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07/02/2014 14:31:35.000
Uma troca imprevisível

Difícil prever quem vai se dar melhor com a surpreendente troca entre os rivais Corinthians e São Paulo. No momento, ambos estão apenas trocando um problema por outro. Fora de forma, Jadson tem sido ignorado por Muricy Ramalho neste início de temporada. No Parque São Jorge, Alexandre Pato é criticado por uma torcida cada vez mais impaciente. Resta saber se um dos dois vai se recuperar com a camisa de um rival.

Tecnicamente, Alexandre Pato é muito superior a Jadson, jogador que só chegou à Seleção Brasileira porque o técnico era Mano Menezes, que, evidentemente, foi a favor da troca. Seu relacionamento com Pato estava totalmente desgastado e, com Jadson, ele deve se dar muito bem.
 

Pato merece as críticas que tem recebido porque age com inadmissível indiferença a momentos de crise. Cobrou com desleixo um pênalti decisivo na Copa do Brasil e em nenhum momento se mostrou incomodado com a reserva.
 

Mas, mesmo sem ser titular, Pato foi o vice-artilheiro da equipe na temporada passada, com 17 gols. É muito mais talentoso do que Jadson e se levasse a carreira a sério, certamente estaria entre os 23 nomes que serão convocados por Felipão para a Copa do Mundo.
 

O problema é que para Pato tudo parece ser indiferente. Tanto faz se o Corinthians se classificou ou não na Copa do Brasil, tanto faz se ele custou R$ 40 milhões e foi trocado por um reserva fora de forma de um rival e tanto faz se ele vai disputar uma Copa do Mundo em seu país ou não.
 

É por isso que é difícil prever o que ele pode fazer com a camisa do São Paulo, ainda mais se for verdade que Rogério Ceni, líder do elenco tricolor, ainda não esqueceu as provocações do Paulistão do ano passado.
 

Muricy pode fazer de Pato um jogador vibrante? Talvez... Com Ganso, por exemplo, ele ainda não conseguiu isso. E será que o São Paulo vai se dar bem em uma competição tão difícil como o Brasileirão com dois jogadores que não são vibrantes, que não se envolvem com a partida do jeito que a torcida espera?
 

Também não espero muito de Jadson. Primeiro porque ele não tem tanta qualidade. No seu auge, não é um jogador de Seleção Brasileira. E no Morumbi também se acomodou diante de algumas adversidades.
 

Seria bom para o futebol paulista que os dois se transformassem em seus novos clubes. Que trocassem a acomodação pelo empenho necessário sem o qual jamais serão capazes de justificar os salários milionários que recebem.

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04/02/2014 16:07:10.000
A bandeira branca da rendição

Em mais um jogo de cena completamente inútil no combate à violência, a Federação Paulista de Futebol determinou que os auxiliares da arbitragem usem bandeirinhas brancas nos jogos do Paulistão. A intenção é mandar uma mensagem de "paz no futebol". Difícil imaginar como isso possa ajudar no combate ao problema. O ano passado foi repleto de incidentes graves envolvendo torcidas organizadas e 2014 já começou com mais uma lamentável ação de marginais, que no sábado invadiram o CT do Corinthians, roubaram celulares, ameaçaram funcionários, agrediram Guerrero (por ironia, o autor do gol da memorável conquista do título mundial de 2012) e só não fizeram um estrago maior porque, por sorte, os atletas ainda não tinham saído do vestiário para o gramado.

Policiais chegaram rapidamente ao CT, observaram a ação dos invasores e deixaram o local depois que o "protesto" terminou. Ninguém foi detido.
 

Minha leitura disso é que, perante a lei, invadir um CT particular, roubar aparelhos eletrônicos, ameaçar funcionários e chacoalhar o pescoço de um atleta fazem parte da lista de direitos do torcedor organizado.

A polícia só olha, a Federação ergue sua bandeirinha da paz, os clubes seguem financiando as torcidas e o torcedor que gosta de futebol e tem um pouco de sensatez é obrigado a ver seu time pela TV, isso se não resolver fazer outra coisa na hora do jogo.
 

Campanhas de conscientização são eficientes quando o público alvo ou parte dele está disposto a ouvir a mensagem. Podem ser utilizadas no combate ao fumo, ao consumo de álcool antes de dirigir, ao controle de peso ou coisas do gênero.
Pedir “paz” a facções que cometem os mais variados tipos de crime a cada rodada é tão inútil como colocar uma faixa no caixa eletrônico pedindo que o assaltante não leve o dinheiro.


Financiadas pelos clubes toleradas pela Justiça, as torcidas se fortalecem e se tornam mais violentas e ousadas. No ano passado um garoto de 14 anos foi assassinado dentro de um estádio, uma briga violenta entre paranaenses e cariocas deixou feridos e paralisou um jogo por mais de uma hora e no sábado um ídolo do Corinthians foi esganado por “torcedores”, dentro de seu local de trabalho.

Talvez seja mesmo a hora de os jogadores tomarem uma posição mais radical.

Aceitar uma agressão como a de sábado sem reagir equivale a agitar uma bandeira branca. A bandeira branca da rendição... Uma greve pode mostrar às autoridades que é preciso proteger o futebol e a sociedade.

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31/01/2014 15:49:31.000
É diferente ou não é?

O Guarani iniciou a temporada com o status de favorito ao acesso na Série A2 do Campeonato Paulista. Contratou um bom treinador, reforçou o departamento de futebol com Luiz Simplício (que vem de excelente trabalho no Mogi Mirim), formou um bom elenco para a divisão e o reforçou com três jogadores do nível de Série A1. Douglas, Fumagalli e Fabinho são ídolos dos quais a torcida espera algo mais. São jogadores que, teoricamente, fazem do Guarani um time diferente na luta pelo acesso.


O início de campanha, porém, não foi o de um candidato ao acesso. Ao perder cinco dos seis pontos disputados, o Bugre aparece na zona de rebaixamento. Na 1ª rodada, terminou em 17º. Na 2ª, caiu uma posição.


A defesa foi mal na estreia em Rio Claro, mas teve uma atuação mais segura no jogo “em casa” contra o Osasco. Sem culpa nos três gols da estreia e com pouco trabalho no empate em Bragança Paulista, Douglas ainda precisa de mais jogos para mostrar se é capaz de fazer outra grande temporada pelo clube ou se está longe da forma com a qual conquistou a admiração da torcida, em 2009. O ideal é que o time não precise de grandes atuações de seu goleiro, mas ele pode contribuir com sua experiência e sua liderança.


