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23/09/2014 14:32:02.000
Deficiências na educação brasileira: a falta de professores

O Brasil tem muitos problemas para enfrentar na área de educação, mas entre entre eles a falta de professores pode ampliar as deficiências em médio prazo. 

Os cursos de licenciatura, no Brasil, formam cada vez menos educadores, já que os jovens são atraídos por outras áreas, principalmente pelas promessas de salários melhores do que os pagos para quem atua diante de uma sala de aula.

Só para ter uma ideia, mesmo em algumas universidades públicas, sobram vagas para vestibulandos interessados em cursos na área de educação.

O piso salarial de um professor de educação básica (ensinos Fundamental e Médio) no Brasil é de R$ 1.697,37.

Em termos de comparação, esse valor representa cerca de um quarto da remuneração paga aos educadores em países europeus.

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgada no início deste ano, em parceria com os estados, indicou a carência de 32 mil professores com formação específica nas 12 disciplinas que compõem atualmente o Ensino Médio.

Entre as mais afetadas estão sociologia, física e química. Muitos docentes que atuam dando aula dessas matérias, na verdade, têm formação em outras áreas, como biologia ou matemática, no caso de física e química.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), cerca de 350 mil professores em exercício não possuem nível universitário. Outros 350 mil atuam em área diferente daquela para a qual se formaram.

A situação também se agrava com a falta de interesse dos jovens pelo magistério: 60% dos 2,5 milhões de professores brasileiros estão mais próximos de sua aposentadoria do que do início da carreira.

Jornalista, especialista em Jornalismo Literário, mestre em Divulgação Científica e Cultural pela Unicamp. Coordenador de Jornalismo do Correio Escola Multimídia.
enviada por: Fabiano Ormaneze
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16/09/2014 12:39:10.000
ANSIEDADE – AUGUSTO CURY
foto: www.livrariaadventista.com.br

 Este é um livro para se autoconhecer, refletir em seus ganhos e perdas para conquistar o essencial: Você mais feliz e vivendo melhor.

Composto por 15 capítulos, o autor, um psiquiatra renomado, conhecedor das inquietudes e do pensamento acelerado nesta sociedade de rapidez e grande número de informações mal geridas, nos explica o Eu refém de inúmeras armadilhas e que leva  ao descontentamento e perdas dos objetivos e sonhos que todos alimentamos na vida e que muitas vezes nos desfazemos.

 

Como alcançar autonomia no pensar, onde a racionalidade e irracionalidade se revezam, aprender a se colocar no lugar do outro antes de agir e a ver erros como oportunidades para corrigir caminhos, são conselhos sábios didaticamente apresentados, intercalados com exemplos do cotidiano.

 

Treinamentos inteligentes são oferecidos em forma de funções para um Eu gestor de pensamentos e trabalhar perdas, frustrações e superar “a necessidade neurótica de poder”.

 

Aborda também o sistema educacional vigente para uma sociedade digital que “entulha os alunos com milhões de dados sobre o mundo objetivo” com excesso de informações, atividades, de preocupações, cobranças, celulares, TV, videogames, smarthphone etc, sem aprenderem a selecionar o que é fundamental para suas vidas e sem se preocupar com o subjetivo deles.

 

“Proteger a emoção e filtrar estímulos interessantes” são outras das reflexões apresentadas para um viver mais consciente e dono de seus pensamentos, sem um sofrer antecipado num projeto de vida.

 

O autor finaliza o livro fazendo votos que o leitor tenha sucesso nesta fascinante jornada, valorizando o diálogo, o tempo com filhos, amigos e parceiro (a) de forma a termos tempo para nossa emoção, e gastar boa parte dele “com aquilo que o dinheiro não pode comprar.”

Coordenadora geral do Projeto Correio Escola Multimídia, mestre em Psicologia Escola pela PUC-Campinas.
enviada por: Cecília Pavani
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08/09/2014 09:08:53.000
Avaliações Externas não frustram somente os governos

 O desempenho escolar dos alunos brasileiros que passaram pela avaliação do Ideb provoca novamente a frustração, tanto para o Ministério da Educação quanto para as diferentes esferas dos governos no Brasil.


Segundo dados divulgados pelo MEC, a evolução dos anos iniciais do Ensino Fundamental não foram suficientes, depois de oito anos de avaliação, para demonstrar que os alunos dos anos finais 6º ao 9º e o Ensino Médio atingissem a meta esperada.


Os resultados apresentados demonstram que a média nacional em relação ao Ensino Médio manteve os mesmos 3,7 pontos de 2011. As metas para as redes estaduais também estão em consonância ao apresentado pela maioria das unidades escolares do Brasil. Os índices apresentados pela rede municipal de Campinas, 5,6 ultrapassam um ponto em relação à meta 5,5, mas esses dados ainda são muito tímidos em relação ao que era esperado.


Mas a grande questão não se resume na divulgação de dados e sim quando o olhar dos gestores educacionais se volta para a figura do professor e consequentemente do aluno que o Brasil precisa.


Os professores passam a ser o foco das atenções quando se faz relação entre os resultados dos exames externos e a formação dos professores. Vários técnicos do MEC afirmam que “é preciso discutir a formação dos professores para as etapas finais do ensino”. Afirmam que desde 1990 o foco dos gastos dos governos tem sido para a formação de alfabetizadores e que “O Brasil precisa definir qual é o jovem que nós precisamos para o Pais e com isso viabilizar uma matriz curricular eficiente”.


Se o foco tem sido melhorar a qualidade da educação básica, esse objetivo está longe de ser alcançado. A aplicação de testes predominantemente em áreas de leitura e matemática não provoca os deslocamentos esperados para as questões cruciais do contexto escolar. Aplicar exames não fortalecerá a relação entre o que se aprende e o que se ensina. E esse hiato passa a ser cada vez maior quando se leva em consideração fatores como a heterogeneidade do corpo docente, a situação socioeconômica familiar dos alunos, os currículos propostos e que não apresentam ressonância na sala de aula.


Portanto, a avaliação necessita que o educador e o educando promovam uma aliança para que os exames não conduzam ao antagonismo entre esses sujeitos. Se essa postura não se concretiza, os exames passam a ser vistos como uma possibilidade de ameaça e a aprendizagem fica comprometida.


Responsabilizar os professores e demais profissionais da escola pela qualidade do ensino ou a própria escola vem de encontro com as possíveis “explicações” dadas pelos gestores do sistema educacional em nosso país, que tentam enumerar os motivos para o fracasso e a evasão das crianças nas escolas. Pensar numa matriz curricular para nortear o perfil dos nossos alunos não será solução para os baixos índices. O que se coloca como premente é nortear os princípios e objetivos para uma educação de qualidade que promova efetivamente os atores do sistema educacional dando-lhes a chance de ensinar e aprender com qualidade, o que levará ao respeito pelo cidadão brasileiro.

