tamanho da letra: A-| A+

18/12/2014 14:55:14.000
Feliz Ano Novo
Coordenadora geral do Projeto Correio Escola Multimídia, mestre em Psicologia Escola pela PUC-Campinas.
enviada por: Cecília Pavani
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

15/12/2014 11:40:44.000
Ditadura Militar no Currículo Escolar
foto: google image

    A inclusão do tema ditadura militar no Brasil e a violação dos direitos humanos poderá estar presente em 2015 no currículo de História dos alunos do Ensino Fundamental, Médio e Educação de jovens e adultos. Ele foi entregue pelo Deputado Renato Simões (PT-SP) no último dia 20 de agosto e tramita na Comissão de Educação (CE) da Câmara dos Deputados.


  Os vinte anos de Ditadura Militar fazem parte de um período obscuro e cruel da nossa história. Muitos jovens desconhecem o que aconteceu no país nessa época e segundo o Deputado “é preciso olhar o passado para entender o presente e projetar o futuro.”


  A proposta faz parte de uma série de medidas adotadas após a instauração da Comissão Nacional da Verdade. “Há muitos projetos de revisão e memória na Câmara devido ao que foi apurado na Comissão da Verdade e também por causa dos 50 anos do Golpe Militar de 1964. E esse é um deles”, aponta Simões.


  A Presidente Dilma diz que o país tem direito à verdade ao discursar durante a cerimônia de entrega do relatório dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, que aponta a responsabilidade de mais de 300 militares por crimes cometidos no período da ditadura.


  Por outro lado, esse Projeto não deveria ser uma prioridade única para o Governo quando há questões tão ou mais importantes em relação à educação de nossos jovens neste país como, por exemplo, o estado precário da maioria das escolas públicas, muitas vezes sem estrutura, professores e bibliotecas onde a memória deveria realmente estar preservada.


  Vivemos hoje no país uma crise moral, com um governo desacreditado em conseguir organizar uma política educacional isenta de ideologias partidárias. Como cidadãos, devemos acompanhar o esclarecimento dos fatos, cuja apuração se encontra em andamento e em plena cobertura pela mídia a fim de que novas comissões de verdade no futuro não sejam mais necessárias.


  O jornal Correio Popular no seu editorial de sábado, 13 de dezembro “As várias faces de uma única verdade “ comenta sobre o encerramento da Comissão Nacional da Verdade, oficialmente entregue à presidente Dilma Rousseff nesta semana. O editorial diz também em seu texto que os crimes de tortura e assassinatos foram grande parte elucidados ou admitidos, mas a história não fecha o ciclo de responsabilidades pelas atrocidades do período. O importante é olhar para frente, encarar o ônus da história e tentar reescrever um futuro de menos conflitos e mais trabalho.


  Para preservar as memórias da resistência e da repressão no Brasil foi inaugurado em 2009 o Museu da Resistência de São Paulo. Instalado no edifício que sediou o Departamento Estadual de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo (Deops/SP), entre os anos de 1940 a 1983. O espaço abriga exposições e ações educativas para promover a reflexão a respeito da cidadania, da democracia e do respeito aos direitos humanos.


  O Memorial tem um papel educativo e cultural por meio da problematização e atualização das informações sobre a repressão no Brasil.
Endereço: Largo General Osório, 66 - São Paulo Telefone: 55 11 3335-4990.
Terça-feira a domingo, das 10h às 18h.
Entrada Gratuita.
Site: http://www.memorialdaresistenciasp.org.br/

Professora de Língua Portuguesa integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por: Ângela Junquer
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

10/12/2014 08:39:55.000
Caso Escola Base: 20 anos de uma história que não deve ser esquecida

Em 2014, a imprensa, quase que sem dar nenhum destaque, está lembrando os 20 anos do Caso Escola Base. Em 1994, uma série de denúncias de abuso sexual contra crianças numa escola da capital paulista conseguiu confundir a polícia e, principalmente, a imprensa, que começou a dar notícias sem a devida apuração e a certeza dos fatos.

É mais um daqueles exemplos em que, antes da condenação oficial, da Justiça, a imprensa já dava seu veredicto, condenando pessoas injustamente e precipitadamente. Esse caso deve ser sempre lembrado. Não só a cada cinco ou dez anos, quando o calendário nos convida a fazer memória, mas sempre que o assunto foi ética, papel da imprensa e cobertura jornalística.

Estudar esse caso é tarefa essencial para qualquer pessoa que queira atuar com ou na imprensa, seja como jornalista ou como educador. Isso porque a análise desse caso mostra o passo a passo de uma cobertura e de como os erros podem aparecer se forem seguidas as pistas apenas da emoção sem a devida checagem.

Erros na imprensa são muito sérios. São difíceis, quase impossíveis, de consertar. Foi o que ocorreu com a Escola Base. Embora a Justiça tenha absolvido os diretores da escola por absoluta falta de provas, o fato foi noticiado de forma tímida nos jornais e, mesmo se tivesse ganhado destaque, não conseguiria  dirimir o estrago feito na opinião pública. A escola nunca mais conseguiu se reerquer. Os donos e diretores nunca mais conquistaram trabalho na área. Ficam marcados para sempre. 

Um erro na imprensa pode, não só prejudicar o bem público, que é a informação, a que todos temos direito, como também arruinar vidas e mudar completamente trajetórias. Esse é o maior ensinamento do Caso Escola Base. 

Jornalista, especialista em Jornalismo Literário, mestre em Divulgação Científica e Cultural pela Unicamp. Coordenador de Jornalismo do Correio Escola Multimídia.
enviada por: Fabiano Ormaneze
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

02/12/2014 17:01:18.000
RECONHECIMENTO DO PROFESSOR
foto: Grupo RAC

 Criado pelo projeto Correio Escola Multimídia do grupo RAC, o prêmio Experiência 10 é uma forma de divulgar e reconhecer o esforço de professores de escolas públicas e privadas na busca pela melhora de seu desempenho e aprofundamento de determinados conhecimentos junto aos alunos de forma criativa e funcional.

 

A cada ano vemos patamares de excelência atingidos com modelos de aulas específicas para conteúdos programáticos pela riqueza no olhar e muita ação envolvendo interesse e vontade para a pesquisa e seu desempenho nas aulas programadas com precisão.

 

Tais fatos explicam o sucesso da proposta de premiar tais professores, numa sociedade em que valores como dedicação, esforço para fazer a diferença na vida do aluno não são devidamente reconhecidos.

 

A cada cerimônia de premiação do Experiência 10 sentimos como é bom estar na presença de verdadeiros representantes da categoria que sustentam o compromisso com a educação para um país mais justo e melhor.

