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Diário do Povo comemora 100 anos


Jornal do Grupo RAC entra para o seleto grupo de periódicos em circulação há uma século


20/01/2012 - 08h46 . Atualizada em 20/01/2012 - 08h52
Maria Teresa Costa   DA AGÊNCIA ANHANGUERA  
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Capa da primeira edição do Diário do Povo
(Foto: Cedoc/RAC)

O jornal Diário do Povo, do Grupo RAC, faz cem anos hoje e entra para um seleto grupo de jornais no País que se mantêm em circulação há mais de um século. Dos 652 periódicos editados diariamente no Brasil, apenas 26 (3,9%) deles ultrapassaram a marca, segundo a Associação Nacional de Jornais (ANJ). O jornal, que desde 20 de janeiro de 1912 vem registrando a história, entra também para a história. 

“É um marco importante na história da Imprensa e vamos comemorar esse marco com uma série de eventos durante o ano”, disse o diretor presidente do Grupo RAC, Sylvino de Godoy Neto. Apesar de centenário, afirmou, o Diário é um jornal jovem, atual, que acompanha as inovações e ao mesmo tempo mantém o compromisso de defesa da população a que se propôs desde o início. O Diário foi fundado por Álvaro Ribeiro em 1912, que iria, anos mais tarde, fundar o Correio Popular. “Temos uma história bonita, de luta e defesa da sociedade”, afirmou Godoy Neto. 

Quando surgiu pelas mãos de Álvaro Ribeiro e Antônio Franco Cardoso, Campinas era ainda uma cidade de economia agrária, baseada na cafeicultura, mas que já dava seus passos rumos à modernidade. No ano da fundação do Diário, foi inaugurado em Campinas o serviço de bondes elétricos, utilizando um pequeno trecho, da Rua General Osório até o Jardim Público, onde existe hoje o Centro de Convivência Cultural. Era um marco: o fim dos bondes puxados a burros e a retomada do progresso. 

Efetivamente, a luz era motivo de júbilo, como apresentava o trecho de uma reportagem de 1912: “O prefeito retirou o velho chafariz do Largo do Teatro para, em seu lugar, colocar um elegante poste para lâmpadas elétricas. A praça vai possuir luz magnífica e ficar apta a deslumbrar a vista do público”. 

A primeira edição o Diário já registrava a preocupação com os problemas dos bairros. Evidenciando apenas a Vila Industrial como exemplo de qualidade de vida, o jornal mostrava que o bairro Guanabara (“pitoresco pela sua colocação esplêndida, onde se descortina um panorama lindíssimo da cidade”) se encontra intransitável pelas condições péssimas de suas ruas. Na verdade, diz a reportagem, em problemas o Guanabara só perde para o Taquaral, “mais infeliz ainda”: “ali não há absolutamente nada que o traduza em serviço público, nem ao menos uma pequena agência do Correio”. 

Na época do surgimento do Diário, circulavam em Campinas outros periódicos, como o Correio de Campinas, Cidade de Campinas, Comércio de Campinas e O Mensageiro (ligados a partidos políticos e à Cúria Metropolitana). Entretanto, diferente dos outros, o Diário entrava no mercado editorial com uma linha independente e uma novidade importante para marcar a informação: um serviço telegráfico que trazia para o jornal notícias fornecidas pela Agência Nacional. Muitos desses telegramas eram afixados na parede defronte da extinta Casa Mascote, na Rua Barão de Jaguara. 

O jornal mudou, Campinas mudou, mas seu compromisso de ser o defensor intransigente de todas as classes sociais não mudou. Hoje, moderno, ágil, de fácil leitura e integrado às últimas inovações da imprensa no Brasil, crescendo a cada dia, o Diário do Povo chega no seu centésimo aniversário firme na posição em defesa da sociedade e dos interesses do campineiro. 

Desde o seu primeiro número, tem o compromisso firmado e indelével de “lançar ao grande público um jornal legível, aceitável e procurado, uma folha que se lê com qualquer satisfação sem movimento de repulsa que a condene”. Ele é parte do Grupo RAC, que também publica Correio Popular, Notícia JÁ, Gazeta de Piracicaba, Gazeta de Ribeirão, as revistas Metrópole e Panorama e os portais RAC.com.br e Correio.com.br. Também fazem parte do grupo a Agência Anhanguera de Notícias (AAN) e a gráfica e bureau GrafCorp. 

Um dos primeiros jornais do País a adotar o sistema off-set de impressão, foi pioneiro na Imprensa nacional a substituir o formato standard pelo berliner, que facilita a portabilidade, e que já era adotado pela maioria dos jornais europeus. O jornal ganhou novo visual, mais vibrante, de leitura rápida e agradável.

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