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Desabamento de prédio dá prejuízo a ONG no Cambuí


No imóvel, funcionava bazar beneficente da entidade Cidade dos Meninos


08/12/2011 - 09h29 . Atualizada em 08/12/2011 - 09h47
Alenita Ramirez   DA NOTÍCIA JÁ  
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Imóvel na Rua General Osório onde funcionava bazar de entidade Cidade dos Meninos e que foi ao chão na madrugada
(Foto: Cedoc/RAC)

O prédio onde funcionava o bazar beneficente da entidade Cidade dos Meninos, na Rua General Osório, no Cambuí, em Campinas, desabou na madrugada desta quarta-feira (7). O local estava vazio no momento. Com o barulho da queda da estrutura, porém, moradores de rua que dormiam debaixo da cobertura do prédio vizinho se assustaram e correram para se proteger. Ninguém ficou ferido. 

O imóvel fica a menos de 50 metros da base da Polícia Militar (PM). Vizinhos e a direção da entidade suspeitam que o desmoronamento foi motivado pela obra ao lado. Representantes da construção contestam e creditam o incidente à infiltração de água na parede da casa, que é antiga. 

A entidade tinha alugado o prédio há um ano e meio. No local, são comercializadas roupas, móveis, calçados, entre outros objetos que a entidade ganha em doações. O bazar movimentava cerca de R$ 35 mil por mês, dinheiro que era usado para garantir a alimentação das 190 crianças que são atendidas pela organização. Segundo a coordenadora do bazar, Geisa Pontes de Almeida, pelo local passam entre 100 e 150 pessoas por dia. “Ainda bem que foi na madrugada, porque se fosse durante o dia, seria uma tragédia”, disse.
A assessora de diretoria da entidade, Lúcia Moraes, calcula que o prejuízo deva girar em torno de R$ 300 mil, sendo R$ 200 mil em mercadoria e R$ 100 mil de perda imediata. 

Ontem pela manhã, um engenheiro da Secretaria Municipal de Urbanismo e técnicos da Defesa Civil estiveram no imóvel e o interditaram. O laudo da Prefeitura que apontará as causas do desabamento deve ficar pronto em 10 dias. “A dona da casa também contratou um engenheiro para avaliar a situação. Ela tinha um laudo concedido pela Prefeitura que comprovava que o prédio poderia ser habitado”, disse Lúcia.