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Avião que vinha para Campinas cai e mata empresário de Valinhos


O empresário Ângelo Rafaele D'elia, de 51 anos, que tem uma empresa em Valinhos, pilotava a aeronave


02/10/2011 - 09h27 . Atualizada em 02/10/2011 - 21h23
Maria Teresa Costa   Agência Anhangüera de Notícias  
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Morreram o piloto e três passageiros, que embarcaram na cidade de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, com destino a Campinas
(Foto: AE)

Clique aqui para ver mais fotos do acidente

O empresário de Valinhos, Ângelo Rafaele D'elia, de 51 anos, seus filhos Bruna, de 18 anos, estudante de engenharia civil da Puc-Campinas, e Rafael Ângelo, de 12 anos, e uma amiga da filha, Syhlvia Katheiny Torreta, de 23 anos, morreram em um acidente de avião na noite deste sábado (1/10).

O avião modelo Bonanza, pilotado pelo empresário, partiu de Ponta Porã (MS) com destino a Campinas e caiu no Sítio São Sebastião, em Marabá Paulista (SP), a 500 quilômetros de Campinas, no extremo oeste paulista, por volta das 21h30.

D´elia é proprietário da ARD Indústria e Comércio, empresa que produz equipamentos pneumáticos para indústrias em geral, em Valinhos. O tempo bastante instável, com chuva forte, raios e ventania pode ter contribuído para a queda e explosão do avião.

Moradores locais informaram às autoridades que o avião voava baixo para desviar de uma nuvem de tempestade, com muitos raios, segundo o site especializado em meteorologia, De Olho no Tempo.

Informações preliminares apontam que a aeronave saiu de Ponta Porã em Mato Grosso do Sul e por conta da indisposição de um dos passageiros, precisou mudar de rota para realizar um pouso de emergência em Presidente Prudente. Sua solicitação foi atendida por Londrina, que indicou que a cidade mais próxima era Presidente Prudente. Depois disso o avião sumiu do radar. O choque foi tão violento que abriu uma cratera no chão de cerca de um metro e meio de profundidade, por cinco de largura.

O site ainda informou que imagens dos radares meteorológicos do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) indicaram, às 21 h, um alinhamento de tempestades, cujo núcleo mais intenso estava sobre o município de Marabá Paulista. O avião caiu há 500 metros da casa de um sitiante. A moradora estava com o marido dentro do imóvel quando a aeronave passou voando baixo. Assustada com o barulho, ela saiu para ver o que estava acontecendo e viu a explosão provocada pela queda.

O trabalho de buscas e remoção dos corpos ocorreu durante a madruga de domingo (2/10) e o trabalho de perícia teve início na parte da manhã por técnicos do Departamento de Avião Civil.

Segundo testemunhas, chovia forte na hora do acidente e os policiais e o corpo de bombeiros chegaram ao local, depois que moradores ligaram dizendo terem visto uma grande explosão na região.

O coordenador operacional do 42º Batalhão da PM, em Presidente Venceslau, capitão Reginaldo Ferraz, informou que os ocupantes do avião tiveram os corpos mutilados em pequenas partes, que ficaram dispersos na área da explosão. O local, segundo o oficial, é de difícil acesso.

'Além da intensa chuva, os fortes ventos podem ter provocado a queda do aparelho. Sabemos através da informação colhida em um aeroporto do Paraná que a aeronave decolou de Ponta-Porã (MS) e que durante a viagem um dos ocupantes teria sentido uma indisposição, o que teria obrigado mudança da rota para um pouso de emergência no Aeroporto Estadual de Presidente Prudente. Mas, quando realizava a manobra, possivelmente, por conta do temporal, o avião perdeu o controle, caiu e explodiu', afirmou.

Os corpos foram levados ao Instituto Médico-Legal de Presidente Venceslau, onde foram periciados e liberados por volta de 16h. O piloto e os dois filhos serão sepultados em São Paulo e Syhlvia Katheiny Paixão Torreta, em Bauru.