Publicado 22/02/2021 - 11h16 - Atualizado 22/02/2021 - 11h18

Por Da Redação

Cercado por seguranças, e ao lado do filho Eduardo, o presidente da República, Jair Bolsonaro, chega aos portões da EsPCEx para a solenidade de ingresso de novos alunos.

Ricardo Lima/ Correio Popular

Cercado por seguranças, e ao lado do filho Eduardo, o presidente da República, Jair Bolsonaro, chega aos portões da EsPCEx para a solenidade de ingresso de novos alunos.

O presidente Jair Bolsonaro defendeu mudanças para o Brasil durante a visita que fez à Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), ontem de manhã, para acompanhar a formatura de uma nova turma de formandos. Protegido por forte aparato de segurança e distante dos jornalistas, o presidente disse que o mais importante é decidir sobre o que chega a ele, como foi o caso da substituição anunciada do presidente da Petrobras: "Eu tenho que trocar as peças que não estão dando certo. Se a imprensa está preocupada com a troca de ontem, na semana que vem teremos mais. O que não falta para mim é coragem pra decidir."
A vinda do presidente da República a Campinas foi marcada pela aglomeração dos apoiadores, que dispararam ataques à imprensa, e pelas declarações do chefe do Executivo. Em frente à Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) estavam dezenas de seguidores de Bolsonaro, que o aguardavam para saudá-lo.
Foram 13 veículos de segurança e escolta acompanharam o presidente durante o deslocamento entre o aeroporto de Viracopos e a EsPCex. O clima em frente à escola era de euforia entre os simpatizantes do atual governo.
 
Durante a apresentação, Bolsonaro comentou sobre a época em que ingressou no Exército: "Estou me sentindo nos dias de 1973, quando estava no lugar de vocês. Essa escola estará para sempre na vida de cada um. O presidente pode até descansar, mas a tropa jamais", recordou.
Como em muitas outras ocasiões, o presidente foi dúbio em relação ao regime e não deixou de ironizar os jornais."Alguns acham que eu posso fazer tudo. Se tudo tivesse que depender de mim, não seria esse o regime que nós estaríamos vivendo. E apesar de tudo, eu represento a democracia no Brasil. Nunca a imprensa teve um tratamento tão leal e cortês como o meu, se é que alguns acham que não é desta maneira é porque não estão acostumados a ouvir a verdade".
Jair Bolsonaro participou da cerimônia de formatura de alunos na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). Ele chegou ao Aeroporto de Viracopos às 08h15 e seguiu escoltado para a apresentação, aonde chegou às 09h.
Os ministros da Defesa, Fernando Azevedo, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e o filho e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL), presentes também, não se afastavam do presidente. Na cerimônia, participaram 419 alunos, dos quais 382 homens e 37 mulheres.
Na Escola Preparatória de Cadetes do Exército tiveram acesso apenas os alunos iniciantes, seus familiares e as autoridades convidadas, sob a justificativa da pandemia causada pela covid-19. Apoiadores e simpatizantes do presidente esperaram em frente à entrada da escola, muitos com bandeiras e até paramentados de verde e amarelo.
Opositores
Enquanto Bolsonaro participava da cerimônia, houve uma concentração, no Largo do Pará, de opositores ao atual governo, de onde seguiram em uma carreata. Os manifestantes se reuniram por volta das 10h, e foram acompanhados pela Polícia Militar durante o percurso. De acordo com a Guarda Municipal (GM) de Campinas, 30 carros saíram do centro e seguiram pela Av. Prestes Maia. Além dos veículos havia ciclistas acompanhando a manifestação. O grupo se dispersou na entrada do Parque Oziel, depois de promover um 'buzinaço' contra o presidente.
Às 12h50 Jair Bolsonaro deixou a EsPCEx com reforço na segurança. Durante a saída do chefe do Executivo, que estava sem máscara, seus apoiadores se aglomeraram para reverenciá-lo. De acordo com a agenda da Presidência, o presidente seguiu para o Aeroporto de Viracopos onde embarcou em uma aeronave às 14h45 e retornou para Brasília (DF).

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