Fumagalli já está no fim da carreira, mas ainda é uma peça importante para a equipe. O elenco não tem outros jogadores com sua qualidade de passe, bola parada e visão de jogo. Se tivesse Thiago Marin a seu lado para dividir a missão de criar as jogadas, seu rendimento seria ainda melhor. Sozinho, tem encontrado mais dificuldade, mas em nenhum momento se omitiu. Em Bragança, chutou de fora da área, finalizou, acionou os laterais e fez o gol anulado pela arbitragem em um lance muito contestado pelo técnico Márcio Fernandes.


O terceiro diferente é Fabinho. Ao lado de Fumagalli, foi um dos destaques do vice-campeonato paulista de 2012. Logo em seguida foi para o Cruzeiro e no ano passado foi campeão catarinense pelo Criciúma, time pelo qual disputou o Brasileirão. É, sem dúvida, um jogador acima da divisão. Poucos atletas da A2 possuem seu currículo.


Fabinho, porém, ainda não conseguiu fazer nada de diferente. Sua atuação contra o Osasco foi para lá de discreta. Roninho, um jovem reserva, entrou aos 25’ do segundo tempo e causou muito mais desconforto à defesa do Osasco do que o titular diferente, que ficou 90’ em campo.


O Bugre ainda tem tempo de confirmar seu favoritismo e reagir, mas não conseguirá fazer isso com a sua tradição ou com o nome de alguns jogadores. Para subir na tabela e alcançar o G4, o Guarani precisa mostrar, dentro de campo, que é diferente.

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28/01/2014 20:07:07.000
A Macaca, o Toro e o Bugre

A Ponte Preta esteve longe de fazer uma boa apresentação, mas teve dois méritos no jogo de sábado contra o Audax. Primeiro, suportou bem a pressão do adversário, que tomou a iniciativa de agredir e criou boas oportunidades. Depois, chegou à vitória com um gol literalmente “feito em casa”. Rossi fez um lindo lançamento para Ademir, que ganhou dos zagueiros na corrida e finalizou com eficiência.


Um belo gol, que, mais do que uma vitória, deveria servir de motivação para a diretoria rever seus conceitos na montagem do elenco. Um clube como a Ponte precisa utilizar mais peças de seu departamento amador para que possa destinar uma parte maior de seu orçamento à contratação de reforços de mais qualidade técnica.


Não sei se Rossi e Ademir serão, no futuro, titulares da Ponte. Pode ser que sim, pode ser que não. A questão é que o clube não deve rechear seu elenco com “reforços” de qualidade similar ou inferior à de seus garotos.


A vitória foi importante para tirar o time da lanterna do Grupo C, mas se tiver a pretensão de brigar com São Bernardo e Santos pela vaga, a Macaca terá de evoluir. Não dá para ir longe jogando só no contra-ataque mesmo em casa e contra times do Interior. Da mesma forma que a péssima atuação em Ribeirão não deveria ser analisada com um sinal de que tudo está perdido, essa vitória não pode esconder a enorme dificuldade que a Ponte tem para atacar.


Também no sábado, o Red Bull fez sua estreia na Série A2 e conseguiu uma importante vitória sobre o Batatais. Não que o caçula da divisão (foi vice-campeão da A3 em 2013) esteja entre os favoritos ao acesso. A vitória foi particularmente preciosa porque o Toro Loko foi o único que conseguiu vencer fora de casa na rodada de abertura. Resultado que dá confiança e tranquilidade para o difícil jogo de quarta-feira, contra o Santo André (esse sim candidato ao acesso), no Majestoso.


No domingo, o Guarani fez uma estreia decepcionante em Rio Claro. Apesar de ter iniciado a partida com três volantes, foi presa fácil quando o Velo Clube criou um pouco de coragem para atacar. Para quem tem o acesso como meta, não é o esquema ideal.


O resultado, porém, não pode abalar a confiança da equipe. O Bugre precisa reagir já na partida de quarta, contra o Osasco, para não perder contato com os integrantes do G4. É preciso se posicionar entre os melhores o quanto antes para chegar ao final de março e começo de abril administrando sua posição e não naquele desespero de precisar ganhar quatro dos últimos cinco jogos para ter chance de subir.

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24/01/2014 19:05:51.000
Hora de refletir

A princípio, o fato de ter que procurar uma nova casa para mandar seu jogo pela 2ª rodada da Série A2 pode ser encarado como um problema para o Guarani, que estreia no domingo em Rio Claro e, já na quarta-feira, terá o primeiro compromisso como mandante. Pode até ser que dê algum trabalho arrumar outro estádio em menos de uma semana, mas tenho convicção de que o Bugre não deve lamentar a chuva que detonou o estádio de Paulínia. Na verdade, deveria agradecer por ela. E refletir.


O Guarani teria problemas muito maiores se, por acaso, a tempestade caísse durante uma partida. Imaginem o que poderia ter acontecido se o time estivesse em campo na noite de quarta-feira passada, com dois ou três mil torcedores em um estádio que se desmanchou com a chuva. Poderíamos ter pessoas feridas, o trânsito ficaria caótico, se é que teríamos trânsito, já que alguns veículos foram cobertos pela água. Além disso, a imagem do clube seria atingida mais uma vez, afinal é o mandante e responsável pelo evento.


A intenção da diretoria é fazer o jogo da semana que vem em outro lugar e os demais em Paulínia, caso seja possível fazer todas as obras necessárias para deixá-lo em ordem outra vez. Considero uma decisão arriscada e fico impressionado que mesmo depois dessa evidente demonstração de fragilidade do estádio, o Guarani ainda insista em jogar lá.


O Luiz Perissinotto é muito pequeno. Sua capacidade é três vezes menor do que o mínimo exigido pelo regulamento do campeonato e, em caso de uma boa campanha do Bugre, é certo que outros jogos não poderão ser realizados lá. Se é assim, por que não procurar agora uma casa definitiva, com mais segurança, qualidade de gramado e que possa ser utilizada em todos os jogos?


A Federação Paulista também é omissa nesse caso. Quando interdita estádios maiores e melhores por falta de laudo, age com certo rigor. Mas é uma postura aceitável, desde que, claro, a preocupação seja mesmo com a segurança do público.


Mas a impressão que fica é que a FPF só exige os laudos para lavar as mãos e dizer que fez sua parte, caso aconteça algum problema. É inadmissível que ela permita que um clube do porte do Guarani dispute jogos da A2 em Paulínia.


