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Réus deixam sala para depoimento de empresário


Ilário Bocalleto pede para falar longe dos acusados; empresário chegou a ser ameaçado na manhã desta sexta-feira (25)


25/05/2012 - 14h52 . Atualizada em 25/05/2012 - 16h44
Milene Moreto   DA AGÊNCIA ANHANGUERA  
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O empresário do ramo imobiliário Ilário Bocalleto
(Foto: Edu Fortes/AAN)

Após o fim do depoimento do delegado Roveraldo Battaglini, empresário do ramo imobiliário Ilário Bocalleto começou a depôr e pede para ser ouvido longe dos acusados do esquema de corrupção em Campinas.  Carlos Henrique Pinto, Demétrio Vilagra, Rosely Nassim Jorge Santos, Ricardo Cândia e Francisco de Lagos deixam a sala de audiência para a entrada de Bocalleto, que será ouvido longe das testemunhas de acusação. Eles vão aguardar em uma sala em anexo ao salão do júri até que o empresário termine seu depoimento.

Em seu depoimento, o delegado corregedor da Polícia, Roveraldo Battaglini, disse que uma conversa gravada entre o lobista Emerson
Geraldo de Oliveira e um amigo possui teor ofensivo dirigido ao juiz do caso, Nelson Augusto Bernardes. Na conversa interceptada no dia 20 de abril de 2011, Emerson conversa com Frank assunção para falar do mandado de prisão. 'Que F...da P...esse cara aí (juiz). O que você acha? Que teria que rolar alguma coisa? Algum carinho (propina)? Eu devo estar no tribunal por volta do meio dia com o advogado. Ele já conhece o desembargador, é amigo do cara. Sobre o Bernardes, os dois disseram na interceptação que não haveria como corromper o juiz de Campinas. Bernardes comentou o teor da escuta. 'Estou com a mãe ofendida, mas com a alma lavada', disse.

Reconhecimento 

Durante o depoimento, o promotor do Gaeco, Amauri Silveira Filho, pediu que o empresário do setor imobiliário, Ilário Bocaleto, fizesse o
reconhecimento da ex-primeira-dama, Rosely Nassim Jorge Santos e do ex-diretor de Planejamento, Ricardo Chimirri Cândio. O juiz aceitou e  pediu para que Rosely e Cândia entrassem no salão do júri. 

Silveira Filho disse que todos os réus de baixa renda são submetidos  ao procedimento diariamente nos corredores do Fórum e que não havia motivo para privar os dois réus do reconhecimento. O advogado Ralph  Tórttima Sttetinger tentou suspender o procedimento. Mas o juiz indeferiu.