 

Numa sociedade onde a tecnologia cada vez mais evoluída busca levar entretenimento e justificativas para a melhoria da educação, temos certeza que celular, laptop, computador, vídeo, compartilhamentos via Internet e outras formas de interação podem ou poderão oferecer o acolhimento, o afeto e compreensão necessários à formação do aluno como professor.

Desejamos nesta reta final de ano que cada um de vocês, professores, saiba o quão importante e insubstituível é e sempre será no processo de transformação da sociedade.

Coordenadora geral do Projeto Correio Escola Multimídia, mestre em Psicologia Escola pela PUC-Campinas.
enviada por: Cecília Pavani
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

17/11/2014 16:30:40.000
O Triste fim do Cine Topázio...
foto: google image

   Como frequentadora assídua do Cine Topázio foi com muita tristeza que vi a notícia de seu iminente fechamento nas páginas do jornal Correio Popular.

 

    Frequento esse cinema desde que ele ainda fazia parte do extinto Shopping Jaraguá na Av. Brasil. Os filmes de arte, diferenciados, fora da programação comercial dos cinemas sempre me atraíram, filmes que hoje só podemos encontrar nesse cinema em Campinas.

 


  Depois que o Cinema foi para o Shopping Prado continuei a frequentá-lo uma vez por semana junto com minha mãe, uma senhora de 82 anos, que todas as quintas-feiras espera para assistir aos novos filmes que entram em cartaz.

 


  Um cinema com salas pequenas e acessibilidade, contando sempre com o carinho de sua equipe ao nos receber semanalmente: seu Luizinho, o gerente do cinema, sempre pronto a fazer comentários e emitir opiniões dos filmes em cartaz. A Conceição, uma das funcionárias responsáveis por nos receber nas salas, atenciosa com todos, uma amiga dos frequentadores e sempre pronta a nos dar uma opinião sobre os filmes e nos indicar livros disponíveis na Biblioteca do cinema!

 


   Sim, os frequentadores do cine Topázio ainda podem contar com a possibilidade de levar um livro para casa depois da sessão com a condição de devolvê-lo, sem preenchimento de fichas ou registros. A Biblioteca montada no hall do cinema foi feita com doações e dispõe de muitos títulos e obras de nossa literatura, é outro ponto forte desse centro de cultura!

 


  Thacia Guilherme, amiga de minha filha, resume o sentimento dos frequentadores habituais: “Me entristece muito pensar no que eu, e tantos outros frequentadores assíduos desse espaço, perderíamos com o seu fechamento. O Topázio hoje é a nossa fuga do cinema comercial, do padronizado, do previsível. É cinema de qualidade e biblioteca comunal com o bônus de um atendimento diferenciado e próximo, de funcionários que notoriamente amam o que fazem”.

 


   Como Tácia, inúmeras pessoas têm manifestado imensa tristeza com tal fechamento. E o que nos deixa mais indignados é o motivo: a ampliação do shopping e a instalação de novos espaços de consumo. Mais uma vez Campinas está prestes a perder um lugar especial de cultura e entretenimento. Espero que a Secretaria de Cultura contribua para a manutenção e preservação desse precioso e único espaço desta natureza na cidade de Campinas.

Professora de Língua Portuguesa integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por Ângela Junquer
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

10/11/2014 16:05:26.000
25 anos de liberdade

 

Esta semana o mundo voltou-se para o Muro de Berlim, ou melhor, para o lugar onde a intolerância prevaleceu por 28 anos.

 


A definição de tamanha intolerância foi conceituada pela “barreira física construída pela República Democrática Alemã durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental”.


Construído na madrugada de 13 de agosto de 1961 e contando com 66,5km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme, 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda e patrulhados diuturnamente por militares da Alemanha Oriental Comunista que tinham ordens de atirar para matar. Esta era a radiografia da intolerância.


Nove de novembro de 2014, a história ganhou um novo sentido. A comemoração de 25 anos de demolição do Muro que era para separar, agoracom oito mil balões colocados em seu trajeto, trouxe a lembrança do reencontro de famílias, que por dezenas de anos ficaram sem se falar, se ver e se sentir...


Mas, o fato dessa construção ter sido demolida, seus inúmeros fragmentos espalhados pelos diferentes países não significa que a vida dos alemães orientais se tornou tão feliz e completa quanto o significado da demolição e dos balões.


Antes, as diferenças socioeconômicas entre as duas alemanhas eram gritantes e hoje, apesar de estarem abrandadas, ainda requer muito investimento por parte do governo alemão.


Segundo o relatório apresentado pelo ministro alemão do Interior, Hans-Peter Friedrich, as taxas de natalidade despencaram e do lado oriental predomina a sociedade envelhecida em relação ao restante do país.Este mesmo relatório informa que o êxodo populacional estancou e os índices econômicos crescem no Leste reunificado. Mas é grande a concentração nesta região detrabalhadores nas zonas rurais e os habitantes cada vez mais tende a minguar.


Mesmo assim, percebe-se pelas informações passadas que há grande preocupação das autoridades em informar a população da real situação. Enfatizam que ao mesmo tempo em que a meta de estabelecer condições de vida mais justas dentro da Alemanha implica, mais do que uma equiparação do bem estar material, na decisão defomentar de forma direcionada, o potencial de desenvolvimento de cada região.


Isto não significa conformismo com os resultados apresentados, mas respeito com o povo alemão quetraz para a comunidade europeia e internacional um país forte e solidário com todos os seus cidadãos.


Neste cenário de mobilização, o significado dos balões brancos instalados na linha de construção do Muro de Berlim não serve somente para lembrar o sofrimento de uma nação. Proporciona aos seus habitantes mudar o rumo da história. Todos têma certeza de que estão num caminho onde o passado será sempre lembrado, nunca esquecido, mas com um presente representado pelas conquistas sociais e um futuro que possa minimizar as diferenças econômicas e sociais que ainda persistem.

 

Mestranda da FE da Unicamp, Coordenadora Pedagógica do Colégio Múltiplo e integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por Elizena Cortez
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

27/10/2014 12:15:42.000
“O Físico”- uma adaptação cinematográfica
foto: cinema10.com.br

 O livro “O Físico” de Noah Gordon foi um dos melhores romances que já li e a sua transposição para o cinema foi brilhante! Fiquei maravilhada em vê-lo na tela do cinema. Ler o livro e depois ter o privilégio de assisti-lo realizou meu sonho de leitora de Noah Gordon, uma leitura que faz bem para alma e para o espírito!

 


  O enredo basicamente fala do desenvolvimento da medicina e os obstáculos que essa Ciência teve que enfrentar ao longo dos séculos. A história se passa na Inglaterra do século XI durante o período medieval.