Em primeiro lugar, porque isso fere seu próprio regulamento, que exige estádios com 15 mil lugares para o campeonato. E também porque, como ficou claro com a chuva de quarta-feira, não são algumas pequenas reformas que vão transformar o Luiz Perissinotto em um estádio para futebol profissional. No momento, está mais para um campo de futebol amador. Se o Guarani insistir com a ideia e a FPF fechar os olhos, não poderão reclamar de nada depois. Mas daí será tarde demais para refletir.

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23/01/2014 15:51:16.000
Uma péssima impressão

Os três pontos colocados em jogo na noite desta quarta-feira no Santa Cruz foram para o time que, do primeiro ao último minuto, demonstrou interesse pela vitória. O Botafogo foi mais ousado na escalação, na iniciativa de atacar no início e na busca pelo gol nos minutos finais. A derrota por apenas 1 a 0 foi um prêmio para a Ponte Preta, que deixou uma péssima impressão em sua primeira apresentação na temporada.


Vamos levar em consideração que o elenco sofreu algumas baixas, que o tempo de preparação é curtíssimo e que, fisicamente, a Ponte e todos os clubes que disputaram as Séries A e B do Brasileiro estão em desvantagem em relação às equipes que, como o Botafogo, tiveram mais tempo de treinamento.


A questão física não pode ser ignorada na avaliação da partida, mas também não deve servir de escudo para uma atuação muito pobre.


A Ponte não perdeu porque cansou no 2º tempo, por exemplo. O time parecia cansado já no começo. Afinal, mesmo recheada de jogadores com características de marcação (três zagueiros, dois volantes no meio e mais dois volantes improvisados nas alas), deu espaço para o Botafogo tocar a bola e criar oportunidades.


Individualmente, o time todo foi mal. Roberto se destacou porque evitou uma goleada, mas falhou no lance do gol (embora a indecisão de Gabriel no rebote tenha sido ainda mais comprometedora). Na frente, Alemão não viu a cor da bola. Tchô caiu sozinho em vários lances e saiu no intervalo, Eliseu e Alef erraram muitos passes, Adrianinho foi facilmente anulado, Bob teve dificuldades para atuar na lateral e Ferrugem foi um dos mais esforçados, embora também não tenha produzido quase nada.


O time vai melhorar fisicamente, receberá reforços e dificilmente voltará a jogar tão mal. Mas o técnico Sidney bem que pode colaborar para melhorar a equipe o quanto antes.


Pior do que o resultado, do que a falta de criatividade, do que os passes errados e do que as falhas na defesa, só mesmo a postura do técnico pontepretano antes e durante o jogo.


Enquanto o Botafogo começou o jogo com três atacantes, a Ponte entrou em campo no 3-6-1. O time da casa começou melhor, abriu o placar e foi para o vestiário mandando no jogo.


Sidney até mexeu no intervalo, mas optou por colocar um atacante no lugar de Tchô, que realmente estava muito mal. Mas a Ponte precisava mudar o cenário do jogo e deveria tentar isso com um homem de frente no lugar de um volante e não no de um meia.


O jogo não mudou e Sidney só voltou a mexer aos 28’. A Ponte continuou sem conseguir atacar e o time da casa criou várias chances de ampliar o placar.


Foi uma estreia muito ruim, que pode ser justificada de várias formas. Mas não deve ser ignorada.

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22/01/2014 19:11:54.000
E o improvável aconteceu duas vezes

Easton Gamoke, um garoto norte-americano de 13 anos, fez uma incrível cesta de três pontos no último instante de um jogo de um torneio escolar. 

Com o placar empatado e o cronômetro prestes a zerar, ele arremessou de sua quadra (quase ao lado de sua própria tabela) e garantiu a vitória. Uma cesta improvável, ainda mais para um garoto. 

Easton virou heroi na escola, o vídeo com o lance passou de um milhão de views no YouTube e o garoto virou personagem de uma matéria de TV.

O repórter então pediu para ele fazer o arremesso novamente e... e a cesta improvável aconteceu de novo.  
 

 

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22/01/2014 18:58:24.000
Se o melhor é assim...

Na sexta-feira passada, a Federação Paulista de Futebol anunciou, 48 horas antes do jogo, que Ponte Preta x Ituano seria realizado com portões fechados. No sábado, anunciou que a partida foi adiada para 12 de fevereiro. Na segunda-feira, também com apenas 48 horas de antecedência, a FPF anunciou que o jogo Botafogo x Ponte Preta seria realizado em Araras. Na terça, o jogo voltou para Ribeirão Preto.

A falta de respeito ao torcedor é notória, mas essa bagunça denigre o próprio Campeonato Paulista. E, de um modo geral, denigre a imagem dos estaduais. Afinal, como todos dizem, o Paulistão é o “melhor estadual do Brasil”.
 

E se o melhor tem um regulamento esdrúxulo e é tão bagunçado assim, o que podemos esperar dos outros campeonatos? Infelizmente, não podemos esperar quase nada. Regulamentos ridículos existem aos montes por aí. Gramados ruins, idem. Jogos desinteressantes são muitos, inclusive com os times grandes, que nas primeiras rodadas costumam escalar reservas e garotos enquanto as estrelas fazem uma preparação mais adequada.
 

A tendência é que esse desinteresse aumente depois do sucesso do Atlético Paranaense na temporada anterior. O Furacão não se poupou apenas nas primeiras rodadas. Preferiu ignorar totalmente o Campeonato Paranaense (disputado com o time sub-23) e fez uma pré-temporada maior.
 

Lá na frente, colheu os frutos: foi vice-campeão da Copa do Brasil e ficou em terceiro lugar no Brasileiro, garantindo vaga na pré-Libertadores. Superou, nas duas competições, adversários que contaram com um orçamento muito maior.
 

A ideia tende a ser copiada. Flamengo e Botafogo anunciaram a intenção de escalar garotos e reservas nas primeiras rodadas do Carioca de 2014. Pode ser o primeiro passo para abandoná-lo de vez.
 

Não é lógico que jogadores mais famosos, que recebem os maiores salários, não sejam utilizados em várias partidas ou, em alguns casos, em um campeonato inteiro.


É notório que o calendário precisa mudar. É melhor que os estaduais sejam menores e, ao mesmo tempo, mais interessantes. É melhor ter um número menor de datas com jogos realmente importantes do que permitir que esse relaxo (que vai das federações aos clubes) acabe de vez com os estaduais.


Um novo calendário deve olhar também para os clubes pequenos do Interior. Achar que um estadual mal feito é a salvação deles é um erro que pode ter graves consequências daqui a alguns anos.

