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Greve de instrutores prossegue e exames são cancelados


Segundo sindicato dos trabalhadores, TRT marcou audiência para dia 17 e até lá paralisação será mantida


10/04/2012 - 09h36 . Atualizada em 10/04/2012 - 16h36
Adagoberto Baptista   Portal RAC  
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A greve dos instrutores de autoescolas de Campinas será mantida para os próximos dias. Nesta terça-feira (10), segundo dia da paralisação, nem aulas nem exames com carros foram realizados na Vila Aurocan. Segundo o advogado Rogério Lemos, que representa os trababalhadores, o pedido de dissídio de greve impetrado pelo sindicato patronal, na segunda-feira (9), não foi acatado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região.

'A intenção do sindicato patronal era liminar para volta ao trabalho. Mas o desembargador Lourival dos Santos entendeu que a atividade não é essencial e marcou uma audiência para a próxima terça-feira, dia 17', afirmou Lemos. De acordo com ele, até esta data, a greve continua. A reunião será às 15h na sede do TRT. O processo que tramita no TRT é o 593/2012 e está na Seção de Dissídios Coletivos.

O Sindicato dos Trabalhadores em Auto Moto Escolas, CFC, Despahcantes e Transporte Escolar de Campinas e Região inicou a paralisação na segunda-feira (9), quando os exames com motos deixaram de ser executados. O sindicato quer reajuste salarial, aumento no tiquete-refeição, prêmio por tempo de serviço e final do transporte de aluno para aluna de moto no veículo.

''Já tínhamos fechado acordo na semana passada, mas o sindicato patronal não cumpriu. Entre 400 e 500 instrutores estão parados em Campinas', explicou o advogado Rogério Lemos.

Ele também disse que os grevistas ficarão no sindicato para delinear os passos do movimento. A paralisação é para reajuste salarial para todos os trabalhadores em autoescolas, mas neste momento atinge os instrutores. O salário atual de um instrutor é R$ 1.295 e eles pleiteiam R$ 1.520.

Outro lado

O presidente do sindicato patronal, José Guedes, afirmou, no final da manhã desta terça-feira, que a convenção coletiva da categoria já tinha sido discutida desde janeiro e que a greve foi deflagrada por causa de uma nova cláusula social, que é a inclusão de cesta-básica, além do tíquete-refeição. 'Este pedido não é possível, pois as autoescolas não podem onerar ainda mais. Se isto ocorrer, terá de ser repassado para os alunos'. De acordo com o presidente do Sindicato de Auto Moto Escolas, CFC do Estado de São Paulo, na segunda-feira (9) foi dada entrada em pedido de dissídio coletivo de greve para se obter uma liminar  junto ao TRT de Campinas. 'Vamos aguardar a audiência para a questão ser solucionada, caso os representantes da categoria não nos procurem antes', explicou José Guedes.

Ainda de acordo com ele, os instrutores em Campinas já possuem o piso mals elevado do Estado de São Paulo. 'Pedidos feitos pela categoria, como aumento no tíquete e no salário, acima dos 6,26% anteriormente discutidos, podem até ser analisados em audiência. Já a cesta-básica e não levar mais aluno para aulas de moto na garupa não podem ocorrer', afirmou José Guedes. Pelo percentual dos patrões, o salário do instrutor deve chegar nos R$ 1,4 mil. Os trabalhadores pedem R$ 1.520.