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Torcedor atingido em briga de derbinho tem morte cerebral


Anderson Ferreira atingido em confronto entre torcidas organizadas de Guarani e Ponte Preta na noite de quinta-feira (15)


18/03/2012 - 09h20 . Atualizada em 18/03/2012 - 16h37
Moara Semeghini   DO PORTAL RAC  
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O jogo entre os times sub 15 de Campinas marca uma semana
(Foto: Edu Fortes/AAN)

A assessoria do Hospital Mário Gatti confirmou na manhã deste domingo (18) a morte cerebral do torcedor bugrino Anderson Ferreira atingido por uma pedra na cabeça em confronto entre torcidas organizadas de Guarani e Ponte Preta. O confronto aconteceu na noite de quinta-feira (15), uma hora e meia depois da realização de dois derbinhos, no Brinco de Ouro, em Campinas.

Os últimos exames divulgados pelo hospital apontavam traumatismos craniano e torácico. Anderson, que era integrante da Torcida Fúria Independente, respirava com a ajuda de aparelhos e permanecia em estado grave.

No derbinho, Guarani e Ponte Preta disputaram dois jogos pelas categorias sub-15 e sub-17. Depois de brigas entre as torcidas, os integrantes da Torcida Jovem da Ponte foram escoltados pela Polícia Militar até o Majestoso. Uma hora e meia depois, um grupo de pontepretanos, com pedras, paus e rojões, retornou ao estádio do Brinco de Ouro e duelou com torcedores bugrinos nas proximidades do estádio adversário. Durante o confronto o bugrino Anderson Ferreira recebeu a pedrada. 

Na tarde deste domingo (18), a Diretoria Torcida Fúria Independente soltou um comunicado posicionando-se sobre a morte. 

Confira abaixo a nota na íntegra:  

'Cerca de 80 delinquentes, que utilizavam uniforme da torcida jovem, desceram até o estádio Brinco de Ouro munidos de paus, pedras, barras de ferro e bombas caseiras. Anderson caiu e foi agredido covardemente por 10 criminosos enquanto estava no chão.
O torcedor foi atingido principalmente na cabeça e no tórax por barras de ferro e pedaços de madeira, e não por uma pedra, como está sendo divulgado pela imprensa. Esse ato deixa claro que houve tentativa de homicídio doloso, uma vez que o torcedor bugrino estava no chão sem chance de defesa.

É inadmissível que avenidas como Princesa D’oeste e Ayrton Senna não existam câmeras de segurança que tenham registrado a agressão. Colocamo-nos a disposição para possíveis esclarecimentos.'