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16/01/2014 17:46:22.000
Um jogo, muitas histórias

O jogo de sábado passado contra o São Raimundo não valia nada para o Guarani, que, depois de perder seus dois primeiros jogos na Copa São Paulo, já não tinha nenhuma chance de classificação à segunda fase.

Para um jogo que não valia nada para uma das equipes (os garotos de Roraima ainda estavam na briga pela classificação), a partida rendeu muitas histórias.


A principal todos conhecem e saiu até no Jornal Nacional. Depois de um desentendimento entre os atletas, o garoto Douglas, do São Raimundo, agrediu de forma covarde o volante Mineiro.
 

Sem esperar, o bugrino levou um soco que o mandou a nocaute. Mineiro teve que ir para o hospital, mas, no dia seguinte, teve alta e foi para casa, em Espírito Santo do Pinhal. Ele passa bem, felizmente.
 

Agora, vamos às histórias que não tiveram tanta repercussão assim. A primeira não é bem uma história e sim uma falha grave que mostra o quanto o Guarani está longe de ser o que deveria ser.
 

A delegação do Guarani foi a Tatuí sem nenhum médico. Mineiro foi atendido rapidamente por um médico de outro clube, mas seria importante ter um profissional do clube ao seu lado em um caso grave como esse.
 

O Bugre não sofre tantas decepções em campo por acaso. Sem estrutura, a bola não entra mesmo.
 

Mas vamos a outras histórias, todas agora relacionadas ao São Raimundo. Douglas não teria jogado se a partida tivesse sido realizada no domingo.
 

O titular da posição é o lateral-esquerdo Ítalo, de 17 anos. Ele só não foi escalado porque é adventista e sua religião orienta que a pessoa não trabalhe entre o pôr do sol de sexta-feira até o pôr do sol de sábado. Foi apenas por isso que o agressor de Mineiro participou do jogo.
 

Douglas não é o único briguento do time. Na final do 1º turno do estadual sub-20, após a vitória nos pênaltis sobre o GAS, os jogadores dos dois times trocaram socos e pontapés. Seis jogadores do São Raimundo foram punidos com suspensão de três a seis jogos.
 

O soco em Mineiro, porém, vai custar bem mais caro a Douglas do que a pesada suspensão que ele merece. O garoto estava sendo observado pelo Fenerbahçe, mas segundo Beto Vieira, técnico do São Raimundo, o clube turco interrompeu as negociações assim que soube da lamentável postura do garoto na Copinha.


Por outro lado, outros três jogadores da equipe (um de 15 anos e outros dois de 17) foram negociados com o Cruzeiro e devem se apresentar na Toca da Raposa em março.

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15/01/2014 16:01:39.000
O melhor exemplo do mundo

A eleição de Cristiano Ronaldo como melhor jogador do mundo de 2013 deveria servir de exemplo para todos os atletas superados por ele no ano passado e, principalmente, pelos milhares de garotos que sonham com a possibilidade de fazer parte do futebol profissional.

Cristiano recebeu sua primeira Bola de Ouro por ter sido o melhor do mundo em 2008. Com atuações extraordinárias pelo Manchester United, foi campeão da Premier League, da Liga dos Campeões e do Mundial de Clubes. Já era, portanto, uma estrela de primeira grandeza do futebol mundial. A tendência era que aquele prêmio de 2008 fosse apenas o primeiro de muitos.
 

Mas então surgiu um argentino em seu caminho. Um argentino extraordinário, tão talentoso como competitivo. CR7 mudou de clube e continuou jogando muito bem, conquistando títulos e aumentando sua fortuna. Mas, durante quatro longos anos, o português viu o rival argentino receber a Bola de Ouro.
 

E é nesse ponto que o português dá um belo exemplo ao futebol. Ele já conseguiu quase tudo o que se possa imaginar: fama, títulos, prêmios, reconhecimento, salários. É o maior artilheiro da seleção de seu país, vestiu as camisas de dois dos maiores times da história e, ainda assim, durante todo esse tempo, ele se manteve no auge da forma. Nunca se acomodou.
 

Ao receber sua Bola de Ouro, Cristiano estava emocionado. Mal conseguiu falar. Ao contrário de suas jogadas, sempre imprevisíveis, ele fez um discurso óbvio. E chorou. Chorou porque sabe o quanto precisou se dedicar para voltar a ser o melhor.
 

Ninguém faz um gol por jogo se não estiver muito bem preparado. Para superar Messi e outros craques geniais, CR7 teve que treinar muito, durante todo o tempo. Sim, os craques também precisam treinar. Essa é a lição.
 

Quantos jogadores rendem menos do que podem, em alguns casos muito menos, simplesmente porque não se empenham nos treinamentos e por que extrapolam nas baladas? Quantos não entram em campo acima do peso?
 

É uma problema que afeta desde jogadores consagrados (Ronaldinho, Ronaldo, Adriano e mais uma lista interminável...) até aqueles que demonstram potencial no início de carreira e logo perdem a noção do que realmente são.
 

Vejam o caso de Romarinho. Em seus primeiros jogos pelo Corinthians, fez golaços no Palmeiras, um gol histórico no Boca e, de repente, se transformou em ídolo da Fiel. Meses depois, seu rendimento despencou. Em uma entrevista sobre a sua má fase em 2013, deu uma declaração que seria engraçada se não fosse triste: “Todo mundo saía, não era só eu”.
 

Atletas podem sair, desde que o façam com a moderação que a profissão exige. E desde que treinem com a dedicação que a profissão exige.
 

Romarinho e tantos outros se acomodam porque ganham muito dinheiro rapidamente. Relaxam, deixam a profissão em segundo plano. Nesse aspecto, é preciso valorizar o prêmio de Cristiano Ronaldo. Nunca se acomodou, nunca ganhou peso, nunca teve “má fase”. Está sempre em forma, marcando gols, ganhando jogos e encantando torcedores do mundo todo. Cristiano Ronaldo, merecidamente, é o melhor jogador do mundo. E também é o melhor exemplo.

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15/01/2014 16:00:35.000
Vale ou não vale?

O Brasileirão pode sofrer uma série de problemas em virtude de seu regulamento impreciso, repleto de brechas. Essa bagunça toda deveria, ao menos, servir de alerta para a CBF e federações estaduais. Os demais regulamentos ruins que infestam o futebol nacional precisam ser revistos e aprimorados para impedir novas confusões.


