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15/03/2013 15:43:05.000
Jogo de Gato e Rato
foto: Guga Melgar/Divulgação

Fábio Trindade
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
fabio.silveira@rac.com.br

 

O título original do texto escrito em 1970 por Anthony Shaffer (1926-2001) é Sleuth, que significa detetive, mas o nome dado à versão nacional para esse brilhante thriller policial resume melhor a relação de gato e rato entre dois homens que tem em comum uma mesma mulher.


Em Nome do Jogo, em cartaz no Teatro Iguatemi Campinas de hoje a domingo, inaugurando o tablado da nova casa de espetáculos, une uma comédia inteligente ao clima de tensão exigido pelo gênero, com reviravoltas perigosas, mas tão bem estruturadas que tentamos entender do começo ao fim o que é realidade e o que não passa de arriscadas brincadeiras de adultos carregadas de recalque.


O enredo é simples: um renomado escritor de romances policiais, Andrew Wyke, decide convidar para um drinque em casa o cabeleireiro Milo Tindolini, o amante de sua mulher — que está viajando. Marcos Caruso dá vida ao autor metido a investigador, e Erom Cordeiro é o jovem sedutor que roubou a mulher que Wyke pode não amar, mais que ainda, segundo suas palavras, pertence a ele. A princípio, tende-se a pensar que esse encontro não passa de um acerto de contas de um marido traído, pretendendo afastar o bonitão, tão diferente cultural e socialmente, do seu confortável terreno. Mas estamos falando de dois personagens muito bem desenhados, apoiados em um texto magistral que não permite que os diálogos caiam em uma simples discussão sobre o relacionamento de ambos com a Sra. Marguerite.


O convite tem um propósito: Wyke quer fazer uma proposta milionária a Tindolini, que permitirá que ambos saiam felizes dessa complicada confusão, visto que o dono da ideia também tem seu relacionamento extraconjugal. Como o escritor avisa ao cabeleireiro, Marguerite é cara, e o jovem não terá condições de dar a vida que ela certamente irá exigir no futuro. Ou seja, sua única opção para o sucesso com ela é aceitar o plano.


Caruso é exímio em criar recursos expressivos que prendem a atenção do espectador. Seja em um delicado dedilhar na mesa, a forma de manusear um manequim ou seus livros na estante, ou mesmo risadas bem cínicas, os trejeitos são detalhes que transformam sua interpretação em algo surreal.


Mas isso é visto apenas na primeira metade da peça. Aliás, durante a aula de Caruso, Cordeiro parece um deslocado em cena, entregando um amante tão óbvio e tolo, com falas duras em marcações ensaiadas, que tentamos entender porque alguém como ele divide esse texto tão rico com um ator tão impecável. A mesma sensação inevitável que exala na peça Vermelho, quando temos também dois atores em cena, de gerações diferentes, com um poético texto em mãos. No caso, a dupla é formada por Antônio Fagundes e o filho Bruno, que se esforça para tentar acompanhar o ritmo do pai, mas, no final, passa longe do êxito.


Em Nome do Jogo, porém, tem uma diferença importante: a direção de Gustavo Paso. Aquela interpretação simples, até fraca, de Cordeiro esconde o ardiloso jogador em que o cabeleireiro se transforma na metade final do espetáculo, iniciada com a chegada do caricato e duvidoso detetive Doppler na casa de Wyke.


Por tratar-se de uma trama policial, é melhor não revelar muitos detalhes para não comprometer o delicioso suspense da peça. Entretanto, conforme nos aprofundamos nesse fatal labirinto, compreendemos que tudo não passa de uma proposital gangorra cênica, em que a veracidade de cada personagem precisa, necessariamente, da fragilidade do companheiro. Diferentemente de Vermelho, não se trata de uma má atuação, pois é aí que vemos Cordeiro brilhar em cena, em uma transmutação digna da força do texto, mostrando que todos os desfechos que circulam pela nossa mente a cada novo jogo são simples demais para esses dois aventureiros.


