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22/08/2011 16:25:54.000
A diversidade sinalizando o desconhecido

Por Lilia Pinto Martins

Li recentemente, no Portal RAC, do maior grupo de mídia impressa do Interior de São Paulo, reportagem de nossa amiga Katia Fonseca, jornalista e Presidente do CVI-Campinas. A matéria, do dia 25 de julho, trazia como título “Casal com Nanismo Gera Criança Sem Problema Físico”. (A reportagem está postada aqui neste blog, no dia 02/08/;2011 - veja abaixo)

Recolho da reportagem aqueles trechos que considero mais significativos para conhecer a história do casal e, neste contexto, lançar algumas questões que me parecem instigantes.

A começar, pela introdução da própria reportagem: “A ciência garante que é possível, mas a maioria duvida: pessoas pequenas (1) podem gerar filhos que terão estatura padrão”.

E continua: “Fabíola Dreher Guimarães e Fernando Vieira Guimarães são a prova viva disso. O casal, que mora em Campinas, deu à luz, nesta segunda-feira (25), Lívia, uma bebê com saúde e que não terá problema de crescimento”.... “Fabíola tem 21 anos e mede 1,20m. Fernando tem 28 anos e mede 1,35m. Eles se conheceram há cerca de três anos, pela internet ..... Em maio de 2009, eles se viram pela primeira vez, ´numa balada de pequenos`, em São Paulo. Começaram a namorar e, em um ano, estavam casados”....

“Nenhum dos dois nasceu em Campinas. Ela é.... do Paraná, e ele nasceu na capital paulistana ... e vieram para Campinas por diferentes razões: Fabíola em busca de melhores oportunidades de estudo e trabalho .... e Fernando atrás de Fabíola. ´Me apaixonei por ela`, confessa”. “Fabíola ficou grávida sem planejar .... No entanto, filhos sempre estiveram nos planos de ambos”..... “Nos três primeiros meses, Fabíola passou muito mal por causa dos enjoos. Mas nada que não seja esperado da maioria das gestações ... Depois, teve uma gravidez tranqüila”.....

“Fabíola e Fernando preferiam ter gerado um bebê como eles – que se tornasse também um pequeno. ´Os médicos torciam para que nossa filha tivesse estatura padrão e achavam que a gente torcia pra isso também`, conta o pai. Ambos estão ainda em suspenso a respeito de como será criar uma criança grande .... ´No começo, eu estava pirando com o fato do bebê não ser um pequeno, confessa Fernando... A mamãe ainda não sabe como vai agir e se sentir frente à doce Lívia que acaba de nascer. Mas sabe o que quer para o futuro de sua bebê....”.
Uma reportagem sensível, apresentando a narrativa de simples fatos que cercam nosso cotidiano, estimula-nos a ir além dos fatos, procurando ângulos não antevistos. Desse modo, fui instigada a examinar dois aspectos da reportagem que me chamaram a atenção de imediato.

Em primeiro lugar, fica patente o afeto e o cuidado que ambos inspiram um para com o outro, cercando a relação de uma “liga” muito peculiar chamada enamoramento. Nada de muito particular, já que esta “liga”, ou melhor “vínculo afetivo”, é parte intrínseca das relações humanas.

Mas o que dizer, vindo de pessoas tradicionalmente tratadas como “bobos da corte”, e vivendo apenas em função do divertimento e do prazer que despertam nos outros? Como imaginar, pensariam alguns, que neste “mundo dos pequenos” (2) existiria algo além daquilo para o que estes “pequenos” estão destinados, ou seja, ser pretexto de piada para espetáculos circenses ou programas humorísticos? Nada mais reducionista que um pensamento desta natureza, revelando o quanto dentro de nossa “humanidade” podemos ser perversos, estigmatizando pessoas e confinando-as em padrões de existência muito aquém de sua condição humana.
Felizmente, a realidade, sinalizando fatos como o da reportagem, confirma uma convicção que sempre tivemos, e que mostra como a diferença que cerca os humanos entre si, não lhes retira a humanidade, conferindo-lhes os mesmos anseios e desejos que acompanham os seres humanos em geral, desde que o mundo é mundo. E por uma razão muito simples: somos pessoas, acima de qualquer diferença.

Um segundo ponto a focalizar: tanto Fabíola, quanto Fernando mantinham a expectativa de ter um filho também “pequeno”, mostrando-se surpresos ao tomar conhecimento do contrário, por não saberem como seria lidar com uma criança “grande”, ou seja, com uma filha que terá padrões de estatura diferenciados dos padrões de ambos. E mal leio este trecho da reportagem me vem a pergunta: curioso, a expectativa do casal não deveria ser o inverso da que experimentaram, ou seja, ter um filho com uma estatura padrão, que o identificaria dentro dos padrões sociais da normalidade? Não é sempre a expectativa pela “normalidade” que se coloca frente a situações novas, profundamente investidas de emoções e sentimentos, como é o nascimento de um filho? E não é exatamente o contrário que se verifica, isto é, a “normalidade” da filha causando dúvidas e estranheza ao jovem casal? Como é desejar que se repita no filho uma condição de “diferença”, que em lugar de trazer seu significado intrínseco de individuação, é normalmente tratada e representada como minusvalia? Que força misteriosa é esta, atraindo para o que é “igual”, mesmo quando o igual significa a diferença? Sim, porque o caso em questão é exemplar para apontar este paradoxo, quando a condição de diferença dos pais é vivenciada como “normalidade”, a ponto de suscitar neles a expectativa por um filho igual dentro da diferença que os identifica. E para surpresa geral, a condição de “normalidade” da filha causa estranheza exatamente pela diferença que apresenta em relação aos pais.

Este questionamento leva a supor que, em princípio, somos guiados pelo desejo por um mundo que não tenhamos que ser defrontados com a diversidade, condição que não deixa de ser aprisionante, mas que sem dúvida fala de sentimentos e desejos bem primitivos. Tenho a impressão que, de fato, estar frente à diversidade, com tudo o que isto representa, é dar-se conta de um outro, que sendo diferente de nós, suscita dúvidas, angustias e conflitos, por fugir a nosso desejo de ter este outro como espelho de nós mesmos, continuando a ilusão de que somos o centro do mundo. Nada nos assusta mais do que o desconhecido e o inesperado, que rompe com esta ilusão, retirando-nos do “paraíso” e reavivando ameaças muito primitivas, tanto de nosso passado pré-histórico, quanto de nosso psiquismo primário, formado por fantasias insconscientes que nos acompanham em nosso desenvolvimento humano.