A Federação Paulista, por exemplo, demonstra uma incrível falta de critério no que se refere à capacidade dos estádios. Nesta terça-feira, o Guarani anunciou que a entidade aprovou a utilização do campo de Paulínia pelo clube na Série A2. O anúncio oficial deve ser feito nos próximos dias, mas o Bugre já dá como certa a utilização do Luís Perissinotto.
 

Vamos, então, ao regulamento. O artigo 33 do Regulamento Geral das Competições da FPF é bem claro quanto à capacidade mínima dos estádios para jogos de cada divisão: a) Série A1: 15.000 lugares; b) Série A2: 15.000 lugares; c) Série A3: 10.000 lugares; d) Segunda Divisão: 5.000 lugares.
 

Logo, o Guarani só pode receber autorização para jogar em um estádio com capacidade mínima de 15 mil lugares. Mas a FPF está prestes a aprovar que jogue em um campo que mal comportaria, pelo regulamento, um jogo da quarta divisão (que a FPF, por sinal, prefere chamar de "segunda divisão”).
 

Não estou dizendo que a Federação não deva liberar o campo de Paulínia, apesar de, pessoalmente, achar que o Guarani deveria ter escolhido um estádio maior e com gramado melhor, em Jaguariúna ou Mogi Mirim, por exemplo. Quem diz que a FPF não pode autorizar a realização de jogos da Série A2 no Luís Perissinotto é o seu próprio regulamento.
 

No ano passado, o Capivariano chegou à Série A2 e teve que construir uma arquibancada móvel às pressas para dobrar a capacidade de seu estádio, chegando a 15 mil lugares. Enquanto se discutia se a ampliação seria realizada ou não, clubes como Comercial e Barretos estavam de olho na vaga que o time conquistou em campo.
 

Notem como uma briga judicial semelhante à do Brasileirão pode ocorrer na A2 em virtude de um regulamento estúpido.
 

Qual o sentido de se exigir 20 estádios com pelo menos 15 mil lugares se a média do líder de público do campeonato certamente não chegará a 5 mil pagantes por jogo?
 

E se a regra tola não vale para todos , por que ela está lá no regulamento, dando brecha para que resultados obtidos dentro do campo sejam alterados em um tribunal? Afinal, o Juventus cansou de jogar na A1 e na A2 na acanhada e simpática Javari. Desse jeito, a FPF passa a impressão de que seu regulamento só vale quando isso for de seu interesse.

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07/01/2014 20:52:46.000
Todo ano é tudo sempre igual

Todo ano é tudo sempre igual. A imprensa apresenta as estreias de Ponte Preta e Guarani na Copa São Paulo citando o bicampeonato de 81/82 da Macaquinha e o título de 94 do Bugrinho. Jogadores, técnicos e dirigentes dos dois times dão entrevistas entusiasmadas, falando em chances de título e revelação de jogadores para o elenco profissional. Mas quando a bola rola, é aquela decepção.


Em 2014, o filme começou do mesmo jeito, com Primavera 1 x 0 Ponte Preta e Paraná 2 x 1 Guarani. Não que sejam derrotas absurdas, vergonhosas. Isoladamente, não são. O problema é que são derrotas rotineiras, previsíveis até. Todo ano é tudo sempre igual.


Guarani e Ponte Preta há tempos se mostram incapazes de realizar boas campanhas na Copinha. Sempre tem um problema, sempre "é o começo de um trabalho", sempre dizem que vai melhorar. Mas na verdade nada é feito para que realmente melhore. Nada é feito para mudar esse quadro perdedor. E os dois clubes precisam de uma base forte para serem competitivos nos principais campeonatos do País.


Na Ponte, já se fez de tudo. Uma categoria foi extinta por ser considerada desnecessária (o que considero um absurdo), mas depois foi reativada com uma parceria que seria repleta de benefícios para o clube. Pouco tempo depois, tudo foi desfeito e ainda reclamaram do parceiro, que meses antes era maravilhoso.


Os atletas treinam longe do Majestoso e têm pouca afinidade com o clube e a torcida. Sonham em jogar em um time grande, o que é natural, mas querem fazer isso antes mesmo de chegar ao profissional do clube em que estão sendo formados. Jogar na Ponte não é um sonho para a maioria deles. Deveria ser. Precisa ser.


No Guarani, a situação é parecida. Os garotos de futuro promissor rapidamente são negociados. Os casos recentes são inúmeros, mas Boschilia e Cittadini são dois exemplos que saltam aos olhos. O primeiro foi vice-artilheiro do Mundial Sub-17 e o outro já marcou gol pelo profissional do Santos. No Brinco, claro, não chegaram nem perto do time principal. Uma exceção foi Bruno Mendes, que precisou de poucas partidas para ajudar o time a ser vice-campeão paulista. E logo depois, como os outros, foi embora, em mais uma transação tumultuada. Como tantas outras.


E os que ficam, todos os anos, fazem mais do mesmo. Perdem na Copinha, perdem no Paulista, perdem o que quer que disputem. Jogar no Guarani não é um sonho para a maioria deles. Deveria ser. Precisa ser.

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17/12/2013 21:50:14.000
Vitória com golaço

Campinas marcou um gol de placa aos 44 minutos do segundo tempo em sua disputa para receber uma seleção da Copa do Mundo de 2014. O catálogo final aprovado pela Fifa e apresentado às 32 seleções oferecia 83 opções de centros de treinamentos, dois deles localizados na cidade. Mas a disputa começou com nada menos do que 403 inscrições. Desde o início, portanto, a concorrência foi bastante acirrada. O prazo para escolha da base de treinamentos termina hoje e várias cidades ainda aguardam o sim de alguma seleção. Campinas inclusive, já que a Prefeitura ainda vive a expectativa de um receber também Nigéria ou Rússia.


Independentemente do que vier a acontecer hoje, no último minuto da disputa, Campinas já ganhou o jogo. Não apenas trouxe uma seleção da Copa, como conseguiu a de Portugal. Não é uma das favoritas ao título e talvez tenha até dificuldade para avançar às oitavas, já que caiu em um grupo com a favoritíssima Alemanha e a perigosa seleção dos Estados Unidos. Mas Portugal é, indiscutivelmente, uma das seleções mais cobiçadas pelas cidades aprovadas pela Fifa. Afinal, conta com Cristiano Ronaldo, um astro que estará em evidência no noticiário de vários países do mundo, antes e durante o Mundial.