 


  Rob Cole, protagonista dessa história vai ser aprendiz de um barbeiro-cirurgião que andava pelas vilas da Inglaterra numa carroça, curando e divertindo as pessoas.
Rob fica sabendo de uma famosa escola de medicina na Pérsia onde um famoso físico leciona. Sendo cristão encontra muitos obstáculos, uma vez que cristãos não tinham acesso às universidades muçulmanas durante as Cruzadas. A solução era Rob assumir a identidade de um judeu e a partir daí a narrativa se enriquece com as aventuras enfrentadas pelo personagem para conhecer os mistérios dessa ciência no Oriente.

 

  O conflito entre ciência e fé, característico da Idade Média é abordado por Noah Gordon com muita propriedade e clareza em cenas belíssimas do filme.
Apesar do processo de adaptação da linguagem literária para a cinematográfica ser muito complexa e ir além de uma simples encenação ou representação em imagens, o filme consegue ser fiel à obra literária adaptada ainda que não seja possível que a identidade entre os dois permaneça.

 


  A melhor sugestão mesmo é ler o livro antes de assistir ao filme, e imaginar como a reflexão silenciosa sobre os personagens nos contextos da leitura serão resolvidos na tela. Daí sim poderemos julgar se o diretor foi fiel ao espírito do livro ou se ele apenas se aproveitou do texto literário para criar a sua própria história e pode ter certeza caro leitor, que esse não foi o caso de Philip Stölzl, diretor do filme “O Físico”.

 


“Só a leitura produz escritores e só a leitura produz bons cineastas. O cinema e a TV criam imagens, a leitura cria imaginação” Jorge Furtado.

 

Referências:

Autor do livro: Noah Gordon-Tradutor: Aulyde Soares Rodrigues-Editora: Rocco-596 páginas.
O romance adaptado para o cinema traz Ben Kingsley vivendo o físico Ibh Sina. O papel de Rob Cole, o protagonista da história, cabe ao ator Tom Payne; enquanto o misto de barbeiro cirurgião e saltimbanco Barber é vivido por Stellan Skarsgard. Direção: Philip Stölzl-Duração: 119 min. Gênero: aventura, drama, histórico. Nacionalidade: EUA e Alemanha.

Professora de Língua Portuguesa integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por Ângela Junquer
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

20/10/2014 14:50:06.000
Livro impresso e livro eletrônico: modalidades complementares

 Com o advento da Internet diversos estudiosos se dedicam à discussão do livro impresso, uns defendendo o seu fim e outros defendendo a sua coexistência com os textos eletrônicos. Esta última parece ser a situação mais provável. As sociedades fazem uso de diferentes tecnologias de comunicação simultaneamente. Algumas das vantagens do livro impresso são: facilidade de uso e de transporte, contato físico com o objeto livro. Já as do texto eletrônico são: natureza e alcance de sua difusão, a grande distribuição independente de livrarias e meios de transporte, o baixo custo de produção, a liberdade de publicar textos de qualquer tipo ou tamanho.


Eco, em palestra realizada em 2003 na Biblioteca de Alexandria, no Egito, discorre sobre o livro e o advento da Internet. Nesta discussão, apresenta a expressão ‘‘Ceci tuera cela’‘ – isto vai matar aquilo –, dita por Claude Frollo, personagem do romance “O corcunda de Notre Dame”, de Victor Hugo, ao se defrontar com um livro, na época, uma nova tecnologia. Frollo compara o livro com a sua catedral, até então, fonte de informações necessárias à vida cotidiana e salvação eterna do homem comum. Muitos estudiosos defenderam a tese do fim do livro com a chegada da Internet. O pensamento do personagem de Victor Hugo, através da expressão “isto vai matar aquilo”, seria adequado.


Umberto Eco afirma que nunca na história da humanidade a introdução de uma nova tecnologia eliminou as anteriores, exemplificando, dentre outros casos, as bicicletas e os carros, a pintura e a fotografia. Muitas vezes, a nova tecnologia contribuiu para a melhoria da existente anteriormente. Com base nestas premissas, nega o “fim do livro”.


Como informado pelo entrevistado Jason Merkoski, a sugestão e a venda de livros virtuais deixam de lado os clássicos da literatura acadêmica e de lazer, enfatizando somente “apenas coisas atuais”. Esta abertura é facilmente preenchida pelo material produzido pela tecnologia da imprensa.


Poucas são as editoras ou livrarias essencialmente eletrônicas. A maioria delas trabalha com versões impressas e eletrônicas da mesma obra, confirmando mais uma vez a coexistência de revistas e livros impressos e eletrônicos.


Outro ponto a se considerar são as características ou as facilidades do público leitor em relação à preferência pela leitura no papel ou na tela e ao acesso a equipamentos eletrônicos para a leitura de textos.


De acordo com a terceira edição da pesquisa realizada em 2011, Retratos da Leitura no Brasil, o público brasileiro em sua grande maioria (82%) nunca leu um livro digital, 17% já leu no computador e 1%, no celular. A maioria dos leitores de livros digitais encontra-se na região Sudeste, sendo alunos do ensino médio e do superior. Enquanto que para 52% dos entrevistados os livros impressos nunca vão acabar, convivendo com os digitais; para 7% deles, os livros impressos, dentro de algum tempo, deixarão de ser publicados. Pelo constatado, pode-se afirmar que a situação no Brasil demonstra que livros impressos e eletrônicos devem coexistir.


REFERÊNCIAS
ECO, U. Muito além da Internet. Mais, São Paulo, p.4-11, 14 dez. 2003.
FAILLA, Z. (Org.) Retratos da leitura no Brasil 3. São Paulo : Imprensa Oficial do Estado de São Paulo : Instituto Pró- Livro, 2012. 344p. Disponível em: < http://www.prolivro.org.br/ipl/publier4.0/texto.asp?id=4056> Acesso em: 23/09/2014.
“LOJAS de livros não conseguirão sobreviver”: entrevista de Jason Merkoski a Ligia Aguilhar. O Estado de São Paulo, São Paulo, 18 ago. 2014. Economia, p. B11.

Bacharel e mestre em biblioteconomia, doutora em educação. Aluna do curso de extensão \"Mídia Educação e Comunicação\", do Correio Escola Multimídia e Extecamp/Unicamp.
enviada por Mariângela Pisoni Zanaga
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

13/10/2014 14:41:43.000
Dificuldades para exercer a democracia

Dia de votação. Primeiro turno. É com muita tristeza que venho dar um depoimento sobre o local de votação. Todos os anos, ao longo de mais de quatro décadas, tenho cumprido fielmente o votar de formas consciente e responsável. No entanto, o passar dos anos tem me desafiado a fazê-lo devido a limitações que a mim, infelizmente, a saúde impôs e as pernas não têm mais aquela vitalidade anterior.

 

Meu local de votação, a escola Adalberto Nascimento, colocou logo na entrada um aviso de mudança de local de votação para três seções apenas devido ao grande número de idosos. Essas seções foram transferidas para o térreo para uma escola ao lado. 

