Publicado 17/10/2020 - 13h14 - Atualizado 17/10/2020 - 13h14

Por Da Agência Anhanguera

Ministério centralizará toda a vacinação

IStock/Banco de Imagens

Ministério centralizará toda a vacinação

Presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), o prefeito de Campinas, Jonas Donizete (PSB), disse ontem em entrevista coletiva virtual, ter recebido a garantia do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que será adquirida e distribuída a partir do governo federal a primeira vacina contra a Covid-19 que estiver pronta.
"O ministro garantiu que a vacina que chegar primeiro; que estiver pronta, comprovadamente eficaz, ela será adquirida para os brasileiros", afirmou Jonas. "Não vai ter essa disputa de São Paulo e Brasil", acrescentou. "E isso é uma coisa que achei muito acertada, porque na verdade quem faz o programa de imunização é o governo federal. Ele adquire as vacinas, distribui para os estados, que, por sua vez, fazem chegar na ponta", acrescentou o prefeito.
O problema surgiu no início da semana, quando o Ministério da Saúde apresentou um cronograma para vacinação contra a Covid-19 considerando apenas a vacina da AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford.
O secretário de Saúde do governo de São Paulo, Jean Gorinchteyn, chegou a dizer que o governo federal não havia liberado dinheiro para a compra da vacina Coronavac, que vem sendo desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. O descompasso se daria em razão de uma disputa política que vem sendo travada entre o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).
Jonas disse ter saído do encontro convencido de que não há possibilidade de ser ter uma vacina e ela não ser adquirida pelo governo federal por questões políticas. "Nessa hora, a questão política fica em segundo, terceiro, ou em último plano, porque o que vale é a vida das pessoas", concluiu Jonas.
Na mesma coletiva virtual, o secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza, fez um alerta sobre a possibilidade de a região ser atingida por uma segunda onda da pandemia do coronavírus, como vem ocorrendo em outras partes do mundo. "Eu não acredito que este ano tenhamos uma segunda onda. Nem sabemos se teremos uma segunda onda, com as mesmas características da que enfrentamos até agora, mas o que não podemos é baixar a guarda", disse o secretário. "Agora, mais do que nunca, precisamos manter o distanciamento, usar máscaras, manter os hábitos de higiene das mãos.

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