Só o que queremos saber, no final, é quem sairá melhor nessa roleta: o experiente e acostumado jogador, mestre em desafiar — e vencer — os mais intelectuais adversários, ou o novato que tem a seu favor um viciado oponente que jamais esperaria encontrar alguém a sua altura? Não importa a resposta, estamos diante de uma rara experiência.

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22/02/2013 16:32:56.000
Abal retoma seus Encontros Musicais
foto: divulgação

O tenor Miguel Geraldi, a soprano Marina Gabetta (foto) e a mezzosoprano Laura Aimbiré abrem a temporada 2013 de recitais da Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos (Abal). Geraldi e Laura integram o elenco do Theatro Municipal de São Paulo e Marina é das principais vozes líricas de Campinas. Eles serão acompanhados ao piano por Chiquinho Costa. O retorno da série Encontros Musicais traz um repertório operístico com árias e duetos de óperas famosas como La Bohème (Puccini), Il Guarany (Carlos Gomes), Il Trovatores (Verdi), Carmen (Bizet), Contos de Hoffmann (Offenbach), La Wally (Catalani), entre outros momentos líricos de grande beleza. O recital ocorre hoje, às 20h, no auditório da Associação Campineira de Imprensa – ACI (Rua Barreto Leme, 1.479, Centro, fone: 3234-2591). Entrada franca.
 

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21/02/2013 16:44:17.000
A vida nômade em foco
foto: divulgação Carlota Cafiero

Um olhar estrangeiro, a busca por encontrar sua identidade numa terra alheia. Esse é o foco da montagem Púpik (umbigo, em hebraico), resultado da parceria das atrizes Naomi Silman, do Lume Teatro, com Yael Karavan, israelense radicada na Inglaterra. “O espetáculo aborda a questão da identidade, do ser estrangeiro, das nossas raízes. O que nos liga é a vida nômade”, contextualiza Naomi Silman.
Inglesa, com passagens por Israel, França e atualmente radicada no Brasil, a atriz revela que sua história é feita de migrações, de idiomas, o que vai tecendo uma identidade híbrida. Natural de Israel, Yael Karavan, que morou na Itália, França, Alemanha e hoje está na Inglaterra, também carrega essa multiplicidade de culturas. “Por onde vamos, nossas raízes caminham junto”, frisa Naomi, lembrando, ainda, que ambas têm origem judaica. A montagem integra a programação do Terra Lume e pode ser vista nesta sexta e sábado, às 21h, na sede do Lume (Rua carlos Diniz Leita, 150, Vila Santa Isabel, Barão Geraldo). Entrada franca.
 

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08/02/2013 13:56:08.000
Abre-Alas anima o Carnaval de Barão Geraldo
foto: divulgação de Arthur Amartal

Um desfile cênico-musical pelas ruas do Distrito de Barão Geraldo reúne hoje atores, artistas e população no cortejo Abre-Alas, oficina realizada dentro da programação do Terra Lume, que ocorre em paralelo aos Cursos de Fevereiro do Lume Teatro. A saída será as 18h na Praça do Coco. O Abre-Alas substitui o tradicional Trueque, realizado pelo Lume e que abre a programação de Carnaval do Distrito. Em forma de cortejo, o Abre-Alas propõe uma dramaturgia ao ar livre e em movimento. É resultado da oficina-montagem Abre-Alas e do curso Diálogo sobre Produção, ambos ministrados pela equipe do Lume Teatro.
Durante o trajeto, os atores-alunos colocam em prática cenas, imagens, evoluções e canções pesquisadas e estruturadas durante as oficinas. Pouco a pouco, o público se integra ao desfile-cênico dançando e cantando com os artistas. A apresentação conta ainda com a participação dos grupos Cupinzeiro, Bloco Matuá, As Caixeirosas, ParaladosanjoS e Família Burg, que, com seus ritmos e identidade, se somarão à cadência do Abre-Alas. A chegada do cortejo está prevista para as 19h, em frente à escola Barão de Rezende, na Avenida Santa Isabel, em Barão Geraldo, onde continua a movimentação com os artistas convidados. No embalo da folia, à noite, a partir das 23h, os foliões podem se esbaldar no desfile do bloco Berra Vaca.

