Publicado 15/11/2020 - 09h00 - Atualizado 14/11/2020 - 16h21

Por Da TV Press

Iza é técnica do The Voice Brasil

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Iza é técnica do The Voice Brasil

Misturar estilos musicais em uma embalagem “pop” é uma das principais características da cantora Iza. O fato de circular bem tanto pelas rodas de samba e a sofrência sertaneja quanto pelo “batidão” internacional e o elitismo da MPB deu à cantora a segurança para trabalhar com música na televisão. Depois de se divertir à frente do Só Toca Top, e surpreender pela desenvoltura nos encontros do Música Boa, ela agora volta ao cobiçado posto de técnica do The Voice Brasil, “reality” que, por conta da pandemia, regressou ao horário nobre da Globo com diversas alterações nos bastidores e nas gravações. “Essa temporada já é super especial para mim. É um momento em que o público precisa de alegria e ouvir histórias boas, ver gente realizando sonhos. O The Voice Brasil é exatamente sobre isso”, ressalta.
Feliz em fazer parte do programa pelo segundo ano consecutivo, essa temporada do “reality” representa um encontro especial para a cantora. Com a saída de Ivete Sangalo do time de técnicos, Iza pode trabalhar diretamente com um dos primeiros profissionais do meio musical que lhe estendeu a mão no início da carreira: Carlinhos Brown. “Tenho uma história antiga com o Brown. No início da minha carreira, estava na beira do palco, esperando para tirar uma foto enquanto ele fazia uma passagem de som na Praia do Forte, na Bahia. Brown nem sabia quem eu era, não sabia se seria bom e me chamou para cantar com ele. Essa generosidade é típica dele”, relembra. Outro ponto muito forte que faz Iza se orgulhar de fazer parte do time da produção é a “virada” que ele pode simbolizar na vida de artistas que estão em busca de um lugar ao sol. “A música precisa de um espaço próprio dela nas emissoras. É bom para o público e movimenta a indústria. Afinal, a visibilidade da televisão é realmente poderosa”, acredita.
Apesar de adorar integrar o time de técnicos, a cantora assume que ainda não sabe lidar muito bem com a eliminação dos candidatos. Como já esteve no lugar de anonimato das pessoas que se inscreveram no programa, Iza sabe da responsabilidade que existe por trás de cada “virada de cadeira” do The Voice Brasil. “Nunca aprendi a lidar com a questão de não virar a cadeira. E tenho certeza que nunca vou me acostumar. Não tem coisa certa para se dizer, mas tento me colocar no lugar do outro e praticar a empatia”, destaca. Sempre muito carinhosa com os eleitos para o seu grupo de talentos, Iza teve de adotar outras atitudes a cada conquista, sem qualquer contato físico. Com gravações sem plateia, os bastidores são tomados por diversas medidas de segurança para garantir a saúde de toda a equipe, que passa por testes frequentemente e está sempre usando máscaras e roupas especiais. “A gente se segura para não ficar se abraçando toda hora. É um momento de adaptação. Até sair alguma vacina, é assim que as coisas vão funcionar”, analisa.
Natural do Rio de Janeiro, a primeira aparição de Iza na tevê foi na teledramaturgia: uma pequena participação na minissérie de época Nada Será Como Antes, de 2016. “Eu era uma total desconhecida e tive a honra de ser convidada pelo diretor José Luiz Villamarim. Gravei poucos dias e cantei clássicos como Fly Me To The Moon e As Time Goes By”, destaca. Iza tinha apenas 14 anos quando começou a cantar em paróquias e pequenos eventos privados. Formada em Publicidade, em 2015, ela trabalhava como editora de vídeo quando resolveu criar o próprio canal no YouTube, onde passou a mostrar seu cotidiano e dotes vocais. Descoberta pela Warner Music, um ano depois ela já estava em estúdio gravando seu primeiro álbum, o bem-sucedido Dona de Mim.
Em pouco mais de cinco anos, Iza tocou com diversos artistas e participou de festivais importantes como o Lollapalooza e o Rock in Rio. Agora, aos 30 anos, ela aguarda o momento certo de revelar ao mundo seu segundo álbum, com músicas compostas e gravadas durante a quarentena, sempre com o auxílio do marido, o produtor musical Sérgio Santos. “O som desse novo trabalho me leva para outros lugares, mas ainda assim carrega minha identidade como artista”, conceitua.

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