Lidar com a diferença, trazendo o desconhecido e o inesperado, será sempre uma situação desafiante, frente, talvez, a uma escolha alternativa e preferencial que não apresente conflitos a primeira vista. Esta pode ser uma das razões porque é tão usual colocar alguns segmentos que representam a diversidade, fora dos padrões humanos e sociais. Mas nada tão ilusório quanto negar o conflito em quaisquer perspectivas das relações humanas, conflito, a meu ver, origem, não só de litígios intransponíveis, como também de processos estruturantes para relações mais humanizadas e oxigenadas, exatamente, pela presença da diversidade dentro do tecido social.

(1) Denominação adotada pelo casal entrevistado
(2) Adoto a denominação utilizada na reportagem, seguindo a opção do casal entrevistado.

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18/08/2011 18:29:10.000
Uma aula de sensibilidade
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05/08/2011 15:50:11.000
Seminário sobre Arte e Deficiência

Descrição da imagem: programação do 'Seminário Arte Acessível', promovido pelo Governo de São Paulo e a Secretaria de Estado da Cultura. Se você não consegue ver esta programação (bastante extensa) - que está em formato de imagem - e tenha interesse em conhecâ-la, escreva-me no endereço katiaf1956@gmail.com solicitando o envio em formato de texto.

Tô dentro!

Vou participar deste seminário apresentando um trecho da peça 'Lautrec' e ministrando um workshop sobre acessibilidade atitudinal.

É de graça - dias 11 e 12 de agosto, na Oficina Oswald de Andrade, em São Paulo.

Espero vê-los(as) por lá!

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04/08/2011 17:15:53.000
Um livro que mudou a lei brasileira
foto: Divulgação

 

Descrição da imagem: capa de livro, que tem o fundo am azul claro e a fotografia de um cachorro da raça labrador; no alto está escrito o nome da auora - Thays Martinez -, logo abaixo vem o título do livro - Minha Vida com Boris - e, em seguida, o subtítulo - A comovente história  do cão que mudou a vida de sua dona e do Brasil. No canto inferior direito (ao lado da foto do cão), tem o logotipo e o nome da Editora Globo.
 
Nos 10 anos em que estiveram juntos, a advogada Thays Martinez e o cão-guia Boris não só converteram a convivência cotidiana em amizade como foram protagonistas de um capítulo importante da defesa da cidadania e inclusão social no Brasil. Em maio de 2000, recém-chegada dos Estados Unidos, a dupla saiu de casa para trabalhar e… para fazer história. Nesse dia, teve início uma disputa que durou seis anos com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) – que os impediu de entrar nas instalações, alegando que não era permitido a entrada de animais no local.

A  luta de Thays e Boris em defesa dos direitos das pessoas com deficiência visual inspirou duas leis que hoje garantem o acesso de cão-guia em espaços públicos e privados – Estadual e Federal, em 2001 e 2005, respectivamente – e deu origem a uma bela história de amizade e parceria, ricamente descrita no livro Minha vida com Boris – A comovente história  do cão que mudou a vida de sua dona e do Brasil.

Com uma narrativa envolvente, o livro detalha o relato de um triunfo da cidadania. No vibrante resgate das memórias, Thays aborda também a profunda amizade com Boris – uma conexão baseada em confiança e cumplicidade que deixa como legado uma comovente história de afeto para além da vida.

A obra traz ainda o relato de aspectos que permeiam o dia a dia de pessoas com deficiência visual – a escolha de roupa e maquiagem, a locomoção, as relações interpessoais, a vida no ambiente corporativo, as conquistas profissionais, o aprimoramento pessoal, a faculdade e pós-graduação e a convivência com cães-guia – Boris e Diesel – de personalidades diferentes. Aspectos que, compartilhados com os leitores, transformam-se em um diálogo rico sobre como enfrentar os desafios do dia a dia com posturas inovadoras, bem-humoradas, flexíveis a mudanças e, principalmente, motivadas pela coragem de sempre buscar a superação. Um diálogo inspirador para pessoas com deficiência ou não.

A obra, publicada pela Globo Livros, contará com uma sessão de autógrafos em 16 de agosto, a partir das 18h30, na Livraria Cultura de São Paulo (Avenida Paulista, 2.073 - Conjunto Nacional). Na ocasião, será lançado também o audiolivro da obra.

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02/08/2011 20:44:18.000
O bebê de Fabíola e Fernando
foto: Cedoc/RAC

Descrição da imagem: em primeiro plano está Fabíola, uma jovem loira, de cabelos compridos, grávida - final da gravidez; ao fundo está Fernando, marido de Fabíola; ambos estão sorrindo e ambos são pessoas com nanismo (pequenos)

A ciência garante que é possível, mas a maioria duvida: pessoas pequenas podem gerar filhos que terão estatura padrão. Fabíola Dreher Guimarães e Fernando Vieira Guimarães são a prova viva disso. O casal, que mora em Campinas, deu à luz, no dia 25/08, Lívia, uma bebê com saúde e que não terá problema de crescimento. Qual a expectativa da mamãe novata? “Se Deus me deu uma filha e ela terá uma estatura padrão, é porque eu terei capacidade de criá-la!”

O parto aconteceu na Maternidade de Campinas e Lívia veio ao mundo pelas mãos dos médicos Francisco Carmona e Márcia Teresinha Stefano Carmona. A bebê nasceu às 19h, pesando 2,865kg e com 48,5cm de comprimento. A doutora Márcia acompanhou toda a gestação.

Fabíola tem 21 anos e mede 1,20m. Fernando tem 28 anos e mede 1,35m. Eles se conheceram há cerca de três anos, pela internet. “O Orkut tem uma comunidade só de gente pequena”, explica Fabíola, contando que foi pela web que travou os primeiros contatos com Fernando. Em maio de 2009, eles se viram pela primeira vez, “numa balada de pequenos” - diz a jovem – em São Paulo. Começaram a namorar e, em um ano, estavam casados.