 

 

 

 

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05/02/2013 17:17:13.000
As cores de Bruno Mota na Galeria Onze Dezesseis
foto: divulgação

Além da Imaginação é o nome da exposição do artista plástico e publicitário Bruno Mota, que abre nesta quinta na Galeria Onze Dezesseis, no Cambuí. O artista empresta às telas temas contemporâneos em tonalidades diversas.  Segundo Mota,, a exposição traz três telas feitas com tinta acrílica e temática retrô, composta por ícones que resgatam o pop: o Fusca, o tênis All Star e a famosa polaroid. Apresenta ainda mais sete quadros com algo em comum entre eles: cores vibrantes que dão vida à imaginação. O interessante é que em cada quadro é possível enxergar um outro quadro, fragmentado em pequenos pedaços. A partir de quinta-feira, às 17h, na Galeria Onze Dezesseis (Rua Dr. Emílio Ribas, 1.058, Cambuí, fone: 3324-8188). Entrada franca
 

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01/02/2013 12:30:27.000
Doc Miranda é atração no Amora Bar
foto: divulgação

O cantor Doc Miranda, vocalista da banda Reggae Spirit, a primeira do gênero do interior do Estado, e figura carimbada da noite campineira por seu repertório que mistura reggae e MPB, é a atração de hoje do mais recente reduto boêmio da cidade, o Amora Restaurante e Bar. O novo espaço gastronômico-musical foi inaugurado há cerca de duas semanas no Castelo, com o compromisso de oferecer cardápio caprichado, tanto para refeições completas como petiscos, música de qualidade, cerveja geladíssima e drinks especiais, segundo o proprietário Rogério Barbosa. Para o cantor é uma honra ser dos primeiros a ocupar o usar o microfone do lugar e “inaugurar” o cardápio musical. “Um novo espaço para a música é sempre bem vindo, e pelo primeiro contato já deu para perceber que a proposta do bar é de oferecer atendimento de qualidade e uma relação de respeito com os clientes e com os músicos da casa”, afirma Doc Miranda. O Amora funciona com almoço de segunda a sexta-feira, a partir das 11h, com pratos executivos; e sábados e domingos com Tbone com polenta. Como boteco, de quarta a sábado a partir das 18h. Música ao vivo hoje, a partir das 20h. O bar fica na Rua Itália, 493, Castelo, fone: 3123-5050). Couvert: R$ 5,00.

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01/02/2013 12:01:26.000
Oréstia volta ao palco do TAO
foto: divulgação

A trilogia grega Oréstia, de Ésquilo fecha, neste fim de semana, a mostra paralela da Campanha de Popularização do Teatro, no Teatro de Arte e Ofício (TAO). A trilogia, que estreou no ano passado, marcando as comemorações pelos 45 anos do Rotunda, o primeiro grupo de teatro do interior de São Paulo, será apresentada de hoje a domingo, com uma peça por dia, pela ordem: Agamenon (foto), As Coéforas e As Eumênides. A primeira trata da volta do rei Agamenon depois de vencer a guerra de Tróia, e seu assassinato pela mulher Clitemnestra. As Coéforas mostra a vingança de Orestes e Electra, filhos de Agamenon, pelo assassinato do pai; e a terceira trata da perseguição a Orestes pelas fúrias vingadoras, divindades antigas e poderosas que punem os crimes dos mortais, especialmente os consanguíneos; e o embate delas com o Apolo, da geração de novos deuses do Olimpo. A montagem tem direção geral de Teresa Aguiar e direção de ator de Márcio Tadeu, professor aposentada do curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e especialista em tragédia grega.
A montagem é inédita no Brasil no formato original das tragédias. Para a diretora é fundamental para as novas gerações conhecer o gênero e se aprocimart da cultura helênica, fatores fundamentais para a formação da sociedade ocidental. "Trata-se de um dos mais importantes gêneros literários legados pela Grécia Antiga", afirma. A terceira peça, que será encenada domingo, apresenta a criação do primeiro tribunal do júri, instituído pela deusa Atena (Minerva na mitologia romana) para julgar o crime de Orestes. Nela surge também o chamado “voto de Minerva”, usado em caso de empate na votação. Hoje, Agamenom; amanhã, As Coéforas, ambas às 21h; e domingo, As Eumênides, às 20h30. No TAO (Rua Conselheiro Antonio Prado, 529, Vila Nova, fone: 3241-7217). Ingressos promocionais: R$ 10,00