Mestranda da FE da Unicamp, Coordenadora Pedagógica do Colégio Múltiplo e integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por: Elizena Cortez
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01/09/2014 14:02:31.000
Setembro e o meio ambiente
foto: culturajudaica.org.br

       Três datas de setembro referem-se ao meio ambiente: a chegada da primavera, dia 23; o dia da árvore no dia 21 e dia 16, uma data para se lembrar da preservação da camada de ozônio. São  datas que celebram o meio ambiente e nos fazem  repensar atitudes que podem garantir a qualidade de vida e do ar que respiramos.

 

    Setembro, estação em que o cenário das cidades muda e ganha nova vida e colorido. Aparecem flores de todas as cores pelas ruas, principalmente ipês amarelos e rosas.  É o mês da realização da Expoflora, maior exposição de flores e plantas da América Latina, realizada em Holambra, a 140 km de São Paulo, de 29 de agosto a 28 de setembro. Por outro lado, as graves crises hídricas que estamos vivendo, além da incerteza da chuva e escassez de água acabam nos tirando um pouco a alegria das grandes festas e comemorações  com a entrada da nova estação.

 

    O jornal Correio Popular vem noticiando uma série de reportagens intituladas “Vidas Secas”, como o título do romance homônimo de Graciliano Ramos, em que o autor narra as agruras da seca no nordeste. Já a reportagem fala da vida real, da grave estiagem que atinge toda Região Metropolitana de Campinas. Segundo a matéria jornalística do dia 21 de agosto, o Consórcio Piracicaba, Capivari e Jundiaí(PCJ) teme que a falta de chuva agrave a crise ainda mais a partir de outubro. Para que isso não ocorra buscam-se alternativas. Usar água de cavas de mineração, (escavação a céu aberto de onde eram extraídos minerais, formando grandes crateras), para abastecimento na região durante o período de estiagem  é uma delas. Campanhas para racionamento já começam a circular nos meios de comunicação, com o inevitável apelo para o controle do uso de água. Para o PCJ é necessário uma redução de consumo em 50%, tanto na região de Campinas quanto na Grande São Paulo. (Correio Popular, 22/9, Cidades).

 

       Essa grave situação ambiental que estamos vivendo nos faz pensar que  se o homem não preservar os recursos naturais, principalmente a água, e continuar poluindo o meio ambiente do modo como vem fazendo, ele  só trará prejuízos para sua própria vida, e comprometerá a qualidade de vida das gerações futuras. Mas ainda há tempo para mudar, será?

Professora de Língua Portuguesa e integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por: Ângela Junquer
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19/08/2014 13:40:54.000
Cibercultura e contribuições à comunicação

 Pierre Lévy, em seu texto “A diversidade das línguas e das culturas encontra-se ameaçada pelo ciberespaço?”, nos leva a pensar sobre a questão das mídias e de como elas podem influenciar sobremaneira as formas de pensar e de se comunicar.


O autor se remete ao medo de um domínio cultural dos americanos, cuja língua tem sobrepujado as demais no universo da internet. Apesar disso, ressalta também que as mídias, entre elas a própria internet, é retroalimentada pela demanda dos que as acessam, tornando-se, assim, um “círculo vicioso”.


Lévy registra ainda as novas potencialidades abertas por meio das mídias de massa, a saber: o fim dos monopólios de expressão pública: qualquer pessoa que tenha acesso à essas mídias pode ser autor ou coautor, propagando assim sua forma de pensar, o que fomenta a crescente variedade dos modos de expressão, nas quais novas formas de escrever e diversifica as formas de interação entre os indivíduos imersos nessa nova realidade. Porém, isso leva a uma crescente preocupação para a seleção dessas informações, pois a  disponibilidade progressiva de instrumentos de filtragem e de navegação no dilúvio informacional, nos faz ter contato com as mais diversas (e nem sempre confiáveis) fontes de informação. Faz-se necessário que o “navegador” estabeleça filtros que os ajude a manter o foco. Nesse universo infinito de buscas pelos mais diversificados interesses, o indivíduo se depara com outros que têm os mesmos interesses que os seus, o que permite o desenvolvimento das comunidades virtuais e dos contatos interpessoais a distância por afinidade, pois as pessoas (e as trocas entre as mesmas) que compõem esse ciberespaço constituem sua maior riqueza. Para além das barreiras físicas e geográficas, o ciberespaço proporciona uma ampla gama de possibilidades de comunicação e interação, o que dificulta o pensamento dogmático e a manipulação hegemônica da informação.


Para finalizar, o autor problematiza a questão da diversidade linguística, colocando à prova esse universo multifacetado que é a internet. Apesar de se constituir e se nutrir de diversas fontes de diferentes culturas, a língua majoritária entre os internautas é o inglês. Levy ressalta que “não há nenhum obstáculo à diversidade linguística na Internet, a não ser a falta de iniciativa ou ausência de atividade na rede dos locutores de uma ou outra língua minoritária” (LÉVY, 1999, p. 242). Trata-se, portanto, de valorizar e fazer valer a diversidade linguística, valorizando nossa língua mãe e, por meio dela, ampliar a variedade cultural no ciberespaço.

 

Coordenadora pedagógica na EMEB Profa. Ana Isabel da Costa Ferreira, Mogi Mirim - SP. Participante do curso de extensão \"Leitura, Comunicação e Mídia\", do Correio Escola Multimídia e Faculdade de Educação da Unicamp.
enviada por Patrícia Mariana
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11/08/2014 13:06:53.000
LEITURA OBRIGATÓRIA DA BÍBLIA
foto: www.ensinoinfantilnumclique.wordpress


Recentemente os jornais veicularam a aprovação de um projeto de lei de um vereador evangélico, que obriga alunos de escolas municipais de Nova Odessa (interior de São Paulo) à leitura de ao menos um versículo da Bíblia na sala de aula diariamente.
A proposta causou mal-estar entre pais e leitores sob a violação dos direitos religiosos.

 

Particularmente, acho que tudo que é obrigado neste país é sempre visando retorno e em ano de eleição, chamar a atenção rende normalmente votos; mas neste caso, o feitiço virou contra o feiticeiro.

O Brasil é um país laico, embora o catolicismo ainda represente pequena maioria de fiéis entre outras religiões, há uma miscigenação religiosa inclusive entre católicos, os quais também frequentam centros espíritas, de umbanda entre outros.
A opção religiosa deve ser livre e não podemos julgar que, por pertencer a outra religião, a pessoa seja menor ou pior que os demais.

 

Impor determinada crença entre alunos é provocar intolerância para outras crenças, cercear a liberdade de se expressar, orar ou ler sob o domínio, no caso da Igreja Evangélica e promovendo o preconceito e intolerância religiosa.

 

Todos somos convidados a ser bons cidadãos, conscientes de sua participação honesta na sociedade, seja protestante, evangélico, católico, pentecostal, espírita ou umbandista – ser bom, saber perdoar o outro, não julgar sob a égide de ser melhor que os demais são valores universais e se crêem, num Ser Superior e aos seus princípios seguem, ninguém tem o direito de julgar.

 

O fato ocorrido no interior de São Paulo parece-nos indicar muito mais um jogo de poder político em ano eleitoral do que imposição religiosa.
 