Nenhum dois dois nasceu em Campinas. Ela é da cidade de Cianorte, no Paraná. Ele nasceu na Capital paulistana. “Vim para Campinas em busca de melhores oportunidades, tanto de estudo quanto de trabalho”, conta Fabíola que escolheu a cidade porque sua irmã já morava por aqui. Fernando veio atrás de Fabíola. “Me apaixonei por ela”, confessa.

Histórico
A história de vida de Fabíola e de Fernando são bem diferentes, assim como a origem de seus respectivos nanismos acondroplásico. Este é o nome científico da patologia que acomete a maioria das pessoas que não desenvolvem um tamanho de estatura padrão. Vulgarmente chamados de anões, as pessoas com nanismo, em geral, não ultrapassam 1,40m de altura. O problema de crescimento pode ter origem glandular ou óssea. No caso da acondroplasia, é óssea. Por causa de uma mutação no momento da gestação, acontece uma má formação óssea que vai comprometer o desenvolvimento do esqueleto do feto.

Fabíola é a única “pequena” de sua família – é assim que ela prefere ser denominada. A caçula de três irmãs surpreendeu os pais ao nascer. Ela conta que sua mãe nunca teve uma posição médica oficial explicando o motivo de ter sido afetada com a acondroplasia. “Baladeira” - como ela própria se define – Fabíola diz nunca ter se sentido rejeitada. “Minha mãe nunca me tirou do público. Ela tinha lanchonete e eu ficava o tempo todo com ela. Todo mundo me conhecia. Eu ia pra balada desde criança, com as amigas da minha irmã.”

Já Fernando é filho de uma mulher que também tinha esta má formação óssea. Mas a mãe dele, por sua vez, também era a única com essa característica. “Minha mãe era a 18ª de uma prole de 20 filhos e foi a única que nasceu com nanismo”, relata Fernando, cujos pais eram da Bahia.

Mas ter nascido com acondroplasia foi o que menos pesou na infância de Fernando: ele não conheceu o pai; perdeu a mãe aos 4 anos, passando ser criado pela avó; perdeu também a avó aos 11 anos; e foi criado pelos tios. “Meus tios não tinham filhos e me criaram com muito amor. Sou superfeliz, eles me ensinaram a ter dignidade”, afirma Fernando.

Gravidez
Fabíola ficou grávida sem planejar. Ela e o marido dizem que ainda era muito cedo, queriam esperar mais um pouco. No entanto, filhos sempre estiveram nos planos de ambos. “Sempre quis ser mãe”, conta ela, seguida de perto por ele: “Eu sempre quis ser pai. Acompanhar a gravidez da Fabíola me ajudou a crescer como pessoa. Casamento já era bom e, agora, está melhor ainda”.

Nos três primeiros meses, Fabíola passou muito mal por causa dos enjoos. Mas nada que não seja esperado da maioria das gestações. Depois, teve uma gravidez tranquila. Nem mesmo a barriga avantajada a impediu de ter uma vida normal, com agilidade e disposição.

Ela foi acompanhada durante toda a gestação pela médica Márcia Teresinha Stefano Carmona e fez ultrassonografia periodicamente – numa frequência maior do que a maioria das grávidas, para um completo monitoramento do crescimento do feto. “No começo, eu fiquei apreensiva, não sabia os riscos para a saúde da Fabíola e do feto. Poderia haver problema de toximia, a diabetes poderia aparecer precocemente e eu tinha, ainda, a preocupação com a formação do bebê”, conta a médica. “Mas tudo transcorreu normalmente.”

Fabíola e Fernando preferiam ter gerado um bebê como eles – que se tornasse também um “pequeno”. “Os médicos torciam para que nossa filha tivesse estatura padrão e achavam que a gente torcia pra isso também”, conta o pai. Ambos estão ainda em suspenso a respeito de como será criar uma criança “grande”.

“No começo, eu estava pirando com o fato do bebê não ser um 'pequeno'”, confessa Fernando. “Mas, agora, penso que tudo será uma questão de como vamos educá-lo.” A mamãe ainda não sabe como vai agir e se sentir frente à doce Lívia que acaba de nascer. Mas sabe o que quer para o futuro de sua bebê: “Quero que ela estude e aprenda várias línguas”.

(Reportagem minha publicada na mídia de Campinas - jornais Correio Popular, Diário do Povo e Notícias Já, além do Portal RAC, NO DIA 26/08/2011)

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27/07/2011 20:01:35.000
Escritor propõe 'faxina' no País
foto: Cedoc/RAC

Descrição da imagem: o escritor Roldan-Roldan é visto atrás de uma janela aberta. Ele está num escitório (ou quarto), em frente a um computador, de perfil, olhando para fora da janela.

Meu amigo Roldan-Roldan - grande escritor e artista - está divulgando em seu blog um sensível e corajoso manifesto destinado à juventude brasileira. Um texto poético e, eu diria, definitivo, pois, se for correspondido, poderá, realmente, mudar a realidade de nosso Brasil, Pátria amada tão malbaratada!

Leiam! Divulguem! Incitem! E, sobretudo, "formez les bataillons!"

CLIQUE AQUI para ver o manifesto

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25/07/2011 15:52:33.000
'Essa vaga não é sua nem por um minuto'
foto: Google imagens

Descrição da imagem: chão pintado com o Símbolo Internacional de Acessibilidade (cadeirante estilizado, pintando de branco, em fundo azul escuro), demarcando vaga de estacionamento para pessoas com deficiência com um carrado parado em cima, ocupando parte da vaga.

Poderá virar nacional a campa­nha “Essa vaga não é sua nem por um minuto”, desenvolvida pela agência curitibana TheGetz de­pois da repercussão alcançada pelo incidente envolvendo a em­­presária Mirella Prosdócimo no estacionamento de um supermer­cado de Curitiba, em março. O fa­­to foi amplamente noticiado pela imprensa curitibana.

Ao receber, na semana passada, em Brasília, Mirella e o diretor institucional da agência, Maurício Ramos, a mi­­nistra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, prometeu propor à presi­­den­­te Dilma Rousseff a criação de um programa federal de acessi­bilidade para pessoas com defi­ciência a partir do projeto “Por um Brasil sem Barreiras”, que lhe foi entregue pelos dois.

