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Mãe que perdeu filho para droga e violência vive dia triste


Mãe de adolescente morto por jovem sob efeito do crack transforma a perda em luta contra a droga


08/05/2011 - 08h43 . Atualizada em 08/05/2011 - 08h55
Fábio Serapião    
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Paula Selhi vai passar o primeiro Dia das Mães sem Felipe, assassinado aos 17 anos: “A dor da perda é igual. Independente se ele foi vítima do crack ou de um usuário de crack”
(Foto: Leandro Ferreira/AAN)

Assim como muitas campineiras que tiveram a vida transformada pelo crack, a funcionária pública Paula Selhi também não poderá ter o filho em seus braços nesse Dia das Mães. Felipe Selhi foi morto no dia 18 de maio do ano passado na Rua Cônego Cipião, perto do Viaduto Miguel Vicente Cury. Aos 17 anos, ele foi assassinado a facadas por dois homens — de 22 e 29 anos — que estariam sobre os efeitos do crack durante um assalto. O local é conhecido como uma das cracolândias de Campinas. 

“Na audiência de instrução de um deles, ele relata não saber o que exatamente aconteceu naquele dia por estar há três dias usando a droga”, conta Paula, que sofre com fato da vida do seu filho ter sido roubada pela irresponsabilidade de outras pessoas. Como forma de tentar compensar a perda, Paula iniciou, dez dias após a morte do filho, um movimento que leva o nome de Felipe e busca mobilizar a sociedade em busca de paz e segurança nas ruas de Campinas. 

Para ela, o objetivo maior desa luta é evitar que mais mães sofram com esse tipo de violência e outros jovens não tenham seus sonhos destruídos como de seu filho. “A dor da perda para uma mãe é igual. Independente se ele foi vítima do crack ou de um usuário de crack. Mãe é mãe e não tem como dimensionar essa dor”, afirma. 

No próximo dia 18, o Movimento Felipe Selhi irá organizar um ato na praça onde ele foi morto e que hoje leva seu nome. Além de apresentações musicais e artísticas, o evento vai desenvolver atividades com o objetivo de promover a paz. 

Sobre como é passar o primeiro Dia das Mães longe do filho, Paula afirma que o importante é focar nas boas coisas que o movimento que homenageia o jovem no nome podem trazer para a sociedade campineira. “Não sonho mais, vivo cada dia da melhor maneira, sem atropelar ou apressar o tempos das coisas. Agora, o importante é lutar para evitar que essa droga domine nossos jovens.”

Leia mais nas edições do dia 08/05 dos jornais do Grupo RAC