 

Coordenadora geral do Projeto Correio Escola Multimídia, mestre em Psicologia Escola pela PUC-Campinas.
enviada por Cecília Pavani
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29/07/2014 14:51:48.000
O idioma em uso na internet deve ser único?

Pierre Lévy em sua obra "Cibercultura" (São Paulo, Ed. 34, 1999)  discute a questão do uso de diversos idiomas na Internet, afirmando que, na prática, o inglês é o idioma padrão da rede.  Dando início ao seu pensamento, diferencia as mídias de massa do ciberespaço. As mídias de massa possuem um centro difusor de informações programadas com receptores anônimos e passivos. O ciberespaço oferece novas potencialidades e conta com espaços a serem ocupados por aqueles que produzem e demandam informações, deixando de lado a passividade.


O ciberespaço permite que qualquer indivíduo gere e divulgue conteúdos variados (textos, vídeos, música), que serão localizados e utilizados por outras pessoas por meio de recursos para selecionar os conteúdos com base em interesses individuais.  A diversidade cultural do ciberespaço depende do envolvimento ativo e da qualidade das contribuições de cada um.


Daí o índice maior ou menor de certos idiomas na Internet.  Ao contrário das mídias de massa caracterizadas por receptores passivos, a Internet requer atitude ativa de seus participantes. A presença maior ou menor de informações em determinado idioma depende da produção de seus representantes.  Forma-se um ciclo, pois quanto mais expressões em um idioma, mais ele se torna dominante na Internet e vice-versa.


Para Lévy (1999, p. 242), “não há nenhum obstáculo à diversidade linguística na Internet, a não ser a falta de iniciativa ou de ausência  de atividade na rede dos locutores de uma ou outra língua minoritária.”


A produção de conteúdos em língua portuguesa por órgãos oficiais ou pela comunidade deve ser enfatizada para que as múltiplas manifestações culturais do Brasil sejam representadas e estejam à disposição de todos. Por um lado, professores e alunos serão beneficiados através do acesso aos bens culturais de nosso país. Por outro, eles poderão se tornar produtores de conteúdos educacionais que se tornarão acessíveis, disseminando experiências desenvolvidas.  Desta forma, cada um de nós poderá contribuir para que a presença da língua portuguesa do Brasil na Internet seja reforçada.


Conteúdos representativos então produzidos poderão ter versões em outros idiomas, possibilitando que experiências aqui realizadas obtenham uma visibilidade maior. Como produtor de conteúdos para a Internet, o Brasil não deixará de “existir”, ao mesmo tempo em que dará a sua contribuição aos brasileiros não falantes de idiomas estrangeiros.


 

Bacharel e mestre em biblioteconomia, doutora em educação. Aluna do curso de extensão \"Mídia Educação e Comunicação\", do Correio Escola Multimídia e Extecamp/Unicamp.
enviada por Mariângela Pisoni Zanaga
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25/06/2014 16:10:20.000
Leitura e cibercultura

Desde que a pessoa esteja atenta a um texto, seja ele verbal ou não verbal, ela está realizando uma leitura e isso independe de espaço: um transeunte torna-se um leitor quando interpreta uma propaganda; um motorista lê as placas de trânsito, ora por meio de palavras, ora através de imagens. São circunstâncias em que a rua se torna um espaço de leitura, mas ainda é o leitor quem vai selecionar o que lê. Ele não é um ser passivo mediante as ofertas de leitura. Quando a intenção de ler precede a leitura propriamente dita, pode-se optar por alguns suportes, dependendo da finalidade que se tem e do tempo disponibilizado. 


Com o suporte tecnológico como forma de realização de pesquisas, leituras ou relacionamentos sociais, também a diversidade das línguas e das culturas, assim como o espaço de leitura, é menos problemática do que já foi um dia. Afinal, quantas pesquisas já foram feitas em livros impressos em inglês, por exemplo? E era o leitor quem necessitava compreender o idioma que, por vezes, não era o seu. Atualmente o ciberespaço otimiza o tempo de leitura proporcionando a abertura de hipertextos que traduzam ou que ampliem as possibilidades de pesquisas. Os suportes de leitura, embora não pareçam mais, com o advento de tecnologias tão avançadas, continuam sendo somente meios de comunicação. Quem opta, seleciona, filtra, de fato o que quer comunicar e ler somos nós, os humanos.

 

Formada em Pedagogia com pós-graduação em Psicopedagogia. Leciona, atualmente, em sala de quinto ano na Rede Municipal de Campinas.
enviada por Maria Cristina Torres Damião
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16/06/2014 15:43:43.000
O TEMPO É UM RIO QUE CORRE
foto: livrariasaraiva.pdf

 Em tempo de Copa, o tempo não existe: exaltação, aflição, ansiedade e a espera são contemplados pelos jogos de 32 países à busca da recompensa maior, a de ser o melhor no mundo do futebol.


Mas jogos à parte, ainda nas expressões cotidianas mais ouvidas nesta sociedade líquida de rápidas transformações onde a palavra “tempo” é escassa, estão presentes: “não tenho tempo pra nada”, “como o tempo está passando rápido”, “o tempo voa”, gerando literatura de leitura fácil, mais de muita reflexão sobre este fato: “o tempo é um rio que corre”, de Lya Luft (Editora Record 2014).


Lya se atém a olhar de forma atenta sobre as relações humanas, o valor do momento e da vida, o passar do tempo mesclado a angústias, lutos, saudades e o fluxo da vida de forma lírica: “...O tempo está sempre passando, é como a água de um rio, a cada instante tudo muda. Até a gente não é a mesma pessoa de um segundo atrás.”


Entremeando poesia e reflexões, a autora nos leva à recordações íntimas reavivando-as com beleza e levando-nos a refletir como pessoa nas penumbras do nosso eu e da sobrevivência em que “viver é possível e morrer há de ter algum sentido”.


Memórias, sensações, tristezas e ilusões se mesclam neste belo livro em que o tempo pode matar ou eternizar nossa vivência com seus toques, cheiros, vazios, contradições, plenitudes e segredos que são tão nossos.


O tempo é retratado em três capítulos como um rio de “águas mansas” na infância, “maré alta” na maturidade e suas emboscadas: “quando pensar que estava tudo cumprido, havia outra surpresa: mais uma curva do rio, mais riso, mais pranto”.


Como um rio o tempo não para com seu conjunto de sentimentos e frustrações que escoam rapidamente sem termos como contê-lo; conseguir viver os momentos de forma mais intensa e sem se cobrar projetando para si uma produtividade mais coerente com o nosso “modus vivendi” é a chave, pois, caso contrário, formaremos pedras e desvios psíquicos que gerarão intenso sofrimento.


Cultivar o “eu real”, aceitando-se com seus limites e singularidades e sem ter que corresponder às expectativas do outro, é a chave para o viver “a beleza única do momento que nunca mais será” (Rubem Alves)


Portanto, se você leitor ainda arrumar tempo para leitura, este é um dos livros que vale a pena para repensar em que águas sua vida está correndo, com suas inevitáveis correntezas e desvios.