Os benefícios para o turismo em Campinas são incalculáveis. A cidade deve receber mais de 200 jornalistas estrangeiros e terá enorme exposição durante um longo período. O número de turistas durante o período de preparação de Portugal também será muito grande e não devemos esperar apenas fãs portugueses e espanhóis. Cristiano Ronaldo é uma estrela de primeira grandeza do futebol e talvez venha à cidade na condição de melhor jogador do mundo. Será o grande astro de uma seleção que tem outros atletas do Real Madrid, Manchester United, Porto, Mônaco, Valência, Internazionale, Sporting...

Tudo isso vai dar a Campinas e à Ponte Preta uma oportunidade única de se mostrar ao mundo.  Isso será ótimo para o comércio, para a rede hoteleira e, claro, para os campineiros que gostam de esporte. Portugal vai treinar no CT do Eulina, mas fará também treinos abertos ao público no Moisés Lucarelli. A Copa está começando e Campinas vai participar dela, recebendo ao menos uma seleção.


A segunda pode ser definida hoje. A Nigéria estava bastante interessada, mas nos últimos dias o técnico italiano Fábio Capello disse que gostaria que a Rússia ficasse em Campinas, em virtude de Viracopos. O aeroporto, o clima, os hotéis e a localização foram trunfos que a cidade soube explorar muito bem. A vitória está garantida e agora só resta aguardar para saber se será por um ou dois gols.

 

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14/12/2013 16:45:47.000
'Ele é um bom técnico'

Logo depois de ver na TV a conversa de Jorginho com os jogadores da Ponte Preta, ainda no gramado de La Fortaleza, meu filho de 8 anos disse, sem que ninguém lhe tivesse perguntado nada: “Ele é um bom técnico”.


Achei engraçado, mas não levei a conversa adiante. Nesta sexta-feira, após a confirmação da saída do treinador, perguntei ao garoto por que ele chegou a essa conclusão ao ver aquela conversa. Ele pensou um pouco e respondeu: “Ah, ele deu uma força pros nego”.


A conversa de Jorginho com os jogadores logo após a perda do título da Sul-Americana realmente foi uma imagem marcante da curta passagem do treinador pelo Moises Lucarelli.


Em que pese a cautelosa e equivocada escalação na grande final contra o Lanús, o treinador teve méritos em sua passagem pelo clube.


E talvez sua maior virtude tenha sido a capacidade de melhorar o ambiente no clube. Ele chegou logo após a turbulenta demissão de Carpegiani e assumiu uma Ponte com péssimo desempenho no Brasileiro e um ambiente muito ruim no vestiário.


A melhora da performance na Série A foi muito pequena e isso vai para a conta do treinador e da diretoria também, claro, responsável pela formação do elenco.


A situação no final de agosto era muito ruim, mas Jorginho, em pouco tempo, conseguiu melhorar muita coisa no Majestoso. O ambiente, por exemplo, melhorou muito, provavelmente pela capacidade que ele teve de se fazer entender.


Da mesma forma que a fala final chamou a atenção de um garoto de 8 anos, impressionado com o comandante que deu uma força pros nego num momento tão amargo, Jorginho conseguiu unir o grupo.


No caso de indisciplina de Rildo, por exemplo, agiu com o rigor necessário para manter a ordem na casa, mas não o afastou definitivamente do grupo.


E se a Ponte não conseguiu reverter a situação difícil no Brasileiro (o que era possível, como mostrou o Criciúma de Argel), surpreendeu a muita gente e chegou à decisão da Copa Sul-Americana, deixando pelo caminho o forte Vélez e o São Paulo, campeão de 2012.


A campanha deu enorme visibilidade ao clube e também um bom dinheiro em prêmios. A torcida viveu momentos inesquecíveis e é realmente de se lamentar que o desempenho na final (tanto de Jorginho como de seus comandados) tenha sido tão abaixo das expectativas.


Ainda assim, como disse Jorginho aos atletas, muitos gostariam de estar ali. Jorginho se despede como um treinador que deu força ao seu elenco e que marcou sua passagem pelo Moisés Lucarelli.

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12/12/2013 02:06:18.000
A escolha errada

É fácil analisar um jogo de futebol depois do apito final. Difícil é tomar as decisões corretas antes do jogo e no calor da partida. Jorginho fez mistério sobre o substituto de Uendel, lateral que fez muita falta à Ponte Preta na final desta quarta-feira. Uma opção seria deslocar Sacoman para a lateral e colocar Ferron na zaga. Outra, a escolhida por ele, seria colocar o volante Fernando Bob na lateral e usar outro volante no time, no caso Magal. E uma terceira opção, que na minha avaliação seria a melhor, era usar o atacante Chiquinho no lugar de Uendel.


Com Chiquinho na lateral, a Ponte continuaria tendo uma forte opção de apoio pelo setor esquerdo, como se o titular estivesse em campo. Com Bob improvisado e Magal no meio, deu tudo errado. O Lanús não conseguiu dar uma blitz no começo do jogo, mas a partir dos 20’ tomou conta do campo da Ponte. E aos 24’, em uma bola perdida por Magal no meio, saiu o contra-ataque fulminante que resultou no primeiro gol do Lanús.
 

Talvez já fosse a hora de Jorginho mexer imediatamente. Mas ele tomou a decisão de esperar até o intervalo. E o gol de Blanco aos 48’ deixou a Ponte em uma situação ainda mais complicada.


Depois de ficar o primeiro tempo inteiro sem chutar a gol, a Ponte se arriscou mais na etapa final. Mas aí o time bem armado por Schelotto não deu espaços. Marcou bem, só atacou na boa e deixou o tempo passar.


Os erros da Ponte no 1º tempo foram determinantes para o resultado. Com Magal, a Ponte não foi forte na defesa. E ele errou passes, perdeu a posse de bola no lance do gol e, claro, foi substituído no intervalo.


Impossível saber se a história teria sido diferente se Chiquinho fosse o escolhido e a Ponte tivesse uma postura mais agressiva. Acho que teria sido a melhor escolha, a que daria à Ponte maiores chances de título. Mas isso é só uma opinião, fácil de dar após o apito final. Certo é, e isso ficou claro, que Magal foi uma escolha ruim de Jorginho, num jogo no qual a Ponte teria que ser perfeita para erguer a taça.


A derrota frustra o torcedor que aguarda com ansiedade por um título, mas não tira o valor da campanha. A derrota em si, com uma postura conservadora, deve servir de lição para decisões futuras. Campeões, com raras exceções, são os que mais ousam, os que jogam melhor.


O vice-campeonato da Sul-Americana deve servir de motivação para o clube. É preciso voltar à Série A imediatamente e seguir lutando por novas campanhas como essa. Os desafios da próxima temporada serão temas das próximas colunas sobre a Macaca.