O projeto propõe ao governo fede­ral o lançamento de um plano na­­cional para garantir a acessibili­dade das pessoas com deficiência em todo o País, com diagnósticos e soluções para as cidades brasileiras. Gleisi aprovei­tou para convidar Maurício e Mirella para contribuir com a elaboração do projeto Inclusão e Acessibilidade, que vai ocorrer em agosto.

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20/07/2011 19:24:50.000
Convenção será referência para formação de gestores

A partir da última segunda-feira (18/07), a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência passou a ser obrigatória como referência bibliográfica para todos os cursos de educação à distância em direitos humanos, oferecidos pela Secretaria Nacional de Educação à Distância do Ministério da Justiça.

A inclusão da Convenção na grade curricular dos cursos, que atende anualmente cerca de 160 mil gestores em segurança pública de todo o País, é fruto de uma parceria iniciada entre a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), e a Rede Nacional de Educação à Distância do Ministério da Justiça.

“Ainda há uma invisibilidade das pessoas com deficiência no Brasil. A inclusão da Convenção como referencia bibliográfica para a capacitação dos nossos gestores de segurança pública fará com que o tema seja conhecido e disseminada no Brasil”, afirmou a Diretora de Políticas Temáticas da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Ana Paula Crosara de Resende.

Dos 60 cursos à distância que são oferecidos pelo Ministério da Justiça, 15 terão que incluir a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência como referência bibliográfica. Entre eles, estão os cursos de Direitos Humanos, Integração das Normas Internacionais de Direitos Humanos na Área de Segurança Pública, Segurança Pública sem Homofobia e Tráfico de Seres Humanos, entre outros.

Fonte: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

http://www.direitoshumanos.gov.br/2011/07/19-jul-20011-convencao-sobre-os-direitos-das-pessoas-com-deficiencia-sera-referencia-para-formacao-de-gestores

 

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19/07/2011 18:21:51.000
Pessoas com deficiência conquistam CNH profissional
foto: Divulgação

Descrição da imagem: foto de uma moça com deficiência física - as pernas são mais finas que o padrão - no volante de um carro

A Justiça Federal de São Paulo determinou que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) permita a habilitação de pessoas com deficiência para as categorias profissionais C, D e E. Em novembro de 2007, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão moveu ação civil pública contra o Contran, devido à inconstitucionalidade da Resolução número 51/98. Em um dos itens da resolução constava que "ao condutor de veículos adaptados será vedada a atividade remunerada", o que, para o MPF, violava os direitos das pessoas com deficiência, especialmente o direito ao trabalho.

A decisão da Justiça confirma a liminar obtida em dezembro de 2007, que ordenou que o Contran publicasse uma nova resolução para possibilitar o exercício da profissão de motorista por pessoas com deficiência que necessitassem de veículos adaptados. Após a concessão da liminar, em 2008 o Contran editou a Resolução número 267, passando a regulamentar o exame de aptidão física e mental e a avaliação psicológica também às pessoas portadoras de deficiência.

Fonte: Agência Estado
 

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18/07/2011 22:38:32.000
Rugby em Cadeira de Rodas de Campinas é campeão
foto: Divulgação

Descrição da imagem: logotipo da Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas que, com as cores da bandeira brasileira, mostra uma pessoa em cadeira de rodas (desenhada em azul), com uma bola no colo (branca), tendo ao fundo um quadrado verde e um losângulo amarelo.

Com 100% de aproveitamento, a Adecamp -  Associação de Esportes Adaptados de Campinas sagrou-se campeã nacional de Rugby em Cadeira de Rodas pela terceira vez seguida, consolidando seu domínio no País. O time venceu Rio Quad, BH Rugby, Omda, Adge e Andef nas sete primeiras rodadas e chegou ao duelo final precisando da vitória para garantir o título, uma vez que o Tigres (SP) também vinha de campanha impecável (cinco jogos, cinco vitórias) e sonhava com a conquista.

A equipe campineira não teve muitos problemas e superou o adversário com o elástico placar de 72 a 24. O Tigres ficou com o vice-campeonato e a Omda (SC) garantiu o bronze ao vencer a Adge (DF) por 50 a 36, na última rodada.

A boa campanha assegurou à Adecamp sete das 16 vagas na lista de pré-convocados para seleção brasileira, divulgada ao final do campeonato. Destes 16, dez serão selecionados para participar do Campeonato Panamericano da modalidade, que acontecerá no mês de setembro, em Bogotá (Colômbia).

Fonte: site oficial do Comitê Paraolímpico Brasileiro

http://www.cpb.org.br/comunicacao/noticias/adecamp-conquista-tricampeonato-do-brasileiro-de-rugby-em-cr

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13/07/2011 17:50:08.000
Ministra de DH assina manifesto pró inclusão
foto: Agência Inclusive

Descrição da imagem: a ministra da Secretaria de Direitos Humanos Maria do Rosário segura um papel junto com Breno, um jovem com Síndrome de Down. Na foto, estão ainda uma jovem senhora - do outro lado de Breno - e um senhor ao fundo.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Maria do Rosário, recebeu no dia 7 de julho um manifesto com mais de 11 mil assinaturas pelo cumprimento da Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência. No documento, entregue por representantes do movimento Inclusão Já e da Rede Inclusiva – Direitos Humanos no Brasil, as entidades pedem a manutenção das metas originais sobre educação inclusiva previstas no Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020), elaborada pelo Ministério da Educação (MEC).

O principal temor das entidades, segundo a presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência, Rebecca Nunes Bezerra, é de haja perdas em relação às metas voltadas ao segmento no PNE.

“A meta quatro do PNE que prevê a universalização, para a população de 4 a 17 anos, do atendimento escolar aos estudantes com algum tipo de deficiência, física ou mental, já recebeu 187 emendas parlamentares. Muitas delas vão totalmente de encontro aos avanços previstos na Convenção dos Direitos Humanos”, explicou Rebecca. No total, o relator da matéria na Câmara, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), já recebeu mais de 3 mil emendas ao PNE.