 

Coordenadora geral do Projeto Correio Escola Multimídia, mestre em Psicologia Escola pela PUC-Campinas.
enviada por Cecília Pavani
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09/06/2014 08:23:22.000
A Copa e as festas de junho
foto: google image

   Estamos às vésperas da Copa do Mundo e a decoração com as cores do Brasil toma conta das cidades brasileiras. Bandeiras, guirlandas, balões e fitas, tudo é válido para torcer pelo Brasil.


  Assistir aos jogos da Copa em clima de Festa Junina vai ser uma opção para muitas pessoas, celebrando os gols do Mundial com paçoca e quentão e unindo essas duas temáticas em uma única celebração.


 A revista Veja de junho diz que “Neste ano, as tradicionais quermesses vão dividir a atenção dos paulistanos com partidas de futebol. No dia 12 de junho, São Paulo será palco da abertura da Copa do Mundo, quando Brasil e Croácia se enfrentam no Itaquerão.”
(1. jun.2014 | Atualizada em 4. jun.2014 por Redação VEJASAOPAULO.COM).


  O Ministério do Turismo inseriu as festas juninas no calendário oficial de megaeventos da Copa do Mundo não só pela representação econômica e cultural que elas carregam para o País, mas também pela presença de milhares de turistas estrangeiros que estarão presentes nos jogos.


  Ainda que não seja possível perceber o mesmo clima festivo de outras Copas nas ruas do País, devido às inúmeras manifestações sobre os gastos públicos no evento da FIFA. A Presidente afirma que "os investimentos realizados pelo Estado ficam como um "legado" do Mundial, que serviu apenas para "acelerar" projetos que, de todas as maneiras, deveriam ser realizados. Entre eles, citou a modernização dos aeroportos e das redes de transporte urbano que, apesar de não ficarem prontos para a Copa em muitos casos, serão concluídos nos próximos meses.”


  Já a expectativa para a Copa do Mundo entre os estudantes brasileiros vai além das apresentações dos jogos da seleção nos gramados dos estádios, uma vez que os calendários escolares tiveram de ser adaptados e sofreram ajustes em algumas escolas, alterando as tão esperadas férias do meio do ano.


 A Lei Geral da Copa (12.663/2012) determina que os sistemas de ensino ajustem os calendários escolares de maneira  que as férias das redes pública e privada abranjam todo o período da Copa do Mundo, de 12 de junho a 13 de julho. No entanto, o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) deu autonomia às escolas para decidir o calendário desde que seja respeitado o mínimo de 200 dias letivos e de 800 horas no ano estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.


  A educação não se faz somente com o conteúdo curricular, mas também com a formação cultural do aluno e com a oportunidade de interação que ele terá com pessoas e culturas de outros países e de outras partes do Brasil. Esse é um dos pontos fortes a serem considerados frente a tantos fatos polêmicos despertados com a realização dessa competição esportiva no nosso país.

Professora de Língua Portuguesa integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por Ângela Junquer
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03/06/2014 15:49:36.000
Leituras

Os seres humanos desenvolveram um sistema complexo de linguagem, primeiramente por sons indistintos e gestos, posteriormente por pinturas e por símbolos específicos que significavam e transmitiam uma mensagem. Até chegar a complexidade de um sistema de escrita e de expressão oral.

Acredito que toda história da humanidade seria outra, se não fosse pela criação de um sistema de linguagem, que permitiu ao ser humano externar e nomear o que sente.
As palavras são fundamentais, pois elas dão maior visibilidade aos sentimentos.
Saber usar as palavras confere ao ser humano um empoderamento imenso. Por elas é possível enaltecer, engrandecer, encorajar, estimular uma pessoa ou multidões, o contrário se aplica.

Os discursos históricos, religiosos, políticos, acadêmicos, escolares e as letras de músicas envolvem emocionalmente aos seus ouvintes de maneira a garantir resultados extraordinários, e muitas vezes duradouros. São discursos que podem ser revisitados, adaptados e empregados em inúmeros momentos como exemplos de superação, por exemplo.

Os fragmentos que seguem abaixo demonstram, em parte, o poder das palavras e sua presença perene. 

"Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais." (Trecho do discurso de Martin Luther King)


"Estou pedindo que lutem. Que lutem contra o ódio deles. Não que o provoquem. Não desferiremos um golpe. Mas receberemos golpes. E, por meio da nossa dor......faremos com que eles percebam a injustiça. Isso será doloroso......como toda luta é dolorosa......mas não perderemos. Não podemos perder. Podem torturar o meu corpo......quebrar os meus ossos......e até me matar .Então......eles terão o meu cadáver......mas não minha obediência." (Trecho do discurso "Não Violência", de Ghandi)
 

Caminhando e cantando e seguindo a canção/ Somos todos iguais braços dados ou não/ Nas escolas, nas ruas, campos, construções/ Caminhando e cantando e seguindo a canção/ Vem, vamos embora, que esperar não é saber/ Quem sabe faz a hora, não espera acontecer (Trecho da música “Pra não dizer que não falei de flores”, Geraldo Vandré)

Participante do curso de extensão \"Leitura, Comunicação e Mídia\", do Correio Escola Multimídia e Faculdade de Educação da Unicamp.
enviada por Inajá Zaem
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19/05/2014 13:02:15.000
LITERATURA REESCRITA
foto: www.melhoramiga.com.br

 Estamos em plena era do acúmulo de informação em vários suportes e com jogos cada vez mais complexos para o lazer do jovem.

Hoje ele é bastante estimulado para o raciocínio rápido e repetitivo, ficando mais silencioso e pouco comunicativo porque os jogos já são absorvidos no seu essencial e se tornaram intrínsecos a sua vida.

O problema é que o exercício da leitura atual caminha com os jogos: simplificada nos comandos para ser atraente, sem ter que parar para refletir e amadurecer idéias.

Recentemente foi veiculado na mídia impressa o que já sabíamos ser praticado nos cursinhos para vestibular: a literatura está sendo reescrita com adaptação para as escolas com o objetivo de torná-la menos chata e incitar à leitura de nossas obras clássicas.

Ora, se o aluno é esperto o bastante para realizar e cumprir complexas situações em jogos, como não o é para a leitura de literatura clássica?

Acredito que há uma infantilização do aluno / jovem, pois está sendo negada a eles a formação gradativa do seu amadurecimento como pessoa crítica. Penso também que tais adaptações literárias tenham mais a ver com a falta de leitura e de conhecimento do professor com os nossos autores clássicos, pois comentar e refletir sobre um Érico Veríssimo, um Aluísio de Azevedo ou Machado de Assis requer vivência e conhecimento enquanto leitor para um comentário mais profundo.

Perde-se com isto a graça e a beleza de comparações de linguagem e de narrativa, o descrever situações tão presentes ainda hoje em nossa sociedade e seus personagens que lidam com a pobreza, a ascensão social por diferentes meios, a traição etc.

Mostrar o quanto um autor no momento que descreve se utiliza de palavras que captem a verdade dos fatos daquele momento vívido intensamente por ele e como o seria nos tempos atuais.

