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Agente diz que sogro de ex-secretário ganhou 40 vezes na loteria


Declaração é do agente do Ministério Público Henrique Subi que participou das investigações no Caso Sanasa


25/05/2012 - 13h06 . Atualizada em 25/05/2012 - 16h52
Agência Anhanguera de Notícias    
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Carlos Henrique Pinto na Cidade Judiciária na manhã desta sexta-feira (25)
(Foto: Dominique Torquato / AAN)

Douglas Fonseca com informações da repórter Milene Moreto / AAN

A primeira testemunha de acusação a depor na audiência de instrução que julgará o processo corrupto conhecido como Caso Sanasa, realizada durante a manhã desta sexta-feira (25), na Cidade Judiciária, em Campinas, o agente do Ministério Público (MP) Henrique Subi disse que o  sogro de Carlos Henrique Pinto teria ganho na loteria mais de 40 vezes. Ainda segundo Subi, Carlos Henrique Pinto e Francisco de Lagos teriam feito tentativas de atrapalhar o processo de investigação.

O promotor Amauri Silveira Filho questionou o agente do MP sobre os valores em dinheiro encontrados no dia da operação que prendeu os representantes do governo Hélio de Oliveira Santos. Subi afirmou que foi encontrado dinheiro em espécie nas casas de Lagos, Cândia, Demétrio e Carlos Henrique. Os valores estavam divididos em: Carlos Henrique - R$ 32 mil, Cândia - R$ 30 mil, Lagos - R$ 20 mil e Demétrio - R$ 60 mil.

O ex-secretário Pinto, sem entrar em detalhes sobre os prêmios de seu sogro, disse que o fato aconteceu em 2001, portanto, antes de assumir um cargo público.

O promotor fez perguntas sobre o patrimônio do ex-secretário. Segundo o agente, atualmente o MP identifica o patrimônio de todos os envolvidos no caso. Subi diz que prêmios de loterias são usados para lavar dinheiro proveniente da corrupção e fraudes nos contratos da Sanasa.

O agente disse que  Lagos acompanhou junto com Carlos Henrique Pinto toda a investigação. 'Ele (Carlos Henrique) acompanhou ao lado do senhor Lagos - há muitas ligações entre eles - toda a investigação, quem seria ouvido, quem iria falar. Era atualizado sobre quem prestava depoimento ao MP. Acompanhava o que era decidido em reuniões para que ele pudesse influenciar nas investigação. Pinto e Lagos tentaram atrapalhar as investigações. Conversa identificada como número 11. Os dois tratam da intervenção direta com uma pessoa conhecida como mineiro, para que ele não se manifestasse. Depois soubemos de quem se tratava' disse.

Ainda de acordo com o depoimento do agente do MP, era difícil durante o processo de investigação descobrir qual era a verdadeira profissão de Ricardo Chimirri Cândia. 'Durante a investigação era complicado saber que tipo de função ele (Candia) tinha. Ele recebia inúmeras ligações, mas nada era claro. As conversas eram curtas e sempre marcando encontros pessoalmente em lugares variados. Em escritórios, estabelecimentos comerciais e, por algumas vezes, dentro da própria Prefeitura. Apuramos quem era Cândia e vimos que ele tinha ocupado vários cargos na Prefeitura mas que não era mais funcionário. Ele tratava da liberação de alvarás, de licença para construir. A atuação dele é do ramo imobiliário.' disse.

Battaglini

Após o término do depoimento do agente do MP,  Henrique Subi, o juiz, promotores, advogados de defesa e os réus escutaram  o depoimento do delegado corregedor da Polícia Civil de Campinas, Roveraldo Battaglini. A equipe do delegado participou das interceptações  telefônicas do Caso Sanasa e também da operação que levou parte do núcleo do governo Hélio para a prisão, no dia 20 de maio do ano passado.