 

Pergunto ao Tribunal Eleitoral o porquê de não haver um levantamento de cada seção de eleitores da terceira idade no espaço de quatro anos, para passá-los para o andar térreo das escolas. Será que apenas essas três seções têm tal número de idosos ou da terceira idade? Subi os dois lances de escada da escola não sem antes presenciar pessoas com mais idade brigando e até chorando por ter que subir não duas mas três ou quatro lances ate o local de votação...

 

Ainda que possamos justificar no cartório a não presença no local por diversos motivos de doença ou outros e até pedir isenção de voto após os 60 anos, há aqueles que, como eu, desejam continuar apostando na democracia brasileira mais honesta e que leve novamente o país ao crescimento que merece com direitos a todos no mínimo, de mais saúde e educação.



Não foram poucos os que me atormentaram com o “ pede isenção, vai ao cartório, justiça e pronto” ou “É rapidinho e pra que você quer votar?”. Não, eu me nego. Tenho mais de 60 anos, autonomia e liberdade para continuar a votar e a participar do destino da nação! A mudança para o andar térreo beneficiaria não só a nós com 60 ou mais anos, mas também àqueles que se acidentaram nas pernas ou outros males que possam nos acometer a um mês, uma semana ou um dia antes da eleição...



Fica aqui o registro de tristeza e protesto pelo descaso para com a terceira idade que quer continuar participante e ativa em um país cada vez mais envelhecido e esquecido desta parcela da população desacreditada de seus direitos.

Coordenadora geral do Projeto Correio Escola Multimídia, mestre em Psicologia Escola pela PUC-Campinas.
enviada por Cecília Pavani
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

06/10/2014 08:43:45.000
Um presente que vale a pena!
foto: thisisfamily.org

    No próximo dia 12 comemora-se o “Dia das Crianças”, momento muito esperado para todas as crianças. É a segunda data mais importante para o comércio, perdendo somente para o Natal. Os pais correm atrás dos últimos lançamentos de brinquedos e jogos eletrônicos. E também tanto as crianças como os pré-adolescentes ficam ansiosos, na expectativa de receber seus presentes.

 


  Muitos pais querem presentear seus filhos e ficam “perdidos” diante de tantos apelos de propaganda veiculados pela mídia impressa e eletrônica.
Eles por sua vez querem se divertir com o melhor da tecnologia e esperam pelos últimos lançamentos de smarthphones, iphones, tablets e games.
Por outro lado será que não há outra opção para se presentear além dos suportes tecnológicos e que possa ajudar um pouco na formação desses novos leitores? Que tal investir na leitura desses jovens oferecendo-lhes o antigo suporte de comunicação: o livro impresso?

 


  O estudioso da leitura Richard Bamberger reforça a ideia de que é importante habituar a criança às palavras. "Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo o seu desenvolvimento como ser humano."
Bamberger afirma também que, comparada ao cinema, ao rádio e à televisão, a leitura tem vantagens únicas. Lê onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-Ia reler ou parar para refletir, a seu bel-prazer. Lê o que, quando, onde e como bem entender.
Essa flexibilidade que o livro proporciona garante o interesse continuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.

 


  Segundo Bamberger, formar uma pequena biblioteca para a criança, com livros presenteados ou comprados com seu próprio dinheiro, é um dos melhores meios de promover o desenvolvimento da leitura. ”Quem ama os livros deseja possui-los; quem os possui acaba por amá-los”.

 


  Hoje podemos encontrar boas dicas de livros desde clássicos a títulos recentes em qualquer livraria e para qualquer faixa etária. Livros com temas atraentes e linguagem adequada para cada idade são garantia de diversão.  Segue abaixo algumas sugestões para quem quiser presentear com livros nesse Dia das Crianças:


A invenção de Hugo Cabret ” Autor: Brian Selznick, “O herói perdido” Autor: Rick Riordan, “Onde vivem os monstros” Autor: Maurice Sendak, “A bolsa amarela” Autor: Lygia Bojunga, “O menino marrom “Autor: Ziraldo Alves Pinto, “Ndapandula Mama África “Autor: Dulce Braga, “Meu pé de laranja lima “Autor: José Mauro de Vasconcellos, “Marcelo, Marmelo, Martelo e Outras Histórias “Autor: Ruth Rocha, “O Menino do Dedo Verde “Autor: Maurice Duron, “As aventuras de Tintim: O Romance “Autor: Alex Irvine, ”Pollyanna ”Eleanor H. Porter, “O Diário da Princesa “Autor Meg Cabot, “Herança “Autor: Christopher Paolini, “Diário de um banana “Autor: Jeff Kinney e muitos outros...
Fontes:
Richard Bamberger ”Como incentivar o hábito da leitura”-Ed. Ática, S.P.
http://mdemulher.abril.com.br/familia/fotos/filhos/dicas-livros-infanto-juvenis-684789.shtml#3

 




Professora de Língua Portuguesa integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por Ângela Junquer
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

29/09/2014 12:22:07.000
Desafios do Magistério discute educação infantil

As Faculdades de Educação e Educação Física da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) promoverão nos dias 1 e 2 de outubro, o fórum "Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental: Aproximações e Interlocuções entre Múltiplos Olhares”. O evento pretende destacar a primeira etapa da educação básica, a educação infantil, e a luta pela interrupção imediata da perda de direitos (recém-adquiridos) das crianças de 0-6 anos. Procurará apontar também para a necessária interlocução do Ensino Fundamental nos Anos Iniciais com a Educação Infantil, uma vez que a escola não pode ser apenas o local em que se reproduz a ordem social vigente. 

De acordo com as políticas educacionais contemporâneas, a infância tem recebido atenção dos diversos níveis governamentais e segmentos da sociedade. Importantes temas vêm sendo debatidos, como o trabalho, a prostituição e a violência infantil, entre outros, cujos temas motivam diversas áreas profissionais e de pesquisa para os estudos que visam minimizar esses efeitos numa ampla gama de países. Trata-se, portanto, de temas comuns em todos os continentes, assim no Brasil também se observam estes efeitos na infância.

Outro ponto de destaque são as mudanças educacionais pautadas na mercantilização que vem invadindo a educação pública, com as suas avaliações e as apostilas, construindo uma escola em que os saberes são pensados por empresários e vendidos como mercadoria. Não podemos deixar que privatizem os saberes.