Os personagens continuam ali na obra e revivem a partir da nossa leitura pois continuam vivos entre nós mudando apenas a roupagem, o ambiente as expressões e hábitos sociais.

Comparações bem feitas com os hábitos dos jovens no cotidiano, em festas, seus relacionamentos e outros aspectos com os dos séculos 18 e 19 ou 20 são formas de levar o estudante a se interessar por nossas obras clássicas de forma agradável e interessante, sem ter que se utilizar de simplificações que tanto atrasam o seu “amadurecimento social” tão em falta nos dias de hoje.

 

Coordenadora geral do Projeto Correio Escola Multimídia, mestre em Psicologia Escola pela PUC-Campinas.
enviada por Cecília Pavani
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14/05/2014 16:25:55.000
Professor por opção

Já dizia a piada: “Qual a diferença entre um professor e um palhaço?” A resposta é taxativa: “É que o palhaço não corrige provas!”.


Além dessas tiradas de humor – que, diga-se de passagem, são bastante engraçadas! -, o sujeito que se vê na situação de professor, cedo ou tarde, irá se deparar com a clássica pergunta: “Você trabalha ou só dá aulas?”. Por essas e outras, fica patente que a profissão de professor não é valorizada atualmente.
 

Não surpreende que grande parte dos docentes não exerça seu ofício devido uma escolha, mas sim porque as circunstâncias da vida o conduziram – a despeito dele - a tal profissão: “na falta de coisa melhor”, começa-se dando umas aulas para completar a renda; o tempo é preenchido, aparecem mais aulas, e, após alguns anos, já não é mais possível se inserir em outra área. Ou, tendo se aposentado, passado por uma frustração profissional, a pessoa enxerga como única alternativa dar algumas aulas, “para não ficar parada”, enfim, para “ganhar um dinheirinho”...


Diante desse panorama, é difícil encontrar sujeitos que tenham optado voluntariamente pela carreira de docente. Mesmo assim, apesar dos pesares, ainda existem jovens que, tendo o futuro pela frente, e diferentes possibilidades em vista, decidem – em sã consciência! – trilhar sua trajetória profissional na sala de aula.


A pergunta que surge é: por que fazem isso?


Certamente, a motivação não é financeira: afinal, no nosso país, quem decide ser professor - salvo as exceções que confirmam a regra - tem clareza sobre as dificuldades econômicas que terá que enfrentar.


Também não é uma motivação relacionada ao prestígio. O “orgulho de ser docente” não anda em moda na atualidade – isto é, não há “admiração social” pela profissão, como existia há algumas décadas atrás, o que fornecia um considerável status àqueles que se dedicavam ao ensino.


Então, cabe a pergunta: jovens que decidem voluntariamente ser professores não seriam uns “loucos”, “pessoas esquisitas”, “perdidas na vida”?
Definitivamente, não! É possível sim optar razoavelmente pela docência. E, na maioria das vezes, a motivação para essa escolha está ligada a dois tipos de experiências vitais.


A primeira é a de quem já teve a oportunidade de ensinar. Um exemplo é um universitário que cursava química e desistiu de trabalhar em empresas, depois de dar uma aula e ouvir de um aluno a “frase mágica”: “Ah, agora entendi!”. Essa alegria que brota da experiência de ensinar outra pessoa é um primeiro fator de motivação para a opção pela docência.


A outra experiência vital está relacionada ao fato de se ter aprendido algo valioso. Só deseja realmente ensinar quem aprendeu algo que vale a pena ser transmitido. E, nesse aspecto, temos muita carência: afinal, infelizmente, não são comuns os professores que gostam de estudar, e que demonstram um sincero fascínio por aquilo que ensinam. Talvez, se houvesse mais esses “apaixonados”, também haveria muitos outros jovens que se inspirariam com a profissão de docente.


Como diria de modo lapidar o pensador Étienne Gilson: “A educação é uma conseqüência derivada da busca desinteressada de tudo aquilo que deveria ser desejado e amado por si mesmo. Se um ser humano busca a beleza para ‘adquirir educação’, perderá tanto a beleza como a educação, mas se busca contemplar a beleza por si mesma, alcançará tanto a beleza como a educação. Buscai primeiro a verdade e a beleza, e a educação lhe será dada por acréscimo”.

 

Mestre pela USP, professor de sociologia da E.E. João Lourenço Rodrigues. Membro do Instituto de Formação e Educação (IFE) – Campinas.
enviada por Guilherme Melo de Freitas
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05/05/2014 15:45:08.000
Charge
foto: Dalcio Machado

 Muitas foram as homenagens pelos 20 anos da morte de Airton Senna. A semana passada o Brasil lembrou-se de seu grande herói e recordou com carinho fatos de sua vida. Os sentimentos de perda voltaram com muita intensidade!

As diferentes mídias nacionais e internacionais apresentaram inúmeras informações sobre a vida e fatos marcantes vividos por Senna. De diferentes formas e maneiras de se expressar, tanto na mídia impressa, na televisiva ou mesmo na internet, as homenagens se espalharam por vários cantos do mundo.

 Mas, muitos textos narravam o que já nos foi apresentado em outros momentos. Cada narrador queria levar ao leitor um fato “quase novo” ou demonstrar no seu texto, o sentimento por um ídolo que transpôs barreiras e deixou a sua marca de coragem e respeito pelo outro.

Num país em que a imagem dos famosos quase sempre se manifesta associada à sensualidade e à procura da felicidade, ele, Senna, nos trouxe um olhar diferenciado para a fama. As inúmeras alegrias nas manhãs de domingo eram vividas pela sua garra e respeito de esportista para com o seu povo. O almoço era servido após a vitória de Senna.

Mas entre um texto e outro, entre os inúmeros programas que foram apresentados na televisão e notícias via internet, chamou-me atenção a charge de Dalcio, publicada no jornal Correio Popular de 02/05.

Nela o autor, demonstrando novamente a sua sensibilidade, característica de seu trabalho, coloca o nosso ídolo a praticar o que mais gostava num outro planeta, que não o nosso.

Pensei... Como alguém pode expressar enorme carinho por seu ídolo!

Cheguei a sentir a paz transmitida por Dalcio, em sua charge.

Dalcio, inúmeras foram às homenagens, mas a sua...Foi sensacional!

Peço permissão para publicá-la novamente.

 

Mestranda da FE da Unicamp, Coordenadora Pedagógica do Colégio Múltiplo e integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por Elizena Cortez
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28/04/2014 16:49:04.000
7º Seminário “O professor e a leitura do jornal”
foto: google image

    Na conferência de encerramento do 7º Seminário “O professor e a leitura do jornal” ocorrido na última 6ª feira(25/4) na Faculdade de Educação da Unicamp( matéria relacionada publicada pelo jornal Correio Popular do dia 26/4 “Seminário estimula a leitura crítica e contextual da mídia”), venho destacar a palestra da jornalista e pesquisadora do Labjor (Laboratório de jornalismo da Unicamp)- Prof.ª Graças Caldas.