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29/01/2013 16:02:06.000
Sinfônica define temporada 2013
foto: Élcio Alves

A "Nona Sinfonia" de Beethoven foi a peça escolhida pelo maestro Victor Hugo Toro para a abertura oficial da temporada 2013 da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (foto da apresentação de abertura do Castro Mendes), no dia 8 de março. Esse programa estava previsto para ser apresentado no ano passado, mas foi inviabilizado pelas condições adversas enfrentadas pela Sinfônica com a interdição do Centro de Convivência Cultural. O programa apresentado pelo maestro foi aprovado pelo secretário de Cultura, Ney Carrasco, com apoio da primeira-dama, Sandra Ciocci. A programação do primeiro semestre está fechada e será anunciada no dia 4 de março. Mas a primeira-dama adiantou algumas novidades, como o concerto de abertura que terá um coro de 120 vozes sob o comando do maestro Sérgio Akira Kawamoto, além de quatro solistas convidados, cujos nomes não foram divulgados. O concerto será regido pelo maestro Victor Hugo Toro. Serão três apresentações, dias 8 e 9 de março no Teatro Castro Mendes, e dia 10 na Estação Cultura. Sandra informou também que estão confirmados um maestro e um solista italianos que se apresentarão no mesmo concerto, e a promessa de outro sob regência do maestro John Neschling, criador da Osesp. A temporada do segundo semestre será divulgada posteriormente porque alguns convidados ainda não confirmaram a data. O que está certo, é que a Sinfônica terá este ano uma temporada digna de sua qualidade e reconhecimento. Retoma também, em março, a série Concertos Didáticos com apresentações para crianças da rede municipal de ensino e grupos de terceira idade. 

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25/01/2013 18:13:40.000
Lume começa o ano com o pé direito
foto: divulgação

O mais recente trabalho do Lume Teatro - Os Bem Intencionados - que estreou em São Paulo no ano passado, recebeu seis indicações para quatro importantes premiações no campo das artes cênicas. Foram duas para o Prêmio Shell: iluminação para Nadja Naira e categoria especial pelos 25 anos de pesquisa teatral; duas da Cooperativa Paulista de Teatro (CPT), para projeto sonoro (Marcelo Onofri, Leandro Barsalini e Eduardo Guimarães) e elenco; Governador do Estado para melhor espetáculo de teatro em 2012; e R7, indicação do crítico Miguel Arcanjo Prado, divulgada em blog e redes sociais, para iluminação. O prêmio Governador do Estado tem dois vencedores em cada categoria, uma pelo juri e outra pelo voto popular. Para votar, basta acessar o site www.premiogovernador.sp.gov.br. O espetáculo reúne os sete atores do elenco. No repertório de 14 peças do grupo, esta é a terceira criação coletiva com os atores Ana Cristina Colla, Rachel Scotti Hirson, Naomi Silman, Ricardo Pucetti, Carlos Simioni, Renato Ferracini e Jesser de Souza.  

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25/01/2013 13:21:38.000
A era de ouro do rádio no palco do TAO
foto: divulgação

No Ar - Lado A, espetáculo da Honesta Cia. de Teatro, é a atração desse final de semana no Teatro de Arte e Ofício (TAO), dentro da mostra paralela da Campanha de Popularização de Teatro de Campinas. A montagem é resultado do trabalho de alunas do último ano de graduação do curso de Artes Cênicas da Unicamp. O espetáculo traz para o palco a época de ouro do rádio no Brasil. Construído a partir de um processo colaborativo, o texto revela os sonhos, fantasias e o cotidiano de sete mulheres da década de 50, que convivem em um pensionato comandado pela simpática Dona Gerábia. Uma ragazza italiana, duas irmãs que sonham com artistas do rádio, uma musicista com idéias avançadas para seu tempo, uma mulher misteriosa e uma alegre senhora que vive a interpretar programas radiofônicos são as moradoras que contam a história. A peça tem orientação cênica de Sara Lopes, texto de Marco Catalão, direção musical de Yara Oliveira e execução musical ao vivo pot Diogo Nazareth, Pedro Rosa, Rogério Guarapiran e Yara. O elenco traz as atrizes Andressa Nishiyama, Cristiane Taguchi, Gabriela Presti, Gabriella Aly, Gabriella Spaciari, Isabelle Soares e Maíra Niaradi. Hoje e amanhã, às 21h; e domingo, às 20h30, no TAO (Rua Conselheiro Antonio Prado, 529, Vila Nova, fone: 3241-7217). Ingressos promocionais: R$ 10,00. 

