Publicado 01/08/2020 - 12h34 - Atualizado 01/08/2020 - 12h34

Por Gustavo Magnusson

A Ponte Preta quebrou um jejum de 15 anos sem vitória na Vila Belmiro na quinta-feira: triunfo e vaga

Luiz Guilherme Martins/Ponte Press

A Ponte Preta quebrou um jejum de 15 anos sem vitória na Vila Belmiro na quinta-feira: triunfo e vaga

Em menos de 10 dias, a Ponte Preta reverteu o quadro de um provável rebaixamento para figurar entre as quatro melhores equipes do Campeonato Paulista pela terceira vez nesta década. Após surpreender e eliminar o Santos na noite da última quinta-feira, graças a uma vitória de virada que não acontecia há mais de um ano, a Macaca agora terá o Palmeiras como novo desafio amanhã, às 19h, no Allianz Parque, para continuar tentando seguir o exemplo de sua campanha de 2017.
Na ocasião, a Ponte também eliminou o Peixe nas quartas de final e despachou o Verdão na semifinal, antes de enfrentar o Corinthians e perder a decisão para o atual tricampeão. Neste ano, o roteiro pode ser idêntico àquele, mas a equipe do técnico João Brigatti espera conseguir o título inédito desta vez.
No entanto, o treinador prega cautela para lidar com este momento de euforia. "A Ponte Preta sabe até onde pode chegar, mas o nosso pensamento é continuar com os pezinhos no chão. Deixamos uma situação em que estávamos em último lugar para disputar uma semifinal de Paulista. Era quase impossível reverter uma situação daquela, mas nós conseguimos. Agora é descansar bastante os atletas para que possamos ter essa mesma força e apresentar o mesmo futebol", disse Brigatti.
Mais do que tirar o Santos do Paulistão pela segunda vez em três anos, a Ponte Preta ainda quebrou um jejum de 15 anos sem vitórias dentro da Vila Belmiro. O último triunfo no campo do Peixe havia sido em julho de 2005, pelo Campeonato Brasileiro. "Foi uma noite maravilhosa, fizemos uma partida brilhante. Os atletas entenderam muito bem a filosofia de jogo que a gente quer e se comportaram muito bem nos dois tempos. É lógico que facilita ficar com um jogador a mais em campo, mas se você não souber jogar como nós jogamos, principalmente colocando a bola no chão e fazendo o balanço na direita e na esquerda, a superioridade às vezes não se reflete", analisa Brigatti, referindo-se à expulsão de Marinho.
Nova alteração
Após ter a sua estreia na Série B adiada para o dia 8 de agosto (sábado), às 21h, a Ponte Preta também recebeu a notícia de que não vai poder atuar em Campinas contra o América-MG. Originalmente marcada para o estádio Moisés Lucarelli, no dia 7, a partida teve o seu local alterado para o Canindé, em São Paulo. 
De acordo com comunicado emitido pela CBF, as autoridades públicas municipais de Campinas não autorizaram a realização do jogo no Majestoso dentro do prazo regulamentar, diante do cenário de avanço da pandemia do novo coronavírus. A cidade encontra-se na fase laranja do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena. A data do confronto entre Ponte e América pode sofrer nova alteração se a Ponte Preta chegar à final do Campeonato Paulista, já que o segundo jogo da decisão estadual está agendado justamente para o dia 8.

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Gustavo Magnusson