Publicado 15/09/2020 - 07h26 - Atualizado 15/09/2020 - 12h58

Por Henrique Hein/AAN

Em julho, antes da progressão da flexibilização, a gasolina podia ser encontrada a R$ 3,89 o litro

Matheus Pereira / AAN

Em julho, antes da progressão da flexibilização, a gasolina podia ser encontrada a R$ 3,89 o litro

O preço do litro da gasolina e do etanol registrou alta significativa em Campinas desde a entrada da cidade na fase amarela do Plano SP no dia 7 de agosto, quando foram reabertos o comércio, os parques públicos e os bares e restaurantes. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do litro da gasolina - que custava R$ 3,83 em julho - subiu para R$ 3,90 na segunda semana de agosto, e agora dificilmente é encontrado a menos de R$ 4,00. Em muitos casos, é até comum encontrá-lo sendo comercializado a R$ 4,19.
Já o valor médio do etanol - que custava R$ 2,49 em julho - caiu para R$ 2,27 na segunda semana de agosto e voltou a subir nas últimas semanas. No entanto, apesar da ANP ainda não ter divulgado os dados de setembro, não é difícil andar por Campinas e encontrar o combustível sendo vendido, por exemplo, a R$ 2,699. Os aumentos verificados apenas reforçam o que aponta uma pesquisa divulgada nesta semana pelo Índice de Preços Ticket Log (IPTL).
O estudo, que teve como base os abastecimentos realizados em cerca de 18 mil postos brasileiros, mostra que a Região Sudeste do Brasil manteve um ritmo de alta nos preços dos combustíveis no mês de agosto. O estado Rio de Janeiro, por exemplo, registrou a gasolina mais cara de toda a região, com média de R$ 4,811 e aumento de 2,2% frente ao mês de julho.
São Paulo, por sua vez, computou o valor mais baixo para o combustível, ficando em R$ 4,105. Mesmo assim, quando comparado ao preço médio carioca, os postos paulistas apresentaram um aumento ainda maior: 2,3% em relação a julho. Em Minas Gerais e no Espírito Santo, a alta da gasolina foi de 2,9% e 2,8% no período analisado, respectivamente.
O Rio de Janeiro também foi o Estado com o preço do etanol mais caro da região, segundo o estudo. Mesmo registrando a média mais cara - de R$ 3,757 -, o combustível apresentou queda de preço de 0,3% frente ao mês anterior. Quanto ao diesel e diesel S-10, o estado de Minas Gerais liderou com os valores mais altos: R$ 3,542 e R$ 3,614, respectivamente. Na comparação com julho, houve aumento de 3,3% para ambos. Já o Espírito Santo foi quem registrou o Gás Natural Veicular (GNV) mais caro (R$ 3,329) e aumento de 0,3% frente ao mês anterior.

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Henrique Hein/AAN