 

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23/01/2013 12:04:39.000
Unimart investe na música brasileira
foto: divulgação

Mostrar um pouco dos diferentes gêneros que fazem a riqueza do repertório musical brasileiro. Esta é a proposta do Unimart Shopping Campinas com o projeto Palco Unimart, que a cada mês vai apresentar a história dos principais estilos musicais. Abrindo a programação, em janeiro é a vez do chorinho, com o grupo Corta Jaca (foto). O grupo alterna as canções com informações sobre as características do chorinho e os principais personagens que marcaram sua história, como Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha. O quinteto Corta Jaca foi criado em 2005 e investe num repertório variado, que reúne desde os grandes nomes do gênero, como Waldir Azevedo, Altamiro Carrilho, K-Ximbinho e Zequinha de Abreu, até compositores mais novos como Maurício Carrilho, Pedro Amorim, Paulinho da Viola, Leroy Amendola e outros. Em fevereiro, mês do Carnaval, os clientes poderão acompanhar a história do samba, o gênero brasileiro por excelência, com o grupo Mistura & Manda. Sempre às quintas-feiras, às 18h30, na praça de alimentação do Unimart Shopping (Av. John B. Dunlop, 350, Jardim Aurélia, fone: 3744-5000). Entrada franca.


 

 

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17/01/2013 16:43:46.000
Tragédia grega no palco do TAO
foto: divulgação

A tragédia Antígona, de Sófocles, montagem da Honesta Companhia de Teatro, é a atração deste final de semana na mostra paralela da Campanha de Popularização do Teatro. A peça narra as tensões e ambiquidades entre a vida privada e pública. Na tragédia de Sófocles, Antígona desafia a lei imposta por Creonte, tio dela e rei de Tebas, e enterra o irmão, Polinices. A ação contraria uma lei do rei que estabelece que os mortos que atentaram contra a cidade não sejam enterrados. O conflito entre as leis divinas, seguidas por Antígona, e as leis terrenas, personificadas em Creonte, norteian o desfecho trágico da peça. A peça  é a última das tragédias tebanas - Édipo Rei, Édipo em Colona e Antígona.  Os integrantes da Honesta Cia. de Teatro estão no último ano do curso de artes cênicas da Unicamp e iniciaram os trabalhos da montagem no ano passado, como parte da graduação. A montagem foi encenada inicialmente ao ar livre, baseada nas transcrições do mito feitas por Sófocles e reescrita por Bertolt Brecht, com direção cênica de Verônica Fabrini e música original de Francisco de Oliveira. Sexta e sábado, às 21h; e domingo, às 20h, no Teatro de Arte e Ofício (TAO) (Rua Conselheiro Antonio Prado, 529, Vila Nova, fone: 3241-7217). Ingressos promocionais: R$ 10,00. O TAO será palco também da trilogia grega Oréstia, de Ésquilo, montagem do grupo Rotunda, que fecha a mostra paralela, nos dias 1 a 3 de fevereiro.

