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FAB homenageia pilotos de caça da 2ª Guerra


Aeronave saiu na manhã desta sexta-feira (23) de Viracopos com destino à Base Aérea de Santa Cruz, no Rio


23/04/2011 - 17h08 . Atualizada em 23/04/2011 - 17h26
Adriana Leite   Da Agência Anhangüera  
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Jato Embraer 195, que foi batizado pela Azul Linhas Aéreas com o nome Jambock Azul, é escoltado por dois caças da FAB ao chegar no Rio
(Foto: Divulgação)

Do céu, dezenas de caças aniquilavam com metralhadoras, bombas e foguetes as últimas posições nazistas na Itália. Era 22 de abril de 1945 e a Segunda Guerra Mundial vivia seus últimos capítulos. Após os ataques, milhares de lenços brancos cobriram as ruas em sinal de paz e do fim de uma agonia que durou muitos anos. As imagens ainda estão guardadas na lembrança do brigadeiro José Rebelo Meira de Vasconcelos, de 88 anos, que pilotava um dos caças do 1º Grupo de Aviação de Caça (GavCa) da Força Aérea Brasileira (FAB). Nesta sexta-feira (23/04), ele se uniu a outros veteranos e militares da ativa para celebrar o Dia da Aviação de Caça e recordar a façanha brasileira no conflito. 

A luta dos pilotos nacionais também ganhou uma homenagem da Azul Linhas Aéreas, que batizou mais um dos aviões integrantes de sua frota, um Embraer 195, com o nome de Jambock Azul. A nomenclatura é uma alusão ao código usado no rádio para identificar os pilotos brasileiros durante a Segunda Guerra Mundial e que acabou sendo um dos símbolos do conjunto de aviadores. A aeronave saiu na manhã desta sexta-feira (23/04) do Aeroporto Internacional de Viracopos com destino à Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e retornou no final da tarde para integrar a frota que atende a 35 destinos. 

O avião foi escoltado, na chegada à base da Aeronáutica, por dois caças F-5EM Tiger II. Além do nome, o jato também ganhou adesivos com o brasão do 1º Grupo de Aviação de Caça “Senta a Púa!”, que era o grito de guerra dos aviadores brasileiros. O avestruz que ilustra o brasão representa a capacidade dos brasileiros de tolerar a comida servida na cantina das bases aéreas norte-americanas onde treinaram antes de ir para a batalha na Europa. Os pilotos nacionais ficaram baseados em Tarquinia. O veterano da Segunda Guerra Mundial lembrou ontem que o grupo fazia missões na região da cidade de Pisa. 

“Lembro que no dia 22 de abril vi da aeronave um negócio extraordinário: nas ruas as pessoas acenavam lenços brancos. Nós ficamos sete meses por lá. Eles viveram aquela guerra por mais de quatro anos”, contou. Vasconcelos afirmou que no momento das missões o único pensamento era fazer o que fora traçado pelo comando. “Ficava na minha cabeça que tinha que cumprir a minha missão”, disse. Ele comentou que jogar bombas em pessoas era uma tarefa muito triste. Outro veterano da batalha, o brigadeiro Rui Moreira Lima, de 92 anos, emocionado afirmou que o dia 22 de abril entrou para a história do Brasil. “Eu tive a honra de representar o meu País naquele dia”, comentou, com lágrimas nos olhos.

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