Em sua fala, a professora nos questiona sobre os saberes: O saber, por quê? Afirma que os nossos saberes são fundamentais, precisam ser articulados e nos propiciar uma autonomia. Para trabalhar com o currículo na escola, diante das diferenças individuais dos alunos, é necessário proporcionar um conhecimento significativo, que dê sentido à linguagem, contextualizando dessa forma o conhecimento reconstruído com o cotidiano.


   Segundo ela, o jornal e a TV são apenas recortes, fragmentos da realidade, pois o papel da mídia é fornecer um conhecimento de mundo, da atualidade. Para a construção de um conhecimento significativo é necessário uma aprendizagem significativa, não esquecendo que o afeto faz parte da construção e reconstrução desse conhecimento, valor esse um pouco esquecido nas relações socioeducativas de hoje.


Graças Caldas nos diz também que não podemos apagar as diferenças na sociedade, essas diferenças são fundamentais na construção do sujeito coletivo. Experiências afetivas e reflexivas são capazes de produzir significados singulares e coletivos, pois só significando é que vamos produzir novos conhecimentos.


O tema do Seminário foi “Comunicação, Educação e Liberdade na Sociedade do Espetáculo “e proporcionou aos participantes uma profunda reflexão sobre a sociedade capitalista e de consumo. Atingiu seu objetivo ao promover o diálogo do jornal com outras mídias, resultado alcançado com as discussões, mesas redondas, comunicações e oficinas relacionadas à evolução da mídia, do jornalismo e da Educomunicação.

 

O Seminário nacional “O professor e a leitura do Jornal” é uma realização do Grupo RAC, por meio do projeto Correio Escola Multimídia, da ALB, da Faculdade de Educação da Unicamp e da ANJ realizado desde 2002 bienalmente e este ano com a parceria da Unisal.

 

 

Professora de Língua Portuguesa e integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por Ângela Junquer
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07/04/2014 14:23:35.000
Dia do Jornalista: uma reflexão sobre o porquê da profissão

Certa vez, ainda quando estava terminando a faculdade, perguntaram-me por que eu escolhera o jornalismo no lugar de uma profissão como a engenharia, a medicina ou o direito. Quem me interpelava ainda dizia, querendo me convencer, que, como engenheiro, por exemplo, eu construiria prédios e pontes. Além de funcionais e de facilitarem a vida de muita gente, eles ainda seriam provas da imponência para quem passasse por perto. Como médico, eu salvaria vidas, dizia-me. Como advogado, o interpelador argumentava, eu poderia defender muita gente das injustiças. Na época, confesso, menos experiente e ainda adentrando no campo que escolhera para seguir, tive um pouco de dificuldade para responder. Mas, hoje, não restam dúvidas de que a escolha foi correta. Não construo pontes ou prédios, não salvo vidas por meio de uma cirurgia ou de seu diagnóstico, tampouco estou num tribunal para argumentar pela inocência de alguém. Mas, seja como jornalista ou como professor da área, contribuo para que um grande bem público esteja garantido: a informação.

Por meio de uma informação bem apurada, confiável, ética e correta, o jornalista também pode salvar vidas. Quem disse que, por exemplo, uma denúncia sobre desvio de dinheiro num hospital público também não pode salvá-las? E por que a tal ponte ou o tal prédio que queriam que eu construísse devem mesmo ser erguidos? Que benefícios trarão? Que destruições ambientais serão provocadas? Quantas pessoas precisarão ser desapropriadas e que destino será dado a elas? Essas também são questões que nós, jornalistas, até o momento em que não perdermos nossa indignação diante das mazelas do mundo, também poderemos responder.

Se não estamos num tribunal, estamos numa grande arena em que nosso papel é também defender a sociedade. É nosso dever defender que o direito à informação nunca seja negado sob qualquer pretexto. Isso faz ainda mais sentido quando estamos lembrando os 50 anos do episódio mais vergonhoso de nossa história contemporânea: a instauração de um regime ditatorial, por meio de um golpe, que nos fora vendido como revolução.

Num país que passou 20 anos sob o jugo de uma ditadura, ser jornalista reveste-se ainda mais das funções nobres da profissão. Ser jornalista é assumir, assim, o compromisso com a liberdade e com o desejo de querer que ela seja uma prerrogativa inalienável para todos. Nos 20 anos de ditadura, muitos jornalistas, mesmo sob toda a ameaça do sistema, lutaram para que a informação fosse garantida. Muitos, por causa disso, foram convidados a dar algumas explicações. Alguns não voltaram para casa nunca mais.

Poder dizer isso com toda a naturalidade, sem que eu também seja convidado a prestar um depoimento, dá-me a dimensão perfeita do nosso papel. Estamos aqui para que esse direito seja sempre garantido. Que as vozes, as lágrimas e os sorrisos possam soar sem nenhuma sanção e, assim, possamos construir nossas pontes se necessárias forem, salvar as vidas que diante de nós estiverem e defender a sociedade das injustiças. Que cada um de vocês possa levar algo disso para a vida!

Jornalista, especialista em Jornalismo Literário, mestre em Divulgação Científica e Cultural pela Unicamp. Coordenador de Jornalismo do Correio Escola Multimídia.
enviada por Fabiano Ormaneze
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01/04/2014 17:47:47.000
A revitalização não chega à Campinas
foto: Camila Moreira

 Ao passar pelo centro de Campinas, o olhar volta-se para as pichações nos prédios antigos ou mesmo os construídos recentemente. As ruas sujas e sem muita conservação demonstram um cenário desolador... Calçadas esburacadas ou tortas pelo conserto mal feito, ou feito rapidamente.

 

Campinas não pode aceitar esta condição que lhe é apresentada.

 

Santos, outra cidade importante de nosso estado, parou para planejar a restauração de seu centro histórico ao longo da última década.

O Correio Popular publicou matéria, no sábado, dia 29/03 contando sobre a revitalização do centro histórico de Santos e a restauração de um imóvel próximo ao porto de Valongo, remanescente do milionário ciclo do café. A partir do inicio de junho o prédio será a sede do Museu Pelé, idealizado para preservar a memória do maior jogador de futebol de todos os tempos.

 

Mas essa revitalização não se concentra em um único imóvel e sim em todo o espaço do centro histórico de Santos, que está sendo preservado para contar a sua história. Mas aqui também, cabe questionamento. Por que pensar em restaurar para eventos como Copa do Mundo e não somente para os cidadãos santistas, campineiros ou mesmo de qualquer canto do Brasil?

Na semana passada, representantes de várias secretarias municipais de Campinas encontraram-se para debater as possibilidades de restauração do centro histórico de Campinas. Esse tema, como a própria matéria citou “integra a pauta da Administração há décadas, mas nunca saiu do papel”.

 

Segundo as informações passadas aos leitores, o grupo irá se reunir novamente para traçar metas a longo prazo, para a revitalização do centro de Campinas  e ao mesmo tempo indicar as intervenções mais urgentes para esse espaço.

 

Anos atrás li o texto da Carta de Veneza, Carta Internacional sobre a conservação e o restauro de monumentos e sítios, publicada em 1964. Nela encontra-se a seguinte citação:

Portadores de mensagem espiritual do passado, as obras monumentais de cada

povo perduram no presente como testemunho vivo de suas tradições seculares. A humanidade (...) se reconhece solidariamente responsável por preservá-las,

impondo a si mesma o dever de transmiti-las na plenitude de sua autenticidade.

