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Crianças são vítimas de agressão do pai e madrasta


Dois irmãos de 9 e 11 anos apanharam de cinta e uma planta conhecida como espada de São Jorge


27/04/2011 - 22h01 . Atualizada em 27/04/2011 - 22h08
Luciana Brunca    
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Irmãos foram violentamente agredidos
(Foto: Dominique Torquato / AAN)

Dois irmãos de 9 e 11 anos foram vítimas de maus tratos na noite da última terça-feira (26/04) pelo pai e pela madrasta, em Monte Mor. Os meninos apanharam de cinta e de espada de São Jorge. Eles ficaram com as costas e parte da coxa totalmente marcadas. Os dois meninos moravam com o pai A.P., que trabalha como pintor e a madrasta C.R.L.O., que trabalha como faxineira no Jardim Paulista.

'Ainda não conseguimos localizar os pais. As crianças serão encaminhadas para o Instituto Médico Legal (IML) de Americana. A pena para maus-tratos varia de dois meses a um ano de detenção', disse o delegado de Monte Mor, José Eduardo Cury.

A agressão foi denunciada na manhã desta quarta-feira (27/04) pela direção da Escola Municipal Miguel Jalbut, onde as crianças estudam em horários diferentes. Assim que tomou conhecimento do ocorrido a escola acionou imediatamente o Conselho Tutelar, que chamou a Guarda Municipal e as crianças foram encaminhadas para a delegacia.

Uma mulher que preferiu não se identificar disse que não percebeu que os meninos estavam machucados e que eles também não comentaram nada com ela. 'Eles me disseram que o pai bateu com a cinta e a madrasta com a espada de São Jorge. O menor foi o que mais apanhou. Ele está com as costas totalmente machucadas e na coxa também existem marcas. Eles disseram que apanharam só de cueca', disse.

De acordo com informações a mãe biológica dos meninos mora em São Paulo. 'Eles me disseram apenas que apanharam porque desobedeceram os pais', disse Cury.

Sentados no banco da delegacia os meninos contaram que já ficaram machucados outras vezes. Eles afirmaram ainda que toda vez que fazem arte sempre apanham. 'Minhas costas doeram bastante eu tive até que dormir de bruços', disse um dos meninos.

As conselheiras tutelares que acompanhavam as crianças informaram que não poderiam falar sobre o ocorrido. Na escola a informação foi de que o responsável não estava.