Por isso, esse Fórum tem a pretensão de ir além da denúncia, produzindo reflexões para lutar contra toda forma de homogeneização do conhecimento. Como diz Loris Malaguzzi: a inteligência se adquire, usando-a. Concomitantemente as crianças brincam e conhecem o mundo. Disse o poeta Drumond: brincar é ser. Brincar não é somente uma estratégia na educação das crianças pequenas, ela é conteúdo, fonte de saberes para todas as idades. Uma coisa é observar a criança sozinha e propor uma educação para ela, uma educação individualista; outra coisa é observar as crianças entre elas e propor uma educação para a creche, pré-escola e anos iniciais do fundamental voltada para a produção das culturas. Vale lembrar o que o sueco Lars Gunnarsson nos disse: “os estudos mostram que as crianças aprendem mesmo quando os adultos não tem intenção de ensinar”.

Jornalista, especialista em Jornalismo Literário, mestre em Divulgação Científica e Cultural pela Unicamp. Coordenador de Jornalismo do Correio Escola Multimídia.
enviada por Fabiano Ormaneze
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

23/09/2014 14:32:02.000
Deficiências na educação brasileira: a falta de professores

O Brasil tem muitos problemas para enfrentar na área de educação, mas entre entre eles a falta de professores pode ampliar as deficiências em médio prazo. 

Os cursos de licenciatura, no Brasil, formam cada vez menos educadores, já que os jovens são atraídos por outras áreas, principalmente pelas promessas de salários melhores do que os pagos para quem atua diante de uma sala de aula.

Só para ter uma ideia, mesmo em algumas universidades públicas, sobram vagas para vestibulandos interessados em cursos na área de educação.

O piso salarial de um professor de educação básica (ensinos Fundamental e Médio) no Brasil é de R$ 1.697,37.

Em termos de comparação, esse valor representa cerca de um quarto da remuneração paga aos educadores em países europeus.

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgada no início deste ano, em parceria com os estados, indicou a carência de 32 mil professores com formação específica nas 12 disciplinas que compõem atualmente o Ensino Médio.

Entre as mais afetadas estão sociologia, física e química. Muitos docentes que atuam dando aula dessas matérias, na verdade, têm formação em outras áreas, como biologia ou matemática, no caso de física e química.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), cerca de 350 mil professores em exercício não possuem nível universitário. Outros 350 mil atuam em área diferente daquela para a qual se formaram.

A situação também se agrava com a falta de interesse dos jovens pelo magistério: 60% dos 2,5 milhões de professores brasileiros estão mais próximos de sua aposentadoria do que do início da carreira.

Jornalista, especialista em Jornalismo Literário, mestre em Divulgação Científica e Cultural pela Unicamp. Coordenador de Jornalismo do Correio Escola Multimídia.
enviada por Fabiano Ormaneze
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

16/09/2014 12:39:10.000
ANSIEDADE – AUGUSTO CURY
foto: www.livrariaadventista.com.br

 Este é um livro para se autoconhecer, refletir em seus ganhos e perdas para conquistar o essencial: Você mais feliz e vivendo melhor.

Composto por 15 capítulos, o autor, um psiquiatra renomado, conhecedor das inquietudes e do pensamento acelerado nesta sociedade de rapidez e grande número de informações mal geridas, nos explica o Eu refém de inúmeras armadilhas e que leva  ao descontentamento e perdas dos objetivos e sonhos que todos alimentamos na vida e que muitas vezes nos desfazemos.

 

Como alcançar autonomia no pensar, onde a racionalidade e irracionalidade se revezam, aprender a se colocar no lugar do outro antes de agir e a ver erros como oportunidades para corrigir caminhos, são conselhos sábios didaticamente apresentados, intercalados com exemplos do cotidiano.

 

Treinamentos inteligentes são oferecidos em forma de funções para um Eu gestor de pensamentos e trabalhar perdas, frustrações e superar “a necessidade neurótica de poder”.

 

Aborda também o sistema educacional vigente para uma sociedade digital que “entulha os alunos com milhões de dados sobre o mundo objetivo” com excesso de informações, atividades, de preocupações, cobranças, celulares, TV, videogames, smarthphone etc, sem aprenderem a selecionar o que é fundamental para suas vidas e sem se preocupar com o subjetivo deles.

 

“Proteger a emoção e filtrar estímulos interessantes” são outras das reflexões apresentadas para um viver mais consciente e dono de seus pensamentos, sem um sofrer antecipado num projeto de vida.

 

O autor finaliza o livro fazendo votos que o leitor tenha sucesso nesta fascinante jornada, valorizando o diálogo, o tempo com filhos, amigos e parceiro (a) de forma a termos tempo para nossa emoção, e gastar boa parte dele “com aquilo que o dinheiro não pode comprar.”

Coordenadora geral do Projeto Correio Escola Multimídia, mestre em Psicologia Escola pela PUC-Campinas.
enviada por Cecília Pavani
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

08/09/2014 09:08:53.000
Avaliações Externas não frustram somente os governos

 O desempenho escolar dos alunos brasileiros que passaram pela avaliação do Ideb provoca novamente a frustração, tanto para o Ministério da Educação quanto para as diferentes esferas dos governos no Brasil.


Segundo dados divulgados pelo MEC, a evolução dos anos iniciais do Ensino Fundamental não foram suficientes, depois de oito anos de avaliação, para demonstrar que os alunos dos anos finais 6º ao 9º e o Ensino Médio atingissem a meta esperada.


Os resultados apresentados demonstram que a média nacional em relação ao Ensino Médio manteve os mesmos 3,7 pontos de 2011. As metas para as redes estaduais também estão em consonância ao apresentado pela maioria das unidades escolares do Brasil. Os índices apresentados pela rede municipal de Campinas, 5,6 ultrapassam um ponto em relação à meta 5,5, mas esses dados ainda são muito tímidos em relação ao que era esperado.


Mas a grande questão não se resume na divulgação de dados e sim quando o olhar dos gestores educacionais se volta para a figura do professor e consequentemente do aluno que o Brasil precisa.


Os professores passam a ser o foco das atenções quando se faz relação entre os resultados dos exames externos e a formação dos professores. Vários técnicos do MEC afirmam que “é preciso discutir a formação dos professores para as etapas finais do ensino”. Afirmam que desde 1990 o foco dos gastos dos governos tem sido para a formação de alfabetizadores e que “O Brasil precisa definir qual é o jovem que nós precisamos para o Pais e com isso viabilizar uma matriz curricular eficiente”.


Se o foco tem sido melhorar a qualidade da educação básica, esse objetivo está longe de ser alcançado. A aplicação de testes predominantemente em áreas de leitura e matemática não provoca os deslocamentos esperados para as questões cruciais do contexto escolar. Aplicar exames não fortalecerá a relação entre o que se aprende e o que se ensina. E esse hiato passa a ser cada vez maior quando se leva em consideração fatores como a heterogeneidade do corpo docente, a situação socioeconômica familiar dos alunos, os currículos propostos e que não apresentam ressonância na sala de aula.


Portanto, a avaliação necessita que o educador e o educando promovam uma aliança para que os exames não conduzam ao antagonismo entre esses sujeitos. Se essa postura não se concretiza, os exames passam a ser vistos como uma possibilidade de ameaça e a aprendizagem fica comprometida.


