Publicado 21/11/2020 - 17h53 - Atualizado 21/11/2020 - 18h10

Por Maria Teresa Costa


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O juiz eleitoral José Guilherme Di Rienzo Marrey manteve a propaganda eleitoral da campanha de Rafa Zimbaldi (PL) no rádio e na televisão, que afirma que Dário Saadi (Republicanos) está envolvido com crime de comercialização de testes de Covid-19 roubados e deu prazo de dois dias para que o candidato apresente sua defesa.
No despacho, o juiz afirma que “ainda que o tom adotado pelo representante seja contundente, em sede de cognição sumária, até mesmo por não ter acesso ao e seu inteiro teor da investigação que apura ilícito ventilado pelo representado, não é possível concluir que o conteúdo seria manifestamente inverídico, razão pela qual, também por considerar que o rito é extremamente rápido a só permitir a urgência excepcionalmente, indefiro a tutela de urgência pretendida”.
Em abril, quatro homens, entre eles um comissionado da Prefeitura ligado à Secretaria de Esportes, foram presos, suspeitos de negocias a venda de 25 mil testes para detecção do novo coronavírus.
Segunda a defesa de Dário, “a Autoridade Policial jamais concluiu que “Dário participou das ofertas desses testes” ou que “Dario participou das ofertas de testes”, supostamente roubados, justamente porque o peticionário não teve qualquer participação nos fatos noticiados e sequer mesmo tinha conhecimento a respeito das condutas imputadas e do respectivo procedimento investigativo”. Para a campanha do Republicano, a campanha contra Dário é ”irresponsável, criminosa, inescrupulosa e inverídica”.
O advogado Marcelo Pelegrini disse que questionou a afirmação de que a autoridade policial concluiu contra Dário, o que não é verdade. “É uma pena a decisão do juiz que deixou para apreciar apenas no final”, afirmou.

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Maria Teresa Costa