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10/12/2013 19:44:34.000
O futebol só alimenta o monstro

Enquanto o Ministério do Esporte “lamentar”, o Ministério Público “sugerir”, a CBF “aguardar a investigação pelos órgãos envolvidos” e a presidente Dilma mandar recados pelo Twitter, o problema da violência nos estádios não será resolvido. Pelo contrário, vai se agravar. E o triste ano de 2013 é um sinal mais do que evidente disso.


O futebol brasileiro só terá chance de se livrar desses criminosos no dia que essa turma que lamenta e sugere se reunir para atacar, com tolerância zero, os bandidos que, com apoio dos clubes, fazem do futebol um braço do crime.


Nem é preciso criar novas leis. Basta fazer com que se cumpra a legislação vigente. Um torcedor do Vasco que foi preso em Joinville vai responder por tentativa de homicídio, crime contra o patrimônio e por ferir o artigo 41-B do Estatuto do Torcedor (incitar a violência em praça esportiva).


Parece suficiente, não? Só parece. Esse mesmo torcedor foi acusado de ter participado da morte de flameguista em 2007, em uma briga generalizada na Praça XV, no Centro do Rio. Mas foi solto três meses depois porque na análise das imagens não foi provada a participação dele no homicídio.


E agora, que a polícia e a justiça contam com imagens claras da participação do “torcedor” na tentativa de homícidio? Vai mudar alguma coisa? Duvido.
As coisas nunca mudam por que não há punição. Após tumultos em Curitiba, no Rio, em São Paulo e BH, alguns clubes foram “punidos” com a perda de mando. E daí os bandidos vão brigar em Brasília, Itu, Uberlândia, Joinville... Um dos torcedores da briga entre corintianos e vascaínos em Brasília também estava “em ação no domingo”. Assim como os corintianos envolvidos no assassinato de um menino de 14 anos na Bolívia também se envolveram em confusões assim que voltaram ao Brasil.


E vai ser sempre assim, é evidente. Os clubes financiam as torcidas. Dão ingressos, bancam viagens, dão “emprego”, permitem a venda de produtos da torcida em lojas do clube, etc.


E é esse dinheiro fácil que atrai criminosos de todo tipo. As cenas selvagens de domingo jamais seriam protagonizadas por torcedores comuns. Os bons gritavam “vergonha” enquanto os marginais proporcionavam as tristes cenas de violência que correram o mundo.


As autoridades precisam proteger o torcedor de verdade, aquele que incentiva o time e leva a família ao estádio. Por enquanto, nada foi feito nessa direção. O mundo do futebol apenas alimenta a violência, financiando as torcidas. O futebol precisa combater o monstro e não alimentá-lo.

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08/12/2013 09:42:24.000
Palpites da Copa

Como esperado e comentado na coluna de quinta-feira, o ranking da Fifa causou estragos no sorteio dos grupos da Copa do Mundo. Para o técnico da Itália, Cesare Prandelli, o ranking é “um pouco ridículo”. Para o também italiano Fabio Capello, treinador da Rússia, é ‘absurdo que a tetracampeã Itália não seja cabeça de chave”.

Concordo com ambos e não sou o único, mas o sorteio está feito. Tomara que a partir de 2018, a Fifa faça sorteios mais coerentes. Mas, para 2014, os grupos estão definidos e vamos aos meus palpites para cada chave.


Grupo A: O Brasil é o grande favorito e acredito que Croácia e México vão brigar pela segunda vaga. Camarões não é carta fora do baralho, mas duvido que tenha forças para brigar pelo 2º lugar. Eto’o já não é mais o mesmo e o time não tem novos talentos.


Grupo B: Uma chave bem interessante. O Chile tem um time bem armado e pode dar trabalho às favoritas Espanha e Holanda. A Austrália vai passear em Cuiabá, Porto Alegre e Curitiba e então voltará para casa.


Grupo C: Parabéns, Fifa. Duas seleções que seriam coadjuvantes em outras chaves vão avançar às oitavas. Vejo a Colômbia com ligeiro favoritismo, mas Costa do Marfim e Japão podem até brigar pelo 1º lugar. A Grécia, que sofreu apenas 4 gols nas eliminatórias, pode complicar para qualquer um com sua retranca.


Grupo D: Parabéns outra vez, Fifa. Assim como a Costa Rica, um campeão mundial vai disputar dez dias de Copa e então já voltará para casa. Acredito que a Itália avança às oitavas. Entre Inglaterra e Uruguai, pode dar qualquer coisa. São seleções com a mesma capacidade de brilhar e decepcionar.


Grupo E: A França se classificou na repescagem, mas se deu bem no sorteio. Favorita na chave. Suíça e Equador brigam pela 2ª vaga e Honduras é café com leite.


Grupo F: Assim como o Brasil, Argentina é favorita ao 1º lugar. Acho que a estreante Bósnia de Dzeko vai superar a Nigéria, outra seleção africana envelhecida e enfraquecida. Irã vem ganhar experiência.


Grupo G: Amplo favoritismo para Alemanha (candidata ao título) e Portugal de Cristiano Ronaldo. Estados Unidos e Gana não são mais “bobos do futebol”, mas terão poucas chances de surpreender os favoritos.


Grupo H: Por fim, outra chave mais fraca em virtude dos critérios da Fifa. Vou de Bélgica e Rússia, seleções mais fortes e experientes. Coreia do Sul sempre joga com muito entusiasmo e não pode ser desprezada. Já a Argélia dificilmente escapará do 4º lugar.

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08/12/2013 09:40:25.000
De roupa nova, Ponte precisa voltar logo

A Ponte Preta encerra hoje sua participação no Campeonato Brasileiro. Depois de um primeiro turno sofrível, no qual somou apenas 15 pontos, melhorou muito pouco no returno (somou mais 21, sem contar o jogo de hoje) e o preço pela baixa performance será o retorno à Série B.


É evidente que, até quarta-feira, ninguém no Majestoso vai pensar em 2014. Afinal, o calendário da Macaca na próxima temporada pode sofrer uma transformação radical caso o time volte de Buenos Aires com a taça de campeão da Copa Sul-Americana.
Além da indescritível alegria para a torcida, a conquista dará ao clube o direito de participar da pré-Libertadores de 2014. Passando por essa fase, marcada logo para o início da temporada, a Ponte teria um calendário atípico, com Libertadores (a maior competição de sua história) e a Série B (para a qual não pretendia voltar depois de apenas dois anos de elite).