Ao receber o documento, a ministra não só manifestou apoio às reivindicações, como também o assinou. “Acreditamos que devemos ser guardiões da conquista da convenção Internacional dos Direitos Humanos. A partir do reconhecimento dos direitos da pessoa com deficiência, nós podemos ter um país melhor para todos. Já temos um amplo processo de debate acerca destes temas em andamento, e com certeza daremos continuidade à luta pela inclusão e acessibilidade, que é dever de todos”, afirmou Rosário.

De acordo com a ministra, o governo prepara um amplo programa de âmbito nacional, voltado para o direito das pessoas com deficiência, que envolverá quase todos os ministérios na construção de políticas públicas para o segmento. “Inspirados na universalização do direito à educação, deveremos anunciar em breve um programa para superarmos todos os desafios para a universalização da inclusão das pessoas com deficiência no Brasil. Estamos pensando todos os aspectos que envolvem o dia a dia dessas pessoas, que começa desde o momento em que eles deixam suas casas para ir ao trabalho ou à escola”, adiantou.

Rosário informou ainda ao grupo que irá solicitar uma reunião com o relator do PNE para tratar do assunto. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) também integrou a comitiva, que contou com representantes de mais de 20 entidades ligadas às questões de Direitos Humanos e da pessoa com deficiência.

Fonte: Agência Inclusive (www.inclusive.org.br)

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04/07/2011 15:24:41.000
Teatro de surdos-cegos faz sucesso em Israel
foto: Youtube

Descrição da imagem: cena de uma peça de teatro na qual se vê dois homens em pé na ponta de uma mesa, sobre a qual há um vaso com rosas vermelho em primeiro plano e pétalas de flores - bem coloridas - estão caindo sobre a cena, como se fosse uma chuva

Um grupo de 11 atores com deficiência auditiva e visual ilumina o palco do Nalaga’at Center, em Tel Aviv (Israel). Trata-se do único grupo profissional desse gênero no mundo. Eles aprendem a encenar a peça por meio de mímica, linguagem de sinais e, sobretudo, toques. “Se alguém não consegue ver e ouvir, precisa tocar as pessoas e ser tocado por elas. Uma vez que o deficiente esteja aberto para isso, sua vida muda completamente”, diz Adina Tal, diretora da trupe. Em hebraico, Na lagaat significa “por favor, toque”.

Fundada em 2002, a companhia tem sido frequentemente convidada para apresentações nos Estados Unidos, Canadá e Europa. Em 2007, o grupo Nalaga’at abriu seu próprio centro, com um Café que possui garçons surdos e um restaurante com servidores cegos. O espaço já foi visitado por cerca de 200 mil pessoas.

Fonte: Centro de Mídia Brasil-Israel (Cembri)

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29/06/2011 16:56:17.000
Pronatec terá política para alunos com deficiência
foto: Agência Brasil

Descrição da imagem: foto do ministro da Educação Fernando Haddad, um jovem senhor que está de terno e gravata falando ao microfone

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que pretende oferecer oportunidades de formação profissional para 8 milhões de pessoas até 2014, deverá ter políticas especiais de atendimento a pessoas com deficiência. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, essa é uma determinação da presidenta Dilma Rousseff. O projeto de lei que cria o programa tramita na Câmara dos Deputados em regime de urgência.

Haddad não especificou de que forma será pensado o atendimento especial para esse público. Uma das estratégias pode ser a priorização das pessoas com deficiência na distribuição das bolsas em cursos técnicos que serão oferecidas a estudantes e trabalhadores. A deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que apresentou emendas ao projeto, disse que é preciso adaptar os materiais e a infraestrutura das instituições de ensino para receber os alunos com deficiência.

“Os conteúdos, materiais e os recursos humanos das escolas técnicas precisam estar preparados para receber esses alunos. Nos últimos anos, enquanto a empregabilidade do trabalhador comum conseguiu crescer, com relação ao trabalhador com deficiência essa empregabilidade caiu”, assinalou a deputada.

O projeto de lei recebeu 18 emendas na Câmara. Haddad acredita que há consenso para que ele seja aprovado com rapidez. A expectativa do Ministério da Educação é começar com as ações do programa ainda no segundo semestre de 2011.

“Agora depende mais da vontade do parlamento. Mandamos em regime de urgência para já no segundo semestre iniciarmos as atividades como ensaio para que o programa ganhe escala no ano que vem”, disse o ministro.

O Pronatec foi lançado em abril pela presidenta Dilma e tem como meta oferecer 8 milhões de vagas, até 2014, na educação profissional para estudantes do ensino médio e trabalhadores que necessitam de qualificação. O programa prevê a ampliação das redes federal e estaduais de educação profissional, pagamento de bolsa formação para trabalhadores e estudantes, aumento das vagas gratuitas em cursos do Sistema S e a extensão do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para cursos técnicos.

De acordo com o ministro, já há uma reserva de recursos para 2011, caso o projeto seja aprovado logo. O orçamento para 2012 ainda será definido depois que as ações forem determinadas.
 
Fonte: Agência Brasil

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27/06/2011 19:37:48.000
Educação inclusiva pode evitar o bullying
foto: France Press

Descrição da imagem: fachada a escola do Rio de Janeiro, onde ocorreu a morte de 11 alunos, assassinado por Wellington Oliveira, ex-aluno; na frente do muro, estão vários vasos de flores

Há 17 anos, o Brasil assinou a Declaração de Salamanca, assumindo um compromisso internacional de promover a inclusão de alunos com necessidades educacionais específicas na rede regular de ensino, o que foi ratificado na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência em 2008.

A Educação Básica é, então, direito de todos indiscriminadamente. E, além de ser um direito, pode promover uma sociedade mais justa e até mais segurança aos alunos.

Vem do Canadá o relatório que mostra como escolas realmente inclusivas são mais seguras.

“As raízes do comportamento agressivo dos estudantes encontram-se em seus sentimentos de alienação, no fato de não acharem que pertencem ao ambiente escolar. Este problema é agravado pelo fracasso das escolas em atender às necessidades educacionais e emocionais desses alunos que se sentem excluídos. É este tipo de situação, em sua forma extrema, que propicia tragédias como as que ocorreram na Columbine High School e no Virginia Technological Institute.”

