi um corre e corre. Eu corri para não ser atingido. Os torcedores da Ponte assistiram a partida no telão que foi colocado na rua. O dono do bar correu para fechar o estabelecimento”, contou um morador que pediu para não ser identificado.
Os adversários santistas teriam usado caibros de enxada e até garrafas de vidro no ataque. “A gente não esperava esse ataque. Isso nunca aconteceu por aqui”, disse o dono da adega, que preferiu não citar o nome.
A cabeleireira Renata de Oliveira, de 38 anos, que mora na quadra ao lado de onde ocorreu o confronto, relatou que estava em casa com a família, assistindo à partida, quando ouviu disparos de rojões e achou que era por conta da vitória da Ponte Preta. “Fomos para o quintal e quando olhamos na rua vimos a confusão. Era muita gente. Os torcedores do Santos com pedaços de madeira chutando os pontepretanos. A Guarda Municipal já tinha chegado e soltou bomba de efeito moral para dispersar o pessoal”, contou. “Deu muito medo. Vi muitos feridos”, acrescentou.
De acordo com o comandante da Guarda Municipal (GM), o inspetor Márcio Frezarin, cinco pessoas foram levadas pela própria corporação para o Pronto Atendimento (PA) do Campo Grande e outras duas a o Hospital Mário Gatti. Ainda conforme o comandante, a guarda fui acionada em dois momentos, mas teve que intervir em três momentos. Na praça, no terminal de ônibus e em frente ao PA, mas apenas na praça foi necessário o uso de agente químico. Ninguém foi preso na ação.
Todos os torcedores feridos são pontepretanos. Segundo Frezarin, havia informação de que um ônibus com torcedores do Santos viria para Campinas, mas o grupo com o veículo não foi localizado.
Os moradores do Parque Itajaí contaram que a torcida santista tem uma sede no Parque Floresta e que um grupo de santistas teriam vindo para Campinas em vans e já tinham alertado sobre a briga. Ao chegarem no local teriam gritado que a rua era deles.
Em nota, a Prefeitura conseguiu confirmar apenas o estado de saúde do paciente M. H.F., de 19 anos, que deu entrada na UPA Campo Grande com um ferimento causado por objeto cortante, que foi suturado. Segundo a nota, a vítima passou por um Raio-X de crânio e foi constatado que não teve fratura. “O paciente estava consciente e ficou em observação durante a noite. Receberá alta ainda hoje (sexta-feira)”, frisou.

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Alenita Ramirez