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16/01/2013 13:28:43.000
Dançando com o Tugudum
foto: divulgação

O Sesc-Campinas abre sua programação de dança este ano com o repertório da Cia Tugudum. Cuidado que Pega (fotos), uma intervenção que cria uma interatividade com o público, motivando-o a participar, transformando em dança os movimentos do cotidiano e integrando os sons locais com a música. A Cia tem a proposta de criar espetáculos com diferentes linguagens, mesclando dança com teatro e música. Hoje, às 16h no Galpão. Amanhã, às 20h, entra em cena o espetáculo Corpo Fora, que aborda as singularidades expressivas de cada parte do corpo, transformando-as em objetos de significação e comunicação. As atividades continuam no sábado, às 14h, com a oficina Improvisão - Conhecendo o Corpo Criativo, uma vivência lúdica para pessoas de todas as idades, em que os participantes terão a oportunidade de entrar em contato com o próprio corpo, por meio de exercícios de educação somática. Fecha a programação o espetáculo infantil A Bola e a Boneca, domingo, às 11h30, no Sesc-Campinas (Rua Dom José I, 270/333, Bonfim, fone: 3737-1500). Tudo com entrada franca.
 

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15/01/2013 17:43:03.000
Os clássicos em cena
foto: Alessandro Rosman


Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve, A Bela Adormecida são alguns dos títulos do repertório de teatro infantil que nunca saem de moda e de cena. Na programação de férias dos teatros, praticamente todos os espetáculos são remontagens de clássicos. Os teatros Amil, do PArque D. Pedro Shopping, e Carlito Maia, no Bosque dos Jequitibás, exibem praticamente apenas releturas de histórias mais que conhecidas, que continuam atraindo público. Branca de Neve e os Sete Anões (foto), em cartaz às segundas-feiras no Amil, lotou o teatro na última sessão. Os outros espetáculos em cartaz lá, respectivamente de terça a domingo, são O Casamento de Dona Baratinha, A Flauta Mágica, A Chapeuzinho Vermelho, Parlapatões Clássicos do Circo e A Tartaruga e a Lebre. No Bosque, de terça a domingo, entra em cena a versão do grupo Sotac para Chapeuzinho Vermelho. Uma terceira versão da história da menina de capa vermelha pode ser conferida no dia 27 de janeiro na praça de alimentação do shopping Parque das Bandeiras.

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10/01/2013 15:21:11.000
Um novo olhar sobre Shakespeare
foto: divulgação

Roteiro Hamlet, uma adaptação coletiva do texto de Shakespeare abre nesta sexta a mostra paralela da Campanha de Popularização de Teatro de Campinas. O espetáculo é uma montagem dos alunos do terceiro ano do curso de Artes Cênicas da Unicamp e tem direção geral de Roberto Mallet. Hamlet é a peça mais lida e encenada da história moderna. Apesar de escrita há 400 anos, ela continua a despertar investigações sobre o ser humano, daí a pertinência de escolhê-la como veículo de formação para os atores. O grupo optou por simplificar o texto de forma a valorizar o primeiro contato com o clássico, tanto para os atores como para o público. Os atores explicam que a montagem não é propriamente o Hamlet, mas sim o Roteiro Hamlet, que indica caminhos para se lidar com um dos textos fundamentais da sociedade ocidental. Hoje e amanhã, às 21h; e domingo, às 20h, no Teatro de Arte e Ofício - TAO (Rua Conselheiro Antonio Prado, 529, Vila Nova, fone: 3241-7217). Ingressos promocionais: R$ 10,00.

 

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09/01/2013 18:11:44.000
O punk na telona
foto: divulgação

Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo, o documentário Punk Roça: música e conflito no interior, será exeibido pela primeira vez nesta quinta-feira, no Museu da Imagem e do Som (MIS). Produzido pelos jornalistas Bruno Henrique Teixeira, Bárbara Bretanha e Talita Bristotti, o filme reúne depoimentos de três gerações de punks locais, que falam sobre a articulação do movimento na região de Campinas e suas particularidades. Com ênfase na produção musical, o curta-metragem aborda desde a origem da cena punk regional, na década de 80, até os dias atuais. Foram entrevistados para o curto os músicos Carlos Lozano (Quasímodo Traça Jaguadarte e The Violentures), Quique Brown (Leptospirose) e Daniel Etê (Muzzarelas e Drakula). Etê, aliás, acaba de embarcar para uma turnê no Norte e Nordeste com a banda Drákula. Na bagagem, muita sonzeira punk-rock. A banda, de integrantes com nomes pra lá de originais: Obi Wan Kannabis, Don Diego Buena Muerta, Lord Adolf Glitter e Big The Kid Piconez. O grupo faz oito shows pelas duas regiões.