Responsabilizar os professores e demais profissionais da escola pela qualidade do ensino ou a própria escola vem de encontro com as possíveis “explicações” dadas pelos gestores do sistema educacional em nosso país, que tentam enumerar os motivos para o fracasso e a evasão das crianças nas escolas. Pensar numa matriz curricular para nortear o perfil dos nossos alunos não será solução para os baixos índices. O que se coloca como premente é nortear os princípios e objetivos para uma educação de qualidade que promova efetivamente os atores do sistema educacional dando-lhes a chance de ensinar e aprender com qualidade, o que levará ao respeito pelo cidadão brasileiro.

Mestranda da FE da Unicamp, Coordenadora Pedagógica do Colégio Múltiplo e integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por Elizena Cortez
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

01/09/2014 14:02:31.000
Setembro e o meio ambiente
foto: culturajudaica.org.br

       Três datas de setembro referem-se ao meio ambiente: a chegada da primavera, dia 23; o dia da árvore no dia 21 e dia 16, uma data para se lembrar da preservação da camada de ozônio. São  datas que celebram o meio ambiente e nos fazem  repensar atitudes que podem garantir a qualidade de vida e do ar que respiramos.

 

    Setembro, estação em que o cenário das cidades muda e ganha nova vida e colorido. Aparecem flores de todas as cores pelas ruas, principalmente ipês amarelos e rosas.  É o mês da realização da Expoflora, maior exposição de flores e plantas da América Latina, realizada em Holambra, a 140 km de São Paulo, de 29 de agosto a 28 de setembro. Por outro lado, as graves crises hídricas que estamos vivendo, além da incerteza da chuva e escassez de água acabam nos tirando um pouco a alegria das grandes festas e comemorações  com a entrada da nova estação.

 

    O jornal Correio Popular vem noticiando uma série de reportagens intituladas “Vidas Secas”, como o título do romance homônimo de Graciliano Ramos, em que o autor narra as agruras da seca no nordeste. Já a reportagem fala da vida real, da grave estiagem que atinge toda Região Metropolitana de Campinas. Segundo a matéria jornalística do dia 21 de agosto, o Consórcio Piracicaba, Capivari e Jundiaí(PCJ) teme que a falta de chuva agrave a crise ainda mais a partir de outubro. Para que isso não ocorra buscam-se alternativas. Usar água de cavas de mineração, (escavação a céu aberto de onde eram extraídos minerais, formando grandes crateras), para abastecimento na região durante o período de estiagem  é uma delas. Campanhas para racionamento já começam a circular nos meios de comunicação, com o inevitável apelo para o controle do uso de água. Para o PCJ é necessário uma redução de consumo em 50%, tanto na região de Campinas quanto na Grande São Paulo. (Correio Popular, 22/9, Cidades).

 

       Essa grave situação ambiental que estamos vivendo nos faz pensar que  se o homem não preservar os recursos naturais, principalmente a água, e continuar poluindo o meio ambiente do modo como vem fazendo, ele  só trará prejuízos para sua própria vida, e comprometerá a qualidade de vida das gerações futuras. Mas ainda há tempo para mudar, será?

Professora de Língua Portuguesa e integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por Ângela Junquer
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

19/08/2014 13:40:54.000
Cibercultura e contribuições à comunicação

 Pierre Lévy, em seu texto “A diversidade das línguas e das culturas encontra-se ameaçada pelo ciberespaço?”, nos leva a pensar sobre a questão das mídias e de como elas podem influenciar sobremaneira as formas de pensar e de se comunicar.


O autor se remete ao medo de um domínio cultural dos americanos, cuja língua tem sobrepujado as demais no universo da internet. Apesar disso, ressalta também que as mídias, entre elas a própria internet, é retroalimentada pela demanda dos que as acessam, tornando-se, assim, um “círculo vicioso”.


Lévy registra ainda as novas potencialidades abertas por meio das mídias de massa, a saber: o fim dos monopólios de expressão pública: qualquer pessoa que tenha acesso à essas mídias pode ser autor ou coautor, propagando assim sua forma de pensar, o que fomenta a crescente variedade dos modos de expressão, nas quais novas formas de escrever e diversifica as formas de interação entre os indivíduos imersos nessa nova realidade. Porém, isso leva a uma crescente preocupação para a seleção dessas informações, pois a  disponibilidade progressiva de instrumentos de filtragem e de navegação no dilúvio informacional, nos faz ter contato com as mais diversas (e nem sempre confiáveis) fontes de informação. Faz-se necessário que o “navegador” estabeleça filtros que os ajude a manter o foco. Nesse universo infinito de buscas pelos mais diversificados interesses, o indivíduo se depara com outros que têm os mesmos interesses que os seus, o que permite o desenvolvimento das comunidades virtuais e dos contatos interpessoais a distância por afinidade, pois as pessoas (e as trocas entre as mesmas) que compõem esse ciberespaço constituem sua maior riqueza. Para além das barreiras físicas e geográficas, o ciberespaço proporciona uma ampla gama de possibilidades de comunicação e interação, o que dificulta o pensamento dogmático e a manipulação hegemônica da informação.


Para finalizar, o autor problematiza a questão da diversidade linguística, colocando à prova esse universo multifacetado que é a internet. Apesar de se constituir e se nutrir de diversas fontes de diferentes culturas, a língua majoritária entre os internautas é o inglês. Levy ressalta que “não há nenhum obstáculo à diversidade linguística na Internet, a não ser a falta de iniciativa ou ausência de atividade na rede dos locutores de uma ou outra língua minoritária” (LÉVY, 1999, p. 242). Trata-se, portanto, de valorizar e fazer valer a diversidade linguística, valorizando nossa língua mãe e, por meio dela, ampliar a variedade cultural no ciberespaço.

 

Coordenadora pedagógica na EMEB Profa. Ana Isabel da Costa Ferreira, Mogi Mirim - SP. Participante do curso de extensão \"Leitura, Comunicação e Mídia\", do Correio Escola Multimídia e Faculdade de Educação da Unicamp.
enviada por Patrícia Mariana
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

11/08/2014 13:06:53.000
LEITURA OBRIGATÓRIA DA BÍBLIA
foto: www.ensinoinfantilnumclique.wordpress


Recentemente os jornais veicularam a aprovação de um projeto de lei de um vereador evangélico, que obriga alunos de escolas municipais de Nova Odessa (interior de São Paulo) à leitura de ao menos um versículo da Bíblia na sala de aula diariamente.
A proposta causou mal-estar entre pais e leitores sob a violação dos direitos religiosos.

 

Particularmente, acho que tudo que é obrigado neste país é sempre visando retorno e em ano de eleição, chamar a atenção rende normalmente votos; mas neste caso, o feitiço virou contra o feiticeiro.

