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Palestra aborda uso exagerado de textos midiáticos na escola


Preocupação de educadores é que alunos façam uma leitura mais reflexiva


17/07/2012 - 20h33 .
Inaê Miranda   DA AGENCIA ANHANGUERA  
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Professores Luzmara Cucino e Fabiano Ormaneze durante debate
(Foto: Dominique Torquato / AAN)

Há 15 anos, educadores, intelectuais e pesquisadores da área de educação discutiam a importância do uso da mídia na sala de aula. O tema continua presente nos debates dos especialistas, mas com um novo enfoque, já que os textos midiáticos se tornaram uma realidade na formação de leitores.

A preocupação agora é com o uso exagerado e suas implicações. Esse foi um dos debates no segundo dia do 18º Congresso de Leitura do Brasil (Cole), realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A palestra Mídia e Leitura na Sala de Aula teve como debatedores a professora Luzmara Cucino, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), e Fabiano Ormaneze, professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e coordenador de jornalismo do projeto Correio Escola Multimídia, do Grupo RAC.

Luzmara ressaltou a importância do uso dos textos midiáticos na sala de aula, entretanto fez uma crítica ao uso exagerado. Segundo ela, esse formato pode trazer algumas implicações na formação do leitor, sobretudo àqueles alunos que não fazem parte de uma comunidade de leitores e que dificilmente terão acesso, fora da escola, a textos literários, clássicos e antigos.

Segundo ela, o uso exclusivo dos textos midiáticos podem levar a uma leitura fragmentária e superficial. “Exatamente por serem menores, trabalharem com linguagens distintas, que permitem essa quebra, como uma imagem, um fragmento verbal, um infográfico ou uma rota alternativa de leitura para o leitor por meio de títulos e legenda, criam uma cultura de leitura panorâmica e não extensiva”, diz.
O professor Ormaneze ressaltou a importância do uso da mídia na sala de aula, mas disse que nos últimos anos passamos de um uso praticamente inexistente da mídia para um uso exagerado. “O texto midiático precisa sim ser usado na sala de aula. Não em detrimento de outros textos, mas como um texto complementar”.

Segundo ele, o ideal é usar o texto midiático, mas também o literário, o científico e didático. “O leitor deve ser capaz de fazer uma leitura reflexiva e não puramente informativa”. Diante desse contexto, o desafio do professor na formação de novos leitores, segundo Ormaneze, é atuar como mediador e ajudar a definir caminhos para que o aluno tenha uma informação de qualidade. “O desafio do professor hoje é formar para que aluno possa entrar em contato com todas essas informações e conseguir fazer a separação daquilo que deve ser aproveitado.”

A professora Maria Inês Ghilardi Lucena, mediadora do debate, coordenou desde 1999 o seminário Mídia, Educação e Leitura e disse que o tema continua atual. “Naquela época começamos a falar da necessidade de usar a mídia na escola e agora já temos um uso amplo na sala de aula e precisamos pensar num outro aspecto, de como utilizá-la da melhor maneira.”

Livro

Nesta quarta-feira (18), será lançado na Feira Literária o livro Novas Competências na Sociedade do Conhecimento, de autoria de nove pesquisadores, professores e profissionais da área de comunicação, educação, mercado de trabalho, e-commerce e Direito: Ângela Junquer, Cecília Pavani, Eliana Whonrath, Elizena Cortez, Ezequiel Theodoro da Silva, Fabiano Ormaneze, Lucimara Melato, Luiz Sérgio Vieira Dutra, Patrícia Peck Pinheiro.

A obra aborda temas como as implicações legais do uso da internet, uso do jornal em convergência com outras mídias na educação, além de discutir as demandas do mercado de trabalho.

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