O planejamento para um ano assim será completamente diferente e por isso nos próximos dias não há muito o que se fazer em relação a 2014. Fora de campo, porém, o clube segue avançando em áreas importantes.


O material esportivo, por exemplo, será fornecido pela Adidas. O contrato com a nova parceira já está assinado e a apresentação marcada para janeiro. É o tipo de acordo que só traz benefícios ao clube: a associação a um gigante da área deixa o torcedor satisfeito, aumenta a venda de camisas e valoriza também a imagem do clube e todos seus patrocinadores. Será uma grande novidade para abrir com impacto a nova temporada.


A queda para a Série B é um grande problema nessa fase de crescimento constante da Ponte, que pode ser alavancada com seu primeiro título daqui a três dias. Com ou sem título, porém, será muito importante ter competência para conquistar o acesso já em 2014. Não seria fácil em situação normal e será ainda mais difícil se dois campeões brasileiros forem rebaixados hoje. Mas é fundamental voltar o quanto antes.


O Brasileirão é a competição mais longa da temporada e a que dá mais visibilidade ao clube e atletas. Para combinar com as outras coisas que tem conquistado (seguidas boas campanhas no Paulista, final de Sul-Americana e agora uniforme de primeira linha), a Macaca precisa voltar rapidamente e se manter pelo maior tempo possível na divisão de elite, da qual se despede hoje. Que o retorno seja breve.

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06/12/2013 13:35:19.000
As distorções do sorteio da Copa

É com enorme expectativa que milhões de torcedores do mundo todo vão acompanhar nesta sexta-feira o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2014. Para os brasileiros, o evento desperta um interesse ainda maior, já que muitos adquiriram ingressos para jogos sem saber quais seleções estarão em campo. Nesta sexta, esse mistério vai acabar para todos os 48 confrontos da primeira fase. E quem comprou ingressos para oitavas e quartas de final também já terá uma ideia de quais equipes serão as favoritas para alcançar essas fases.


O critério para definição dos cabeças de chave foi polêmico. Compreendo que a Fifa
precisa encontrar alguma utilidade para seu ranking esquisito, mas essa decisão pode causar alguns danos à Copa do Mundo.


Afinal, existe a possibilidade de uma chave ter três campeões mundiais e outra contar com quatro seleções sem campanhas expressivas em Mundiais.


Nada contra as seleções de Suíça, Colômbia e Bélgica. Não podem ser criticadas ou menosprezadas porque não têm culpa de estarem bem posicionadas no ranking, muito pelo contrário. A questão a ser discutida é se essas seleções fazem por merecer os lugares que ocupam na lista.


A Colômbia é a terceira melhor seleção do mundo? Com base em que resultados?
E o Uruguai, que não ficou nem entre os quatro primeiros nas Eliminatórias da América do Sul (sem a participação do Brasil), faz o que no quarto lugar do ranking?


A Suíça, sétima colocada na lista, fez bela campanha nas Eliminatórias da Europa. Ficou em 1º no Grupo E, com sete vitórias e três empates. À primeira vista, uma campanha expressiva. Mas se levarmos em consideração que jogou contra Islândia, Eslovênia, Noruega, Albânia e Chipre, aí já não ficaremos tão impressionados.


Enquanto isso, outras seleções de mais tradição e força estão lá desesperadas no pote 4 do sorteio...


Acho que seria lógico colocar os oito campeões mundiais como cabeças de chave, mas não considero a ideia do ranking ruim, desde que, claro, suas regras sejam mais compreensíveis e justas.


O país-sede de uma Copa, por exemplo, sempre vai perder posições porque não disputa os jogos das Eliminatórias. É uma distorção que precisa ser corrigida para que o ranking passe a ser mais respeitado e compreendido pelo torcedor.


Para o sorteio desta sexta, porém, não há nada a fazer, a não ser esperar que o critério escolhido pela Fifa não recheie as oitavas de final de seleções fracas.

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06/12/2013 13:34:25.000
Um jogo muito igual

O equilíbrio foi a marca da primeira partida da final da Copa Sul-Americana. As duas defesas se comportaram muito bem e, basicamente, tanto Ponte Preta como Lanús criaram chances com o mesmo tipo de jogadas: chutes de média e longa distância e lances de bola parada. Com dois belos gols de falta de Goltz e Fellipe Bastos, os dois times vão para a decisão de Buenos Aires em condições de igualdade.

O grande desafio da Ponte Preta será se comportar em La Fortaleza do mesmo jeito que o Lanús se comportou no Pacaembu.

Será preciso marcar muito bem e conter os donos da casa, sem perder a capacidade de ameaçar a meta do bom goleiro Marchesín nos contra-ataques ou, claro, nas cobranças de falta.

As duas equipes estavam nervosas no início e erraram muitos passes. Aos poucos, os argentinos começaram a apertar a marcação na saída de bola. Estavam começando a dominar a partida quando, aos 22’, Fellipe Bastos roubou uma bola no meio de campo, foi até a entrada da área, cortou um zagueiro e bateu forte, exigindo a primeira boa intervenção de Marchesín.

Esse lance incendiou a torcida e os jogadores da Ponte. O Lanús voltou a se encolher e a Macaca conseguiu mais algumas finalizações de fora da área. Seguro, o goleiro do Lanús impediu que a Ponte saísse em vantagem.

A jogada mais bem trabalhada da partida aconteceu no final do primeiro tempo. O Lanús chegou ao fundo pelo setor esquerdo e o cruzamento encontrou Santiago Silva completamente livre no segundo pau. Para sorte da Ponte, o uruguaio tentou finalizar com um toque de classe, que não combina muito bem com um atacante que tem o apelido de ‘El Tanque’. A bola saiu raspando a trave de Roberto, completamente batido no lance.

Se Santiago, livre e na cara do gol, errou o alvo, Goltz e Fellipe Bastos balançaram as redes com lindas cobranças de falta, de longa distância.

O zagueiro do Lanús abriu o placar com chute cheio de efeito que enganou Roberto. Sem ver de onde partiu a bola, ele deu um passo para a esquerda. Quando tentou voltar, a bola já estava em seu canto direito. A Ponte viveu minutos difíceis e teve que se expor, mas Fellipe Bastos respondeu na mesma moeda. Seu chute preciso e indefensável fez explodir o Pacaembu em um lance no qual o goleiro argentino nem se mexeu. Pouco depois, quase repetiu a dose, mas a trave salvou o Lanús, da mesmo forma que a falta de concentração de Santiago Silva salvou a Macaca no 1º tempo. Foi tudo muito igual no Pacaembu.

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