O Brasil é um país laico, embora o catolicismo ainda represente pequena maioria de fiéis entre outras religiões, há uma miscigenação religiosa inclusive entre católicos, os quais também frequentam centros espíritas, de umbanda entre outros.
A opção religiosa deve ser livre e não podemos julgar que, por pertencer a outra religião, a pessoa seja menor ou pior que os demais.

 

Impor determinada crença entre alunos é provocar intolerância para outras crenças, cercear a liberdade de se expressar, orar ou ler sob o domínio, no caso da Igreja Evangélica e promovendo o preconceito e intolerância religiosa.

 

Todos somos convidados a ser bons cidadãos, conscientes de sua participação honesta na sociedade, seja protestante, evangélico, católico, pentecostal, espírita ou umbandista – ser bom, saber perdoar o outro, não julgar sob a égide de ser melhor que os demais são valores universais e se crêem, num Ser Superior e aos seus princípios seguem, ninguém tem o direito de julgar.

 

O fato ocorrido no interior de São Paulo parece-nos indicar muito mais um jogo de poder político em ano eleitoral do que imposição religiosa.
 

 

Coordenadora geral do Projeto Correio Escola Multimídia, mestre em Psicologia Escola pela PUC-Campinas.
enviada por Cecília Pavani
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

29/07/2014 14:51:48.000
O idioma em uso na internet deve ser único?

Pierre Lévy em sua obra "Cibercultura" (São Paulo, Ed. 34, 1999)  discute a questão do uso de diversos idiomas na Internet, afirmando que, na prática, o inglês é o idioma padrão da rede.  Dando início ao seu pensamento, diferencia as mídias de massa do ciberespaço. As mídias de massa possuem um centro difusor de informações programadas com receptores anônimos e passivos. O ciberespaço oferece novas potencialidades e conta com espaços a serem ocupados por aqueles que produzem e demandam informações, deixando de lado a passividade.


O ciberespaço permite que qualquer indivíduo gere e divulgue conteúdos variados (textos, vídeos, música), que serão localizados e utilizados por outras pessoas por meio de recursos para selecionar os conteúdos com base em interesses individuais.  A diversidade cultural do ciberespaço depende do envolvimento ativo e da qualidade das contribuições de cada um.


Daí o índice maior ou menor de certos idiomas na Internet.  Ao contrário das mídias de massa caracterizadas por receptores passivos, a Internet requer atitude ativa de seus participantes. A presença maior ou menor de informações em determinado idioma depende da produção de seus representantes.  Forma-se um ciclo, pois quanto mais expressões em um idioma, mais ele se torna dominante na Internet e vice-versa.


Para Lévy (1999, p. 242), “não há nenhum obstáculo à diversidade linguística na Internet, a não ser a falta de iniciativa ou de ausência  de atividade na rede dos locutores de uma ou outra língua minoritária.”


A produção de conteúdos em língua portuguesa por órgãos oficiais ou pela comunidade deve ser enfatizada para que as múltiplas manifestações culturais do Brasil sejam representadas e estejam à disposição de todos. Por um lado, professores e alunos serão beneficiados através do acesso aos bens culturais de nosso país. Por outro, eles poderão se tornar produtores de conteúdos educacionais que se tornarão acessíveis, disseminando experiências desenvolvidas.  Desta forma, cada um de nós poderá contribuir para que a presença da língua portuguesa do Brasil na Internet seja reforçada.


Conteúdos representativos então produzidos poderão ter versões em outros idiomas, possibilitando que experiências aqui realizadas obtenham uma visibilidade maior. Como produtor de conteúdos para a Internet, o Brasil não deixará de “existir”, ao mesmo tempo em que dará a sua contribuição aos brasileiros não falantes de idiomas estrangeiros.


 

Bacharel e mestre em biblioteconomia, doutora em educação. Aluna do curso de extensão \"Mídia Educação e Comunicação\", do Correio Escola Multimídia e Extecamp/Unicamp.
enviada por Mariângela Pisoni Zanaga
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

25/06/2014 16:10:20.000
Leitura e cibercultura

Desde que a pessoa esteja atenta a um texto, seja ele verbal ou não verbal, ela está realizando uma leitura e isso independe de espaço: um transeunte torna-se um leitor quando interpreta uma propaganda; um motorista lê as placas de trânsito, ora por meio de palavras, ora através de imagens. São circunstâncias em que a rua se torna um espaço de leitura, mas ainda é o leitor quem vai selecionar o que lê. Ele não é um ser passivo mediante as ofertas de leitura. Quando a intenção de ler precede a leitura propriamente dita, pode-se optar por alguns suportes, dependendo da finalidade que se tem e do tempo disponibilizado. 


Com o suporte tecnológico como forma de realização de pesquisas, leituras ou relacionamentos sociais, também a diversidade das línguas e das culturas, assim como o espaço de leitura, é menos problemática do que já foi um dia. Afinal, quantas pesquisas já foram feitas em livros impressos em inglês, por exemplo? E era o leitor quem necessitava compreender o idioma que, por vezes, não era o seu. Atualmente o ciberespaço otimiza o tempo de leitura proporcionando a abertura de hipertextos que traduzam ou que ampliem as possibilidades de pesquisas. Os suportes de leitura, embora não pareçam mais, com o advento de tecnologias tão avançadas, continuam sendo somente meios de comunicação. Quem opta, seleciona, filtra, de fato o que quer comunicar e ler somos nós, os humanos.

 

Formada em Pedagogia com pós-graduação em Psicopedagogia. Leciona, atualmente, em sala de quinto ano na Rede Municipal de Campinas.
enviada por Maria Cristina Torres Damião
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

16/06/2014 15:43:43.000
O TEMPO É UM RIO QUE CORRE
foto: livrariasaraiva.pdf

 Em tempo de Copa, o tempo não existe: exaltação, aflição, ansiedade e a espera são contemplados pelos jogos de 32 países à busca da recompensa maior, a de ser o melhor no mundo do futebol.


Mas jogos à parte, ainda nas expressões cotidianas mais ouvidas nesta sociedade líquida de rápidas transformações onde a palavra “tempo” é escassa, estão presentes: “não tenho tempo pra nada”, “como o tempo está passando rápido”, “o tempo voa”, gerando literatura de leitura fácil, mais de muita reflexão sobre este fato: “o tempo é um rio que corre”, de Lya Luft (Editora Record 2014).


Lya se atém a olhar de forma atenta sobre as relações humanas, o valor do momento e da vida, o passar do tempo mesclado a angústias, lutos, saudades e o fluxo da vida de forma lírica: “...O tempo está sempre passando, é como a água de um rio, a cada instante tudo muda. Até a gente não é a mesma pessoa de um segundo atrás.”