(Carta de Veneza, 1964)

 

 

Fica aqui a expectativa de voltar a olhar para as ruas, avenidas e praças de Campinas e sentir prazer em apreciar cada canto da história da cidade. E como diz a Carta, o “reconhecimento solidário e responsável” por preservar “deve perdurar no presente como testemunho vivo das tradições seculares”. Esta afirmação deve ser seguida por todos!

 

 

 

Mestranda da FE da Unicamp, Coordenadora Pedagógica do Colégio Múltiplo e integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por Elizena Cortez
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24/03/2014 16:16:46.000
ARIDEZ

  

Estamos em pleno Outono, mas as temperaturas baixaram e o vento retornou, mas a seca continua. Muitos debates e encenações políticas em volta do assunto e soluções, longe de se chegar.

 

O fato é que a palavra “seca” esteve sempre presente só em áreas nordestinas, enquanto no Sudeste se usava alagamentos, cheias dos rios. Nunca estivemos em vias de ficar nesta situação e talvez também por isso, nunca conjugamos o verbo racionar, economizar.

 

Racionar água, consumir menos será difícil, eu creio, para quem sempre teve água e a utilizou em abundância. É um problema de consciência, de disciplina, que deveria constar na Matemática, no Português, na Economia, na saúde nossa de cada dia, no consumo social e contínuo para que não faltasse.

 

Em ano de eleição, a água, antes pauta para votos no Nordeste, agora, com certeza, será também motivo para votos no Sudeste. A água é um bem comum e vital para nós e também uma causa política, pois ela exige ações que demandam orçamento e compromisso a fim de não se ter desperdícios.

 

Temos a força do voto, mas falta conscientização para se eleger políticos com propostas de acordo com nossas necessidades, e mais do que nunca, cientes deste e outros problemas e inteligentes e preocupados o suficiente para gerenciá-los.

 

Soluções a curto prazo talvez ajudassem, como rodízio de água por setores, mas ainda assim, teríamos desperdícios. O melhor seria multas pelo excesso estabelecido com valores mais altos; assim, com certeza teremos o povo economizando mais por “sentir” no bolso. Certamente outros problemas também estão envolvidos, como o tratamento do esgoto, reutilização da água tratada, os danos ambientais os rios poluídos etc.

 

É preciso cuidar dos mananciais que alimentam as bacias com o cuidado para a recuperação do verde, das florestas para evitar erosões e assoreamentos, fatores fundamentais para segurança hídrica.

 

Água, temos, contaminada, mas acredito que temos tecnologia e gestões adequadas, para chegar a soluções inteligentes e satisfatórias.

 

É ano de eleição: pense, pesquise e vote com consciência. A água é de todos, mas se não for bem gerida, será para poucos.

 

FOTO : DIVULGAÇÃO: Correio Popular, 11/03/2014 - CIDADES - Sistema Cantareira
Na imagem : Represa Jaguari/Jacarei, em Piracaia

Coordenadora geral do Projeto Correio Escola Multimídia, mestre em Psicologia Escola pela PUC-Campinas.
enviada por Cecília Pavani
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17/03/2014 12:50:02.000
Campanha da fraternidade e a escravidão humana
foto: cinepop.virgula.uol.br

 A Campanha da fraternidade deste ano evoca o tema “Fraternidade e tráfico humano” ao mesmo tempo em que o Oscar premia o filme “12 anos de escravidão”. Há uma clara correlação entre esses eventos na medida em que abordam o tema escravidão.

 

Identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e pessoas de boa vontade para erradicar este mal com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus. Com esse objetivo a Campanha da fraternidade busca nos  conscientizar para que estejamos atentos a todas as situações de exploração humana hoje: ver a realidade e ser solidário com nosso irmão pedindo ajuda.

 

Ao mesmo tempo em que o tema é apresentado pela Igreja Católica chega aos cinemas, aproximadamente 126 após a abolição da escravatura no Brasil, o filme “12 anos de escravidão”, que nos faz refletir sobre o racismo,  um problema ainda tão presente em nossa sociedade. Uma  situação que possui contrapontos, como por exemplo, a eleição de um afrodescendente para o posto de presidente dos EUA. Porém, existem outras inúmeras situações,  como a do jogador de futebol Tinga, ofendido pela torcida peruana durante um jogo pela Libertadores 2014. Essas situações demonstram que o filme em questão tem muito de atual e que merece ser assistido.

 

 O enredo é sobre um negro liberto que vive com a família no norte dos EUA. Ele é um músico respeitado e vive normalmente, até ser trapaceado por parceiros de trabalho e levado ao sul, onde é vendido como escravo. Dá-nos uma amostra dos terríveis atos de maldades que milhões de seres humanos estão sujeitos, quando subjugados por outros seres humanos, durante séculos nos Estados Unidos e em outras partes do mundo, numa das práticas mais infames da história.

 

O filme nos propõe  a refletir sobre “a escravidão moderna”que nos cerca. Infelizmente, a escravidão não pertence ao passado e muitos a relacionam como algo restrito ao tráfico de pessoas. Esta é apenas uma das suas facetas. Há muitas outras que escolhemos não ver, algumas velhas e tradicionais. Hoje a escravidão se dá não só por coerção física, mas também psicológica, levando as pessoas serem tratadas como descartáveis. A ambição desmedida, relacionamentos mal iniciados que se transformam em  casamentos obrigados ou de menores, trabalho infantil, abusos sexuais, roubo de órgãos, tráfico de drogas, trabalho escravo, sequestros etc.

 

 A escravidão se perpetua na medida em que não a denunciamos e em que os nossos representantes no governo ignoram investimentos em Educação, Saúde  e Segurança.

 

Diante dessa situação é importante ter sempre em mente as palavras do Papa Francisco: “E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido.”                                                                       

Professora de Língua Portuguesa integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por Ângela Junquer
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06/03/2014 13:12:32.000
O quintal do vizinho
foto: Ângela Rodrigues

Já faz algumas semanas que a novela "Amor à Vida", da Rede Globo, terminou, mas ainda se fala do personagem Félix (Matheus Solano), que ficou conhecido por suas tiradas e, claro, ao final, pela torcida que gerou por um famigerado beijo gay. Muita gente que, na vida real, tem dificuldades para lidar com situações polêmicas, na tela da TV, aceitava e até apoiava o relacionamento do ex-vilão com o sushiman Niko (Thiago Fragoso) Por que será que isso acontece?

  
A verdade é que, no quintal do vizinho, tudo pode. Aquele filho que não tem lá todas as características que o pai desejaria deve ser aceito. Por que não? Ele pode ser o que for: o importante não é que ele seja feliz? Se existem problemas é porque eles, os vizinhos, são imperfeitos e ainda têm muito a aprender.
 