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07/12/2012 16:19:27.000
O corpo como instrumento de busca
foto: divulgação

Uma investigação sobre a alma feminina. Esse é o enfoque do espetáculo Corpo de Mar, solo da atriz Erika Mata Gonzáles, com co-direção da atriz e Janko Navarro, ambos da Costa Rica, mas fazendo trabalho de pesquisa corporal e cênica no Brasil. "O trabalho começou pela busca do quê e como o corpo pode se expressar. É um encontro com as coisas do corpo, não apenas físicas, mas também mentais, espirituais, emocionais e sociais", explica Erika, que veio ao Brasil para trabalhar com o conterrâneo há cerca de um ano e meio. A proposta dos atores foi montar dois espetáculos-solo. O primeiro foi O Funeral, com atuação de Navarro e co-direção de ambos. "Agora, na segunda parte, criamos o solo da Erika. Trata-se de uma pesquisa sobre o corpo da mulher, assoberbado por suas múltiplas atividades e sentimentos. O corpo expressa os diferentes papéis que a mulher moderna assume", explica Navarro, que veio a Campinas em busca de trocas artísticas e de aprofundamente em seus estudos teóricos no campo das artes. Ele fez doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e trabalho de pesquisa com o Lume Teatro. "A proposta deste trabalho é navegar sobre a presença da mulher, de como ela transita entre um lugar e outro e como isso afeta sua percepção dela mesma", afirma Navarro. "Nessa busca ela se descobre e se transforma diante dos mares da vida, do fluxo das situações. É uma metáfora do corpo como mar, em que se vê os limites aparentes, mas não se sabe o que tem dentro", diz Erika. "A pesquisa resultou nessa mulher que se busca através de seu corpo e assim se liberta e se transforma", completa a atriz. Hoje, às 20h, no Casarão do Barão (Rua Maria R. Sampaio Reginato, Terras do Barão, Barão Geraldo, fone: 3287-6800). Contribuições no Chapéu. O espetáculo faz sua estreia em Campinas e depois segue para a Costa Rica.

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13/11/2012 14:58:53.000
Lady Gaga mostra que é tudo, menos um ser de outro planeta
foto: Jorge Torquato/T4F

Fábio Trindade
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
fabio.silveira@rac.com.br

 

O primeiro contato que Lady Gaga fez com o público do Morumbi, no show realizado na noite de anteontem, foi para dar um aviso: “Eu não sou um Alien”. Uma afirmação um tanto esquisita principalmente depois de começar o grandioso espetáculo vestida com uma roupa pesada e confusa, uma máscara que mal dava para ver seu rosto e amarrada em cima de um unicórnio preto. E esse foi apenas um dos 14 figurinos bizarros que ela usou durante as duas horas e meia em que cantou, em ritmo alucinante, para um estádio (quase) lotado.


Mais do que falar, porém, Gaga comprova que não é um ser de outro planeta. Aliás, ela faz mais que isso, mostra-se uma pessoa carismática e dona de uma voz e um talento musical que outros nomes do mundo pop adorariam ter.


Não comparar Lady Gaga com Madonna, portanto, é um erro grave. Fala-se tanto que Gaga é uma cópia caótica da rainha do pop, abusando dos feitos de Madonna no passado — como a canção tema da turnê, Born This Way, cuja base claramente veio de Express Yourself, de Madonna — que utilizar os atuais shows das duas para efeito de comparação é uma saída para tal boato. Até porque Madonna estará no Brasil mês que vem, dias 4 e 5, com sua turnê.


Ambos, obviamente, são imponentes, mas Gaga sai perdendo em um quesito básico: repertório. Como ela mesma agradeceu durante o show, “eu tenho apenas três álbuns, estou na estrada só há quatro anos, e já consigo encher o estádio desse jeito. Muitos artistas levam décadas para ter esse resultado.”

