Publicado 06/09/2020 - 09h00 - Atualizado 06/09/2020 - 12h46

Por Daniela Nucci

A professora universitária Melissa Mesquita usa um umidificador no quarto do filho de 8 anos para evitar o ressecamento da mucosa nasal

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A professora universitária Melissa Mesquita usa um umidificador no quarto do filho de 8 anos para evitar o ressecamento da mucosa nasal

Com o clima pra lá de seco, é comum o nariz ficar entupido, irritado e até sangrar, principalmente nas crianças. A baixa umidade do ar contribui para o ressecamento da mucosa nasal e o rompimento de vasos sanguíneos. Esse sangramento nasal ou epistaxe, como é conhecido no meio médico, tem causas variáveis e é muito comum nos pequenos. “Com a mucosa nasal sensível e ressecada devido ao clima, é comum as crianças ficarem cutucando o nariz, por estarem incomodadas. Com o dedinho, machucam o local e formam mais casquinha. Sangra, ela tira e forma as casquinhas recorrentes”, explica a médica otorrinolaringologista Juliana Bertoncello.
Esses casos assustam os pais, mas, em sua maioria, os quadros são benignos. “Existem doenças mais sérias que causam o sangramento nasal, mas são raras, como a coagulação sanguínea e tumores nasais, principalmente nos meninos”, comenta a médica. Mas o que fazer na hora? “A primeira coisa é pressionar o local, apertando o nariz. Depois, coloque a cabeça da criança para frente e não para trás, como a maioria dos pais faz. Assim ela não corre o risco de engolir o sangue e causar vômito”, diz Juliana.
Outra dica é colocar um saquinho com gelo em cima do nariz para auxiliar o fechamento dos vasos sanguíneos e o sangramento passar mais rápido. “Para tentar evitar essas situações, vale orientar os pequenos a não cutucarem o nariz e não tirarem a casquinha, além de manter sempre a mucosa úmida, com bastante soro”, orienta a profissional. “Depois de todos esses cuidados, se o sangramento não parar, às vezes, é preciso de uma cauterização local ou intervenção cirúrgica”, comenta a profissional. Outra preocupação é com o uso de medicamentos inadequados, que podem potencializar o sangramento como os anticoagulantes, por exemplo, a aspirina. “Não se deve nem usar esses medicamentos em crianças antes de passar por uma avaliação médica”, alerta Juliana.
Acostumada com o sangramento nasal do filho Bruno Mesquita Pinto, de 8 anos, neste período de seca extrema, a professora universitária Melissa Mesquita já arma o arsenal e cuidados em casa para aliviar o incômodo do pequeno. “É só mudar o tempo que o nariz do Bruno sempre fica ruim”, diz Melissa, que segue as orientações à risca passada pela otorrino Juliana, desde quando seu filho era menor.
“Quando sangra, fazemos pressão na narina, limpamos na pia com gelo, e inclinamos a cabeça para frente para ele não correr o risco de engolir o sangue”, detalha a professora. Como prevenção, Bruno bebe muita água, usa soro fisiológico no nariz, várias vezes ao dia, evita colocar o dedo na região, além de dormir com umidificador no quarto durante a noite toda. “A qualidade do sono do Bruno muda muito quando não usamos o umidificador. Ele dorme muito melhor com o umidificador. E o nariz não sangra”, completa Melissa.

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Daniela Nucci