No Brasil, salas de recurso foram criadas para atender alunos com necessidades especiais. O que deve incluir também jovens sem diagnóstico de deficiência, mas que precisam de uma atenção extra ministrada por uma equipe multidisciplinar. São alunos que sofrem abusos em casa ou mesmo que têm problemas psicológicos, como era o caso do Wellington Menezes, o rapaz que promoveu o massacre numa escola pública de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro.

Mas há quem seja contra a inclusão escolar. São os que ignoram o quanto a Educação inclusiva estimula não só o “especial” como também educa a sensibilidade do aluno “não especial”. Fora os que preferem manter a alocação de vultosas verbas federais e o prestígio político das antigas instituições.

Quem defende a segregação com o argumento de que a Educação já é ruim sem inclusão está cometendo um perigoso erro de lógica, uma inversão rudimentar da relação causa-efeito.

O preço da Educação “exclusiva” é o bullying. E ninguém está livre de ser uma vítima dele.


* Artigo composto com trechos do texto de Lais Mendes Pimentel e Patricia Almeida - jornalistas e mães de crianças com síndrome de Down.

Fonte: Agência Inclusive (www.inclusive.org.br)

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20/06/2011 19:00:16.000
Prazo para implantação de audiodescrição em TV pode ser reduzido
foto: Agência Brasil

Descrição da imagem: ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário está de frente ao lado de uma outro mulher que está de costas; elas estão sentadas numa mesa e tem um microfone entre as duas

O governo federal poderá reduzir o tempo de implantação do cronograma de audiodescrição no país, que prevê que em dez anos as emissoras de televisão com sinal digital deverão exibir, no mínimo, 20 horas semanais de programas audiodescritos. A informação é da ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. “Isso é muito possível, porque confio na capacidade do Brasil de responder bem às causas da inclusão”.

A partir do dia 1º de julho, as emissoras de TV com sinal digital terão que apresentar pelo menos duas horas por semana com o recurso da audiodescrição nas programações. O anúncio oficial do recurso foi feito segunda-feira (20/06), em Brasília. A audiodescrição é a narração que descreve os sons, elementos visuais e qualquer informação necessária para que os deficientes visuais possam compreender o que se passa no programa.

O recurso deverá estar disponível por meio da função SAP (segundo programa de aúdio na sigla em inglês), que também disponibiliza a programação no som original. As legendas ocultas, que já são usadas para permitir que deficientes auditivos acompanhem os programas, continuarão sendo obrigatórias.

Segundo Maria do Rosário, as emissoras não podem afirmar que não foram avisadas do início da vigência da audiodescrição, já que a primeira portaria que trata do assunto é de 2006 e o prazo já foi adiado duas vezes.

O secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, disse que o governo vai fiscalizar o cumprimento da portaria pelas emissoras, mas pediu o apoio das pessoas com deficiência visual para verificar se a programação com audiodescrição está sendo efetivamente exibida.

O secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antônio José Ferreira, destacou a importância histórica do evento. “Daqui a 50 anos, vamos lembrar deste dia em que estávamos felizes com duas horas de programação por semana e quem sabe já teremos 24 horas por dia de audiodescrição na televisão.”

A audiodescritora Lívia Maria Motta disse que o recurso amplia o entendimento das pessoas com deficiência, possibilitando a elas independência e autonomia. “A televisão é o grande veículo de entretenimento, cultura e informação e as pessoas com deficiência não podem continuar sendo excluídas disso”. Segundo ela, a audiodescrição pode ser aplicada também em teatros, espetáculos de dança, na escola e em eventos sociais como palestras, seminários e até em casamentos.

A dificuldade da negociação com o governo e com as emissoras para se chegar a um acordo sobre a audiodescrição foi lembrada pelo articulador do Movimento pela Audiodescrição no Brasil, Paulo Romeu. Segundo ele, a portaria de 2006 que determinava a entrada em vigor do recurso em dois anos foi suspensa porque as emissoras disseram que não estavam preparadas para implementar a audiodescrição. “Duas horas por semana podem ser um pequeno passo para nós hoje, mas representa uma luta de mais de cinco anos.”
 
Fonte: Agência Brasil

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18/06/2011 18:33:53.000
Pessoas com deficiência visual promovem evento em SP

Mais de 200 pessoas de todo Estado de São Paulo, com e sem deficiência visual, se reunirão nos dias 22, 23, 24 e 25 de junho próximo nas dependências da Universidade Aberta do Brasil na cidade de Itapetininga (SP), para participar dos eventos Inclusão e Acessibilidade - Um Direito de Todos e II Encontro Estadual de São Paulo da ONCB (Organização Nacional de Cegos do Brasil).

Iniciando as atividades, no dia 22, entre às 13h30 e 16h30h, será realizado o Café da Inclusão, para o qual serão convidadas crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos que nunca ou raramente tiveram contato com pessoas com deficiência. Haverá dinâmicas promovidas por palestrantes com deficiência visual sobre cão-guia, comprometimento social, acessibilidade e respeito à diferença. Haverá, ainda, exposições sobre tecnologias utilizadas por pessoas com deficiências visuais, ensaio da escrita Braille e exibição de um filme com audiodescrição (narrativa sonora de cenas visuais). No final, todos serão convidados a saborear um delicioso café da tarde.

Já no evento magno, cuja abertura será às 15h do dia 23/06, instituições atuantes na causa da pessoa com deficiência visual e participantes cegos e com baixa visão de todo o Brasil debaterão temas como respeito à diversidade humana e a participação da pessoa com deficiência como protagonista na sociedade. Serão discutidas ainda formas de instrumentalizar pessoas e associações a fim de construir ações que resultem em uma sociedade mais atenta e justa.

O evento contará com a participação de representantes de vários conselhos e movimentos nacionais e internacionais de pessoas com deficiência visual, além de técnicos e especialistas, contando ainda com apoio logístico das seguintes associações: Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência), Ceprevi, Fundação Dorina Nowil, Laramara e outras afiliadas à ONCB que, no decorrer do encontro, apresentarão produtos, recursos adaptados, projetos culturais e serviços sociais voltados às pessoas com deficiência visual.
 