 

Mas, para isso, além das músicas mais famosas dos dois primeiros CDs (The Fame e The Fame Monster), todas as canções do mais recente álbum constam no setlist — ela tinha tirado recentemente The Queen para incluir Princess Die, canção que ainda nem foi gravada, mas, no show de São Paulo, por um pedido uníssono da plateia, ela também interpretou a canção completamente. Enquanto isso, Madonna pode montar três diferentes shows apenas com hits e ainda vai ficar sucesso de fora.


Ponderando-se outros pontos: Madonna, com suas décadas de carreira, faz uma entrada triunfante. O palco é transformado numa catedral e um imenso turíbalo balança de um lado pro outro, enquanto um coro de canto gregoriano ecoa por todo o estádio. Uma enorme cruz exibe as palavras MDNA (nome do disco e da turnê) e, lentamente, o telão central se abre, surgindo uma Madonna vestida de santa em um confessionário. O tema central do show, claro, é a religião. Mas os anos e anos em que ela vem fazendo isso, principalmente depois de ver Gaga no palco, mostram que tudo está artificialmente bem feito e fantástico. Não há espaço para improvisos e cada detalhe da uma hora e 40 minutos de espetáculo é marcado ao ponto da despedida da rainha ser fria.


Gaga é o oposto. Sua energia é contagiante e, vez ou outra, emocionante. Sua interação com os fãs é algo notável. A maluca vestida de carne sai de cena para dar lugar a alguém tão real, como os próprios fãs que ficaram abraçados em uma Gaga emocionada, na canção Hair, diziam, que nos esquecemos das indumentárias típicas dela. É uma transformação inusitada. Despida de qualquer teatro, Gaga senta no palco, pega um embrulho que jogaram para ela e o abre: lê a carinhosa carta e tira um belo colar da caixa, colocando-o. Um discurso sincero sobre diversidade, tolerância e “seja quem você é” seria ainda melhor se não tivessem jogado outra caixa e acertado em cheio na cabeça da artista. “Eu estou bem.” Ela volta então ao piano e revela-se uma grandiosa intérprete.


O tão falado cenário do show, um enorme castelo medieval, impressiona apenas no começo. Apesar de ela escalar todos os andares da obra, acaba sendo um pouco monótono no final. Mesmo quando ela aparece pendurada em um açougue com outras peças ou sai de dentro de uma enorme vagina inflável.


Já o show de Madonna bebe na fonte da tecnologia, redecorando o ambiente a cada música. É um espetáculo tão bem feito, como uma banda de colégio inteira suspensa durante o hit Give Me All Your Luvin’, ou um coral com cerca de 30 pessoas circulando por um palco móvel, tirando lágrimas da plateia, em Like A Prayer, que mesmo os não tão fãs ficam boquiabertos.


Gaga abusa do sexo, exatamente o que tornou Madonna tão polêmica, enquanto a sua fonte inspiradora está, sim, em um nível superior. Aliás, é assim que elas se mostram em seus shows. Madonna: intocável, transcendental e impecável. Lady Gaga: desordenada, humana e tão comum como qualquer um, exatamente como seus fãs querem, lembra ela o tempo todo, "cause you were born this way, baby".

enviada por Fábio Trindade
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18/10/2012 15:55:45.000
Banda Karallargá se apresenta no Sesi
foto: divulgação Gabriel Bianchini

Karallargá por Natureza é o nome do show do grupo homônimo, que tem apresentação hoje no Teatro do Sesi Amoreiras. O espetáculo é criado a partir da natureza de cada integrante e dos quatro elementos - água, terra, fogo e ar -, chegando a uma terceira natureza, que é o próprio show. O repertório é formado por canções autorais, de compositores independentes e do cancioneiro popular, trazendo à cena as raízes africanas, nordestinas e urbanas que formam o povo brasileiro. A costura é feita pela vinheta Água no Mundo, que destaca que esse é um elemento fundamental à vida, mas finito. O cenário aéreo, que goteja água em ritmos e cadências alternadas, e o figurino popular e urbano completam o espetáculo, que se vale de técnicas teatrais e percussão corporal. Nesta sexta, às 20h, no Teatro do Sesi Amoreiras (Av. das Amoreiras, 450, Parque Itália, fone: 3772-4100). Entrada franca.

 

enviada por Delma Medeiros
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