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06/03/2012 14:50:01.000
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL

O processo de Orientação Vocacional não é uma terapia, embora possa até ter aspectos terapêuticos, uma vez que convida ao autoconhecimento e reflexão sobre certezas e incertezas.
 

Um trabalho profissional em orientação de carreira objetiva vários encontros, ao menos de oito a dez, individuais ou coletivos, em que o jovem passa por várias etapas: autoconhecimento, conhecimento da sua história, de sua família, seus valores, relacionamentos com os pais, expectativas suas e de pessoas com quem convive, preferências e testes vocacionais. Sim, testes são usados, mas eles são parte do processo e não ferramentas únicas. É preciso também conhecer o mercado atual, conhecer os cursos oferecidos e em quais universidades, etc.
 

O jovem vive um dia após o outro e não se convida a um olhar interno. Aliás, não existe faixa etária para a alienação.
 

Engana-se o indivíduo que pensa que a vida não vai lembrá-lo de se encontrar. Lembrá-lo de suas reais paixões e aptidões. A mensagem vem com toda força com somatizações, depressão, ansiedade, angústias, transtornos alimentares, casamentos sem amor, hiperatividade (por não querer encontrar-se quieto - o que este silêncio vai gritar?), desespero por não querer encontrar-se sozinho (que companhias internas indesejáveis esta solidão vai trazer?), e aí surgem os remédios de tarjas pretas, divórcios, demissões (ou admissões vazias), endoscopias, doses redobradas de cafeína para manter-se acordado, pílulas e pílulas para conseguir dormir, uso de drogas licitas, ilícitas... Nem cabem nesta página todos os sintomas e sinais de frustração de um ser humano que não se encontrou.
 

A Orientação Vocacional, mais do que uma ferramenta para o processo de escolha de carreira, tem este papel de promoção da saúde mental e psicológica ao permitir escolhas mais assertivas.
 

Alguns benefícios da Orientação Vocacional:
- Motivar o jovem a pensar em si mesmo, conhecendo melhor os seus gostos e interesses;
- Compreender as expectativas dos pais e outros parentes como reflexo da expectativa da sociedade na qual estão inseridos;
- Expressar seus sentimentos em relação a esse momento de decisão;
- Aliviar a tensão e conflito provocados por todos esses fatores geradores de ansiedade;
- Conhecer melhor o mercado, a realidade atual do trabalho e das profissões;
- Pensar sobre a escolha profissional relacionando-a com a história pessoal e como resultado de um processo de interação com o social, em constante mudança;
- Instigar o pensamento crítico sobre a escolha profissional relacionada a valores;
- Levar o estudante a compreender que é necessário planejar sua carreira e que este planejamento deve iniciar-se no Ensino Médio;
- Refletir sobre a importância do trabalho, sua função social, a motivação e a satisfação em realizá-lo;
- Expressar seus sentimentos em relação ao momento posterior ao da aprovação no exame vestibular e refletir sobre um “plano B”.
- Poder ver um sentido nas atividades desenvolvidas em seu futuro trabalho.
 

E você, diria que leva jeito para quê? O que faz sentido em seu trabalho? O que motivou e ainda motiva as suas escolhas profissionais?
 

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enviada por Teresa Cristina Bretones

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