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14/06/2011 19:52:24.000
Pessoas com deficiência somam mais de 1 bilhão

Descrição da imagem: várias crianças de uniforme azul sorrindo em torno de menino em cadeira de rodas

O primeiro Relatório Mundial sobre a Deficiência produzido em conjunto pela OMS e pelo Banco Mundial, sugere que existam mais de um bilhão de pessoas com deficiência experiência no mundo de hoje.

Pessoas com deficiência em geral têm mais problemas de saúde, baixa escolaridade, poucas oportunidades econômicas e mais elevadas taxas de pobreza do que as pessoas sem deficiência. Isto é principalmente devido à falta de serviços disponíveis para eles e os muitos obstáculos que enfrentam no seu quotidiano.

O relatório indica melhores práticas para superar as barreiras com os cuidados com a saúde, reabilitação, educação, emprego e serviços de apoio, e criar ambientes que permitam às pessoas com deficiência atingir o seu potencial. O relatório termina com um conjunto concreto de ações recomendadas para os governos e seus parceiros.

O relatório “World Report on Disability”, pioneiro na área da deficiência, contribuirá significativamente para a implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Elaborado de forma transversal, incluindo a saúde pública, direitos humanos e desenvolvimento, o relatório deve se tornar um recurso obrigatório para legisladores, autoridades governamentais, prestadores de serviços, profissionais liberais e defensores das pessoas com deficiência e suas famílias em todo mundo.

10 dados sobre deficiência

1-Mais de um bilhão de pessoas vivem com algum tipo de deficiência no mundo.

2- A deficiência afeta as populações vulneráveis desproporcionalmente.

3- Pessoas com deficiência muitas vezes não recebem o tratamento médico de que necessitam.

4- Crianças com deficiência têm menos probabilidade de frequentar a escola do que as crianças sem deficiência.

5- Pessoas com deficiência têm mais probabilidade de desemprego do que pessoas sem deficiência.

6- Pessoas com deficiência são vulneráveis à pobreza.

7- A reabilitação ajuda a maximizar a autonomia e estimula a independência.

8- Pessoas com deficiência podem viver na comunidade e participar dela.

9- Barreiras que limitam as pessoas com deficiência podem ser transpostas.

10- A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) promove, protege e garante os direitos humanos para todas as pessoas com deficiência.

Fonte: Agência Inclusive (www.inclusive.org.br)

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09/06/2011 20:05:52.000
Banheiro de escola adaptado está sem porta
foto: Divulgação

Descrição da imagem: vaso sanitário com barras de apoio, próprio para cadeirantes

Nos post anterior, divulguei que o governo brasileiro vai investir na acessibildade das escolas públicas.

Agora, vejamos o "outro lado da moeda", em reportagem publicada no caderno Cotidiano, do jornal Folha de São Paulo, mostrando a vergonhosa situação de uma escola dita "modelo" para pessoas com deficiência!

Por Talita Bedinelli

A escola estadual Buenos Aires, referência para o atendimento de deficientes físicos (leia-se 'pessoas com deficiência física') na zona norte de São Paulo, tem, há pelo menos um ano, um banheiro para cadeirantes que não pode ser usado por eles.
A porta e a divisória que separavam o vaso sanitário destinado a esses estudantes (com barras de apoio laterais) caíram e resta aos alunos cadeirantes usar o local na frente de outras pessoas ou recorrer ao banheiro do edifício ao lado. No prédio vizinho, que também pertence à escola, funciona uma unidade da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente).

Os dois prédios são interligados por uma rampa. Mas, para chegar à AACD, os alunos têm que cruzar todo o pátio, passar pela rampa e entrar por um outro corredor. "Eu vou [ao outro prédio] com facilidade porque tenho mais mobilidade. Mas outros têm menos, o que torna mais complicado", diz o estudante Raphael Pereira, 16.

Aluno do 1º ano do ensino médio, Raphael é cadeirante e desde 2008, segundo ele, luta para que seja possível usar o banheiro novamente. Ele já foi do grêmio e representante dos alunos no conselho da escola. Mas até hoje não obteve sucesso.

Na escola, existem atualmente 42 cadeirantes, segundo a secretaria, sendo dez deles homens - o problema é no banheiro masculino.

Apesar de a secretaria afirmar que no distrito de Santana
(na Capital paulista), onde fica a escola, existem cinco escolas adaptadas para cadeirantes, o pai de Raphael afirma que não as encontrou facilmente. "Antes de matriculá-lo, procurei em toda a região e essa é a única escola da zona norte que tem arquitetura adequada para cadeirantes", conta Vitor Hugo Pereira, 50.

Um decreto federal exige que, desde 2007, todos os prédios públicos (incluindo, portanto, as escolas) sejam adaptados. Na rede estadual, só 40% das escolas são.
A escola adaptada Buenos Aires tem ainda outro problema: a calçada esburacada torna difícil a passagem das cadeiras de rodas dos alunos.

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07/06/2011 21:28:07.000
Escolas terão R$ 100 milhões para acessibilidade

Escolas públicas de 3.433 municípios receberão R$ 100 milhões para realizar adequações arquitetônicas nas sedes e investir em outras melhorias para favorecer a igualdade de condições de acesso e aprendizagem aos alunos com deficiência. O repasse de recursos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) às unidades de ensino foi normatizado pela Resolução nº 27, de 2 de junho de 2011, publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (3).

Os recursos, provenientes do FNDE, destinam-se a 12.165 mil unidades municipais, estaduais e do Distrito Federal para serem aplicados, prioritariamente, na contratação de serviços de construção de rampas, alargamento de portas e passagens, assim como a instalação de corrimãos. Sanitários também devem ser adequados para acessibilidade e colocação de sinalização visual, tátil e sonora. A verba pode ser aplicada, ainda, na aquisição de itens como cadeiras de rodas, bebedouros, mobiliários acessíveis ou softwares específicos.

