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Página de cachorro perdido vira febre no Facebook


Família que o encontrou e que procura o dono não esperava repercussão tão grande


11/10/2011 - 16h12 . Atualizada em 11/10/2011 - 17h44
Raquel Valli   AAN  
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Cuidados com o labrador mobilizam os amigos de Paloma, que a ajudam na tarefa
(Foto: Divulgação)

Em menos de 72 horas, a página do Facebook que procura o dono do Labrador perdido em Campinas, já estava com mais de 550 seguidores. 

O animal foi encontrado na madrugada de sábado (8) pela estudante Paloma Toledo Correa, de 19 anos, no bairro Taquaral, quando ela voltava de uma balada.

'Estamos supresos com a repercusão, não esperávamos que ela seria tão grande', afirmou a jovem. 

Além da procura pela internet, cerca de cinco a seis pessoas telefonam por dia afirmando serem os donos do cachorro. Entretanto, com receio de que falsos proprietários quisessem pegá-lo, Paloma contratou um adestrador para saber como reconhecer o verdadeiro. As técnicas, no entanto, não serão divulgadas para não atrapalhar a busca.  

'As pessoas querem, mas não têm noção do trabalho que dá, de quanto custa manter', completou, referindo-se à posse responsável. Em três dias, a estudante já gastou R$ 300 em vacinas, R$ 100 para a compra de um saco de ração de 15 kg (que dá para um mês), R$ 70 de vermífugo e R$ 70 de um profilático contra pulgas. 

Além disso, 'por ser filhote e um bebezão destruidor igual ao Marley (aludindo ao filme Marley & Eu), é preciso ter tempo e disposição para fazê-lo gastar energia', explicou. 

Como mora em um apartamento, Paloma ainda está pagando R$ 40 por dia para deixá-lo dormir em um canil. 'Percebemos que ele é um cachorro de chão, que precisa de espaço, de quintal, e que não estava feliz dormindo aqui. Por isso, de manhã ele faz atividades físicas (como natação, corrida de obstáculos e caminhada), à tarde fica comigo aqui em casa e à noite dorme no canil, onde fica mais à vontade', contou. 'A nossa opção é pela saúde e bem-estar dele'. 

As atividades de Mog podem ser acompanhadas pela página do Facebook: O Dog do Mog

Futuro

A família da jovem pretende encontrar o dono verdadeiro, mas depois de três dias de buscas incessantes, passou a cogitar a possibilidade de ele ter sido abandonado. 'Estamos pensando no que vamos fazer com ele e, até o final de semana, pretendemos decidir', disse. 

'Caso o dono não apareça, as opções são: encontrar um novo proprietário ou ficar com ele como tutora. Assim, ele não seria abandonado pela segunda vez. Eu o veria de dia e ele dormiria no canil, na casa de um amigo ou dos meus avós', cogitou. 

'Estamos pensando com calma porque é uma vida e isso demanda responsabilidade. É uma vida e não uma brincadeira', completou, consciente. 

'Desde que ele chegou, houve uma mudança muito grande na vida da gente', afirmou a mãe de Paloma, Pilar Toledo Correa. E, apesar de todo o trabalho, coisas muito positivas aconteceram, como, por exemplo, a percepção dos amigos de verdade, das pessoas que nos dão apoio, que fazem as coisas acontecerem'. 

Além disso, completou Pilar, 'há a perspectiva pessoal de cada um na maneira como cada um se envolve em uma causa - o que é muito importante', disse. 

Ajuda

Po orientação veterinária, Mog está comendo a Royal Canin para filhotes, 'que é uma ração boa, de qualidade, mas não tão cara como as premium', explica Paloma. E ele usa também tapete higiênicos, onde aprendeu a fazer as necessidades quando está no apartamento. 

Quem quiser auxiliar com doações de ambos os itens, souber o paradeiro do verdadeiro dono, ou se voluntariar para adotá-lo, pode entrar em contato com a família pelos telefones: 3233-1731 (residencial), 9113-8500 e 8147-3231 (celulares) e 3232-0244 (comercial).