Todo mundo, em alguma medida, gosta de saber o que se passa no quintal ao lado e dar seus palpites de aceitação e receitas de felicidade. Do lado de lá, pode ser gordinho que você será amado. Do lado de cá, hummm... É melhor ser magro. É tudo tão mais fácil, você não concorda? Tudo bem (e que bonito) que, do lado de lá, a empregada almoce na mesma mesa que os patrões. Aqui, no entanto, isso ainda não é possível, por sei lá quais e quais motivos. Qual o problema que a moça do lado de lá viva na piscina em posições quase pornográficas? Aqui, no entanto, o melhor é apenas esbanjar sensualidade

- Viu que a vizinha rica, com uma BMW novinha, vai se casar com o moço pobre, que vinha visitá-la de ônibus até outro dia? Ah, não é uma linda história de amor?
Mas pensando bem, do lado de cá do muro – essa invenção tão útil que delimita nossas hipocrisias e falsas aceitações – seria melhor manter o mesmo nível, afinal, o contrário pode ser um pouco constrangedor, não é mesmo?


Também não há problema algum em dar uma olhada e rir dos problemas do outro. Afinal, olhar pelo muro também tem um lado catártico: antes lá do que aqui. No quintal do vizinho, na verdade, tudo pode, porque assim, nós, do lado de cá, não ficamos com famas de preconceituosos, insensíveis. Daqui, desse lado perfeito, a gente diz “isso é natural”, mas quando a coisa pega pra valer, vai logo deixando bem claro que é natural só para aqueles que se esqueceram dos valores que nós, do lado de cá, continuamos a valorizar.
 

Olhar por cima do muro nos dá uma incrível sensação de superioridade. Afinal, olhando daqui, não é preciso olhar para cá, para as nossas imperfeições e mazelas. Olhando de cima do muro também fica bem claro que se está numa posição superior, de quem já subiu alguns degraus só para dizer que, desse lado, é tudo diferente. Na verdade, fácil mesmo é olhar pelo muro. Difícil é olhar as redomas em que nos encalacramos do lado de cá, mesmo sem querer.

Jornalista, especialista em Jornalismo Literário, mestre em Divulgação Científica e Cultural pela Unicamp. Coordenador de Jornalismo do Correio Escola Multimídia.
enviada por Fabiano Ormaneze
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24/02/2014 12:20:47.000
O QUE É DOM CASMURRO?
foto: conversasaopedomundo.wordpress.com

 Recentemente lemos nos jornais a respeito do BBB14. No grupo, homens e mulheres “sarados”, como se diz popularmente, prontos para desafios corporais e comportamentais, pouco preparados para os conhecimentos gerais.

Pedro Bial, conhecido jornalista da Globo e comentarista de tal programa, resolveu inovar procurando incentivar a leitura entre os concorrentes, desafiando-os com a pergunta “Quem escreveu Dom Casmurro?” e uma jovem rebateu com “O que é Dom Casmurro?”

Tal cena veio comprovar a pobreza de formação de nossos jovens e a quantas anda nossa cultura.

Com certeza todos eles têm celular, acessam com facilidade computadores ou Ipads, mas o que fazem com tais recursos digitais é comprovado neste horrível desconhecimento em relação à leitura de nossos escritores clássicos, no caso, Machado de Assis. Outra comprovação veio corroborar com tal ideia: Como se não bastasse, outro eliminado do programa errou a simples pergunta feita sobre qual estação do ano vem após o Verão respondendo “Primavera”!

 

Infelizmente seus olhos hoje estão mais voltados à pobreza de informação presente na programação brasileira (TV aberta) ou em jogos nos suportes digitais, a corpos torneados e bronzeados em roupas justas do que ao vocabulário fraco, fruto de um conhecimento superficial e passageiro.

Sua conversa se atém a poucas palavras, curtas, sem conteúdo, pois seu cérebro se contenta com pouco.

Não demonstram curiosidade por nada cultural, se atendo apenas a bailes funk e mais recentemente aos rolezinhos com a “galera”, “brothers”! Não se justificam ou se responsabilizam por nada, sem limites para com a liberdade do outro.

“Oi nóis aqui”, chamada de capa recente da revista Veja é uma clara alusão a esta juventude desconexa, desajustada, sem ideais, deixando-nos a dúvida sobre que país querem “construir” no futuro.

Coordenadora geral do Projeto Correio Escola Multimídia, mestre em Psicologia Escola pela PUC-Campinas.
enviada por Cecília Pavani
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17/02/2014 12:25:13.000
Paulo Freire, a simplicidade que ainda inova...

Leio sempre os textos publicados e os livros escritos pelo prof. José Manuel Moran, doutor em Ciências da Computação da USP e acompanho  também suas publicações no blog “Educação humanista inovadorahttp://moran10.blogspot.com. Já tive a oportunidade de assistir a uma de suas palestras no Curso Correio Escola Multimídia sobre as novas tecnologias e escrevi também aqui nesse espaço sobre outro texto de sua autoria: “Aprender a ler e compreender no ritmo alucinante das informações on line”.

Recentemente li um texto no seu blog, com algumas citações suas e de outros professores  sobre o eterno educador Paulo Freire, pensador que valorizou a cultura e o conhecimento prévios dos estudantes: http://porvir.org/porpensar/paulo-freire-simplicidade-ainda-inova/20140102dia 3/01/2014.

Os métodos e conceitos pedagógicos de Paulo Freire continuam mais do que nunca atuais e inovadores mesmo após 50 anos de sua primeira experiência com adultos e numa época que a internet não fazia parte da realidade educacional.

“Nunca tivemos tanta chance de aprender juntos como agora”, avalia José Manuel Moran, que enxerga na colaboração, na troca, na convivência virtual e no compartilhamento de saberes um dos princípios mais  importantes de Paulo Freire, o de aprender junto.

Noêmia de Carvalho Garrido, uma das organizadoras do livro Memorial Paulo Freire: Diálogo com a Educação (Expressão e Arte)  diz que “O homem, em sua formação, não é dividido, ele é integral, o conhecimento que vem de fora da escola é integral. Só se fragmenta na sala de aula”.

Trabalhar  o método de Paulo Freire na escola hoje, segundo a professora doutora da Unicamp Debora Cristina Jeffrey é trabalhar um projeto gerador e interdisciplinar, centro de interesse para toda comunidade escolar. Como exemplo ela sugere  temas como as Manifestações dos jovens em 2013, que inicialmente surgiram para contestar os aumentos nas tarifas de transporte público, e ganharam grande apoio popular após a forte repressão policial contra as passeatas.

Copa do Mundo, Eleições e Alterações climáticas no Planeta também são temas que irão  ocupar bastante espaço nas mídias em 2014 e que poderão ser trabalhados em todas as disciplinas curriculares. Temas como esses ajudam a romper a rotina, que às vezes  se instala na sala de aula e passam a dar sentido a cada momento da vida,  a cada ato cotidiano, a cada instante  vivido pelos alunos, reafirmando dessa maneira os conceitos pedagógicos sempre atuais do eterno educador...

Professora de Língua Portuguesa e integrante da equipe pedagógica do Correio Escola Multimídia.
enviada por Ângela Junquer
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