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Policial da DIG é preso em Campinas


Júlio Falkine foi preso pela Corregedoria da Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (1/2) acusado de envolvimento no assassinato do pecuarista Márcio Renato Garcia


01/02/2012 - 21h26 . Atualizada em 01/02/2012 - 22h28
Felipe Tonon   DA AGÊNCIA ANHANGUERA  
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Um computador, uma caixa de uma arma Taurus e uma mochila foram apreendidos na DIG e na casa do policial suspeito
(Foto: Leandro Ferreira/AAN)

O chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações Gerais de Campinas (DIG), Júlio Falkine, foi preso pela Corregedoria da Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (1/2) acusado de envolvimento no assassinato do pecuarista Márcio Renato Garcia, de 39 anos, morto com cinco tiros no último dia 16, na Avenida Orosimbo Maia.

A pedido do Ministério Público Estadual, o policial foi preso durante mandado de prisão cumprido na sede da delegacia especializada, no Jardim Amazonas. Os policiais ainda cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa de Falkine.

A prisão aconteceu por volta das 14h, na sede da DIG. O delegado Carlos Henrique Fernandes, que assumiu nesta quarta (1/2) a delegacia, substituindo o delegado Cláudio Alvarenga, confirmou que policiais da Corregedoria da Polícia Civil estiveram no prédio durante a tarde, mas não deu detalhes sobre o trabalho que foi realizado no local.

Por volta das 18h, quatro horas depois da prisão, Falkine chegou à sede da Corregedoria, na Avenida Francisco Glicério. A polícia também chegou com um computador, uma caixa de uma arma Taurus e uma mochila, objetos que foram apreendidos na DIG e na casa do policial. Depois de duas horas de depoimento ele ainda não havia deixado o prédio.

O delegado assistente da Corregedoria, Sander Malaspina, que cobre férias do delegado Roveraldo Battaglini, disse que não ia comentar sobre o caso, e que apenas a Secretaria de Segurança Pública iria se manifestar.

Em nota, a assessoria de imprensa da SSP confirmou a prisão do policial, suspeito de envolvimento no homicídio do dia 16. ' A prisão ocorreu em cumprimento a um pedido de prisão temporária. Entretanto, diante da apresentação de um álibi, ele teve sua prisão revogada pela Justiça, e foi liberado em seguida. O investigador se colocou à disposição da Corregedoria para esclarecimento'.

Falkine, que já atuou como investigador no 3º Distrito Policial de Campinas, já havia sido preso em 2001 acusado de tortura e peculato, que é a apropriação indevida de bens públicos. Ele e outros cinco policiais teriam desviado uma carga de cigarro apreendia em Hortolândia, em 1999.

O crime

O assassinato aconteceu no começo da tarde do dia 16 de janeiro, em uma das avenidas mais movimentadas da cidade, a Orosimbo Maia. Márcio Renato Garcia foi atingido por cinco tiros. A vítima e o autor do disparo estavam no interior do carro do pecuarista - um Corolla. Antes dos disparos, o veículo guiado pela vítima entrou na contra-mão da avenida, bateu em três veículos e só parou quando colidiu com uma árvore em frente à Maternidade de Campinas.

Após a batida testemunhas disseram à polícia que o atirador saiu do veículo e correu até a Avenida Francisco Glicério, onde entrou em um Pálio branco que o aguardava. O caso era investigado pelo 1º Distrito Policial, no bairro Botafogo, que recolheu as imagens de câmeras de segurança instaladas na avenida para identificar o autor do crime. O pecuarista chegou a ser socorrido com vida, mas morreu ao dar entrada no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti.

PM foi preso na terça

A assessoria da imprensa da Polícia Militar divulgou nota sobre a prisão do soldado Joel de Oliveira, de 39 anos, que atuava na 5ª Companhia da PM em Campinas, detido na terça-feira (31) por porte ilegal de arma de fogo, e que está preso no presídio militar Romão Gomes, em São Paulo.

A corporação informou que todas as providências administrativas estão sendo adotadas pela Polícia Militar e, após o encerramento do processo regular, em breve, poderá ocorrer a sua expulsão. 'A Polícia Militar do Estado de São Paulo não compactua com nenhum ato contrário aos valores e preceitos do regulamento disciplinar e, nesse sentido, tem um sistema de depuração interna rígido e importante para o aperfeiçoamento profissional e melhoria da qualidade dos serviços prestados à população'.