Censo Escolar

Quase 500 mil alunos matriculados em unidades de ensino regular são estudantes com deficiência e apenas 20% das escolas públicas de educação básica atendem a critérios de acessibilidade a esse público. Neste ano, serão atendidas as escolas que receberam sala de recursos multifuncionais em 2009 e registraram matrícula de estudantes com essa característica no Censo de 2010. Cada unidade de ensino pode receber recursos que variam de R$ 6 mil a R$ 9 mil, de acordo com o número de alunos. “Os estudantes com deficiência devem ter acesso a todas as dependências da escola”, pondera a diretora de políticas de educação especial do Ministério da Educação (MEC), Martinha Clarete.

A Escola Acessível faz parte do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que reduz a burocracia na transferência de recursos. Para recebê-los, as escolas devem elaborar planos de ações que serão submetidos à aprovação das secretarias de educação, observados os critérios e normas gerais de acessibilidade nas obras.
 

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06/06/2011 19:57:31.000
Documentário conta história de jovem bi-amputado

Audiodescrição: o atleta Pauê, um rapaz bem jovem, que tem duas próteses - uma em cada perna, do joelho pra baixo - está num palco, falando ao microfone; ao fundo, está projetada a inscrição "Sintonia Apsen - Foz do Iguaçu - 2011"

Foi em 2000 que ocorreu o acidente que fez com que o atleta Pauê perdesse parte de suas duas pernas. Atropelado por um trem em uma linha férrea desativada em São Vicente (SP), o jovem de 18 anos apaixonado por esportes viu por um momento, seus sonhos desabarem diante a tragédia.

Contrariando o óbvio, Pauê deu início a uma trajetória de superação após o acidente e é essa a história que o documentário 'O passo de um vencedor' pretende contar. Sua recuperação foi carregada por força de vontade, experiências novas e muita disciplina para lidar com os obstáculos do dia a dia.

Pauê, mais uma vez, surpreendeu quando decidiu ser um atleta biamputado reconhecido em todos os esportes. Hoje, Pauê é o primeiro e único surfista biamputado do mundo e também experimenta novas modalidades de esportes radicais que são registradas por uma câmera. Não satisfeito, tornou-se campeão mundial, fundou ONG e escreveu um livro sobre a sua história.

O filme 'O passo de um vencedor' já está em fase de produção e tornou-se possível graças ao patrocínio da Apsen Farmacêutica, que incentiva ideias que promovam a saúde física e mental da sociedade, assim como a integração das diferenças.

Longe de ser um documentário de auto-ajuda, o roteiro do longa conta com uma linguagem cinematográfica e dinâmica, com depoimentos do carismático atleta, que já está mais do que íntimo das câmeras.
 

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01/06/2011 19:48:42.000
Cadeirante é destaque no tênis de campo, em Valinhos
foto: Divulgação

Audiodescrição: foto do tenista jogando em sua cadeira de rodas

O jovem analista de sistemas, piloto de parakart e paraplégico, Rodolfo Cano, de 24 anos, está fazendo de Valinhos – Interior de São Paulo - uma das primeiras cidades do Brasil a desenvolver, por meio do poder público a inclusão de pessoas com deficiência na prática de tênis de campo. Um dos 30 cadeirantes brasileiros federados na prática da modalidade no país e 27º no ranking brasileiro, Cano passou há cerca de um mês a integrar o projeto social de tênis de campo do CLT (Centro de Lazer do Trabalhador) Ayrton Senna da Silva, que é mantido pela Prefeitura da cidae.

O desportista faz aula toda terça-feira de manhã, sob a orientação do professor da escolinha municipal de tênis do CLT, Pedro Stucchi. “Estou muito feliz por ter a chance de praticar em um espaço público um esporte que ainda no Brasil é bastante elitizado e ainda mais para um cadeirante”, diz Rodolfo.

Cano conta que intercala os treinos de Valinhos com os do Projeto Tênis sobre Rodas, do Instituto Brilho Brasileiro (da ex-tenista Vanessa Menga), que é desenvolvido em parceria com a Academia Tella Tennis, de Campinas. “Lá, prático também gratuitamente tênis há um ano e meio e já participei de campeonatos em Belo Horizonte e Florianópolis”, conta.

Também sobre o início dos treinos no CLT, Cano relata que conheceu o professor Pedro nas finais da 6ª Copa Soul Corp/Todo Dia de Tênis, que foi realizada no último dia 1º de maio, na Academia Tella Tênis e foi válido pela Liga Campineira de Tênis. “Neste evento, fiquei com o título de campeão e o Pedro me convidou para integrar o projeto social de tênis de campo do CLT”, ele recorda.

Desafios

O atleta destaca que tem pela frente agora dois desafios. O primeiro é a busca de patrocínio para conseguir uma cadeira adaptada para poder ter um melhor desempenho na quadra. Atualmente ele utiliza sua própria cadeira e improvisa um esquema de segurança com elásticos. O segundo é treinar bastante para participar do Torneio Internacional de Tênis, que disputará em setembro, na cidade de Vitória, no Espírito Santo. “Esse campeonato reúne os melhores do Brasil e conta com atletas de outros países também. Quero fazer bonito”, diz.

Os interessados em fazer parte da inclusão de pessoas com deficiência na prática de tênis de campo no CLT e também os possíveis patrocinadores de Cano podem entrar em contato na Secretaria de Esportes e Lazer, que fica ao lado do Ginásio Municipal “Vereador Pedro Ezequiel da Silva”. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3829-5030.
 

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30/05/2011 19:35:28.000
Educador surdo dá palestra em Campinas
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25/05/2011 19:20:38.000
CVI-Informa no Centro de Convivência

Audiodescrição: passeata que tem à frente vários cadeirantes - alguns deles membros do CVI-Campinas

Em 2011, o CVI-Campinas, ONG fundada e gerida pelas pessoas com deficiência, completa 14 anos de sua fundação. Ao longo desse período, acumulamos material impresso como cartilhas, folders e panfletos informativos. Neste sábado (28/05), a ONG vai distribuir gratuitamente esse material para a população, aproveitando a oportunidade para conversar sobre temas ligados ao universo das pessoas com deficiência. (Veja abaixo local e horário)
 
A informação é a principal arma contra o preonceito.

Compareça! Prestigie! Divulgue!

Serviço

CVI-Campinas Informa

Neste sábado (28/05), das 10h Às 13h

Na Feira de Artesanato do Centro de Convivência - em frente à porta do teatro - em Campinas

 Site: www.cvicampinas.org.br

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