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Internet móvel de quarta geração chega em 2013


O serviço irá utilizar duas faixas de frequência, que serão leiloadas pelo governo, para oferecer internet móvel em velocidades de até 100Mbps


06/03/2012 - 11h31 . Atualizada em 06/03/2012 - 11h36
Patrícia Azevedo   DA AGÊNCIA ANHANGUERA  
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No Brasil, o modelo adotado pelo Ministério das Comunicações para o 4G é o Long Term Evolution (LTE)
(Foto: Editoria de Arte)

Institutos de pesquisa e operadoras de telefonia celular estão preparando as bases para a chegada da tecnologia 4G no Brasil, prevista para começar a ser implementada pelo Ministério das Comunicações em 2013. O serviço irá utilizar duas faixas de frequência, que serão leiloadas pelo governo, para oferecer internet móvel em velocidades de até 100Mbps. 

“Pretendemos fazer em maio o leilão simultâneo de faixas de frequência de 2,5Ghz e 450Mhz para implantar o 4G no Brasil e estou confiante no sucesso desse leilão”, afirmou o ministro Paulo Bernardo, durante visita ao CPqD, em Campinas. Bernardo diz que o mercado para o 4G no Brasil poderá atingir, até o final da sua implantação em 2015, cerca de 30 milhões de pessoas e 5 milhões de propriedades rurais. 

No Brasil, o modelo adotado pelo Ministério das Comunicações para o 4G é o Long Term Evolution (LTE). “O LTE é a tecnologia mais avançada atualmente na área de comunicação sem fio em banda larga”, afirma Hélio Graciosa, presidente do CPqD. Esse padrão, explica Janilson Bezerra da Silva Junior, responsável pelo setor de inovação tecnológica da TIM Brasil, pode ser usado em várias faixas de frequência, canais por onde os dados trafegam pelo ar. 

“Outras frequências poderão hospedar o LTE, uma vez que a padronização feita pelo 3GPP é muito flexível e existem operações LTE em 700MHz, 800MHz e 1800MHz”, destaca. 

Fabbryccio Cardoso, pesquisador e coordenador técnico do projeto LTE do CPqD, conta que o 3GPP, fórum que reúne empresas e órgãos de padronização, é o criador de tecnologias usadas nas redes celulares. 

“Foi esse fórum que criou o HSPA, conhecido como 3G, e o LTE, ou 4G”, explica. Cardoso ressalta que o padrão especifica a arquitetura da rede, detalhando como o sinal tem que ser transmitido. “Ele determina também quais os elementos que têm que ter na rede para poder fazer o sistema funcionar”, explica. 

O pesquisador do CPqD conta que o LTE atinge hoje uma velocidade de pelo menos 100Mbps por segundo. O 3G hoje fica em torno de 3Mbps. “100Mbps é uma velocidade média, em condições ideais, não quer dizer que o usuário terá sempre esse desempenho”, afirmou.
Essas taxas de velocidades mais altas são possíveis porque, segundo o pesquisador da Unicamp Claudio Kiyoshi Umezu, a quarta geração é baseada no protocolo IP para a transmissão de dados. Esse protocolo é o mesmo usado nos computadores. “O 4G é baseado em rede IP, enquanto o 3G é adaptado para funcionar na rede de voz das operadoras”, afirma Umezu. 

Além disso, explica o pesquisador do CPqD, a rede 4G utiliza tecnologias avançadas como a de múltiplas antenas, que amplificam o sinal e permitem transmitir um número maior de bites pelo espaço aéreo. O 4G, acrescenta Cardoso, usa novas técnicas de modulação do sinal transmitindo. Essas técnicas aumentam a capacidade das ondas de transmissão, agilizando a velocidade do sinal. 

Márcio Nunes, diretor de Plataformas e Rede da operadora Claro, explica que investir nessa tecnologia permite uma qualidade maior nos serviços prestados.

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