Entremeando poesia e reflexões, a autora nos leva à recordações íntimas reavivando-as com beleza e levando-nos a refletir como pessoa nas penumbras do nosso eu e da sobrevivência em que “viver é possível e morrer há de ter algum sentido”.


Memórias, sensações, tristezas e ilusões se mesclam neste belo livro em que o tempo pode matar ou eternizar nossa vivência com seus toques, cheiros, vazios, contradições, plenitudes e segredos que são tão nossos.


O tempo é retratado em três capítulos como um rio de “águas mansas” na infância, “maré alta” na maturidade e suas emboscadas: “quando pensar que estava tudo cumprido, havia outra surpresa: mais uma curva do rio, mais riso, mais pranto”.


Como um rio o tempo não para com seu conjunto de sentimentos e frustrações que escoam rapidamente sem termos como contê-lo; conseguir viver os momentos de forma mais intensa e sem se cobrar projetando para si uma produtividade mais coerente com o nosso “modus vivendi” é a chave, pois, caso contrário, formaremos pedras e desvios psíquicos que gerarão intenso sofrimento.


Cultivar o “eu real”, aceitando-se com seus limites e singularidades e sem ter que corresponder às expectativas do outro, é a chave para o viver “a beleza única do momento que nunca mais será” (Rubem Alves)


Portanto, se você leitor ainda arrumar tempo para leitura, este é um dos livros que vale a pena para repensar em que águas sua vida está correndo, com suas inevitáveis correntezas e desvios.

 

Coordenadora geral do Projeto Correio Escola Multimídia, mestre em Psicologia Escola pela PUC-Campinas.
enviada por Cecília Pavani
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

09/06/2014 08:23:22.000
A Copa e as festas de junho
foto: google image

   Estamos às vésperas da Copa do Mundo e a decoração com as cores do Brasil toma conta das cidades brasileiras. Bandeiras, guirlandas, balões e fitas, tudo é válido para torcer pelo Brasil.


  Assistir aos jogos da Copa em clima de Festa Junina vai ser uma opção para muitas pessoas, celebrando os gols do Mundial com paçoca e quentão e unindo essas duas temáticas em uma única celebração.


 A revista Veja de junho diz que “Neste ano, as tradicionais quermesses vão dividir a atenção dos paulistanos com partidas de futebol. No dia 12 de junho, São Paulo será palco da abertura da Copa do Mundo, quando Brasil e Croácia se enfrentam no Itaquerão.”
(1. jun.2014 | Atualizada em 4. jun.2014 por Redação VEJASAOPAULO.COM).


  O Ministério do Turismo inseriu as festas juninas no calendário oficial de megaeventos da Copa do Mundo não só pela representação econômica e cultural que elas carregam para o País, mas também pela presença de milhares de turistas estrangeiros que estarão presentes nos jogos.


  Ainda que não seja possível perceber o mesmo clima festivo de outras Copas nas ruas do País, devido às inúmeras manifestações sobre os gastos públicos no evento da FIFA. A Presidente afirma que "os investimentos realizados pelo Estado ficam como um "legado" do Mundial, que serviu apenas para "acelerar" projetos que, de todas as maneiras, deveriam ser realizados. Entre eles, citou a modernização dos aeroportos e das redes de transporte urbano que, apesar de não ficarem prontos para a Copa em muitos casos, serão concluídos nos próximos meses.”


  Já a expectativa para a Copa do Mundo entre os estudantes brasileiros vai além das apresentações dos jogos da seleção nos gramados dos estádios, uma vez que os calendários escolares tiveram de ser adaptados e sofreram ajustes em algumas escolas, alterando as tão esperadas férias do meio do ano.


 A Lei Geral da Copa (12.663/2012) determina que os sistemas de ensino ajustem os calendários escolares de maneira  que as férias das redes pública e privada abranjam todo o período da Copa do Mundo, de 12 de junho a 13 de julho. No entanto, o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) deu autonomia às escolas para decidir o calendário desde que seja respeitado o mínimo de 200 dias letivos e de 800 horas no ano estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.


  A educação não se faz somente com o conteúdo curricular, mas também com a formação cultural do aluno e com a oportunidade de interação que ele terá com pessoas e culturas de outros países e de outras partes do Brasil. Esse é um dos pontos fortes a serem considerados frente a tantos fatos polêmicos despertados com a realização dessa competição esportiva no nosso país.

Professora de Língua Portuguesa integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por Ângela Junquer
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post

03/06/2014 15:49:36.000
Leituras

Os seres humanos desenvolveram um sistema complexo de linguagem, primeiramente por sons indistintos e gestos, posteriormente por pinturas e por símbolos específicos que significavam e transmitiam uma mensagem. Até chegar a complexidade de um sistema de escrita e de expressão oral.

Acredito que toda história da humanidade seria outra, se não fosse pela criação de um sistema de linguagem, que permitiu ao ser humano externar e nomear o que sente.
As palavras são fundamentais, pois elas dão maior visibilidade aos sentimentos.
Saber usar as palavras confere ao ser humano um empoderamento imenso. Por elas é possível enaltecer, engrandecer, encorajar, estimular uma pessoa ou multidões, o contrário se aplica.

Os discursos históricos, religiosos, políticos, acadêmicos, escolares e as letras de músicas envolvem emocionalmente aos seus ouvintes de maneira a garantir resultados extraordinários, e muitas vezes duradouros. São discursos que podem ser revisitados, adaptados e empregados em inúmeros momentos como exemplos de superação, por exemplo.

Os fragmentos que seguem abaixo demonstram, em parte, o poder das palavras e sua presença perene. 

"Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais." (Trecho do discurso de Martin Luther King)


"Estou pedindo que lutem. Que lutem contra o ódio deles. Não que o provoquem. Não desferiremos um golpe. Mas receberemos golpes. E, por meio da nossa dor......faremos com que eles percebam a injustiça. Isso será doloroso......como toda luta é dolorosa......mas não perderemos. Não podemos perder. Podem torturar o meu corpo......quebrar os meus ossos......e até me matar .Então......eles terão o meu cadáver......mas não minha obediência." (Trecho do discurso "Não Violência", de Ghandi)
 

Caminhando e cantando e seguindo a canção/ Somos todos iguais braços dados ou não/ Nas escolas, nas ruas, campos, construções/ Caminhando e cantando e seguindo a canção/ Vem, vamos embora, que esperar não é saber/ Quem sabe faz a hora, não espera acontecer (Trecho da música “Pra não dizer que não falei de flores”, Geraldo Vandré)

Participante do curso de extensão \"Leitura, Comunicação e Mídia\", do Correio Escola Multimídia e Faculdade de Educação da Unicamp.
enviada por Inajá Zaem
comentar | ler comentários(0) | envie esta mensagem | link do post