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01/05/2012 14:14:08.000
Bate-Bola

Coluna Bate-Bola de 1º/5/12

A bola não entra por acaso
O Guarani é finalista do Campeonato Paulista. Há alguns meses, seu torcedor não sabia nem se teria um time para disputar a competição, já que o clube tinha péssima imagem no mercado. Que jogador, com razoável qualidade técnica, se arriscaria a assinar com quem ficou sete meses sem pagar salário? “A bola não entra por acaso” é o título de um livro de um ex-dirigente que assumiu o Barcelona em um momento difícil. Ao invés de ser conservadora, aquela diretoria escolheu ousar, montar times fortes, investir para valorizar a marca e ganhar mais dinheiro e títulos depois. E o resultado é o Barcelona que conhecemos hoje. O livro fala mais sobre gestão do que futebol em si, mas mostra como é importante conhecer o mercado e ter ambição. Quando assumiu a presidência, Marcelo Mingone mudou a postura do Guarani. Ousou em um momento crítico e o resultado é o clube que vemos hoje.

Time bom é investimento
Contratar meias com a qualidade de Fumagalli e Danilo, manter Emerson e Fabinho, trazer Vadão de volta e ter a experiência de Wellington Monteiro e Domingos custa muito dinheiro. Mas montar um time de qualidade e entregá-lo a uma boa comissão técnica não é desperdício, é investimento. Quanto o Guarani não ganhou, em dinheiro e imagem, com essa brilhante campanha? Joga dinheiro fora quem contrata um caminhão de jogadores fracos, realiza campanhas ruins e aumenta as dívidas trabalhistas.

A frase
“Nunca dei tantas entrevistas assim na carreira. Antes do dérbi, só tinha falado com a imprensa aqui duas vezes.”

De Medina, meia do Guarani e herói da classificação para a final do Paulistão.

Nada é por acaso
A bola não entra por acaso é uma lição que todos profissionais do futebol deveriam aprender. É uma frase que serve para os dirigentes, treinadores e atletas, principalmente aqueles que, em virtude de seu talento, acreditam que não é preciso treinar e se dedicar à profissão para ser um vencedor. No caso do Guarani, é muito importante destacar que a bola não entra por acaso. O time não saiu de uma situação humilhante para uma final que não alcançava há 24 anos porque teve sorte. Para repetir esse feito histórico, a nova diretoria do Guarani viabilizou a contratação de um elenco e um técnico de qualidade, honrou todos os compromissos que assumiu e conseguiu negociar bons contratos de patrocínio.

Detalhes importantes
As ações acima foram as mais importantes, mas o Guarani não se limitou a elas. O gramado recebeu a atenção devida e o resultado é que, no Brinco, o Guarani perdeu para o Santos e ganhou de todos os outros adversários. O túnel de acesso, antes mal cuidado, hoje tem painéis com fotos da torcida e de grandes times da história da clube. É o tipo de coisa que motiva jogadores comprometidos com o clube que defendem e com a própria carreira. Toda vez que um jogador sobe ao gramado para um jogo, ele lembra que por aquele túnel já passaram grandes jogadores, que fizeram história no Brinco de Ouro. É só um detalhe e não ganha jogo, mas, ao chegarem à final do Paulistão de 2012, esses jogadores já se igualaram a alguns ídolos que estão naquelas fotos. Enfim, o Guarani ainda tem milhões de problemas para resolver, mas uma diretoria que trabalha permanentemente com o objetivo de vencer jogos alcança bons resultados. A bola não entra por acaso e todos no clube deram sua contribuição para essa campanha histórica.

O dérbi
Como escrevi no blog, a vitória do Guarani sobre a Ponte Preta foi incontestável. O time de Vadão foi superior ao de Kleina em todos os aspectos. Marcou melhor, atacou muito mais, teve melhor preparo físico e também foi mais aplicado taticamente, principalmente no crítico período em que ficou em desvantagem no placar. A Ponte jogou muito atrás, não soube explorar o período do clássico que lhe foi favorável e, depois que tomou o segundo gol, se perdeu totalmente. Não foi nem sombra do time que eliminou o Corinthians.

A força do conjunto
Medina foi o herói improvável do clássico, mas o Guarani todo foi bem. Fabinho, Oziel e Danilo Sacramento jogaram muita bola. Fábio Bahia fez seu primeiro gol, os zagueiros tiveram atuação segura e Emerson pegou a bola no jogo no chute de Roger. Bruno Recife apoiou pouco, mas deu conta do recado na marcação.

Números

VEZ
na história que um time que veio da Série A2 chega à final do Campeonato Paulista.

2005
FOI O ANO
em que um jogador do Guarani (Cidimar) fez dois gols em um dérbi pela última vez.

1998
FOI O ANO
em que o Guarani venceu um dérbi no Brinco por 2 gols de diferença pela última vez.

18
ANOS
sem Ayrton Senna completa hoje a F-1. O tricampeão morreu em 1<SC210,186> de maio de 94.

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