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Caso Sanasa: MP entende que provas são suficientes


Promotor Silveira Filho considera que depoimentos confirmam argumentos da acusação


26/05/2012 - 17h29 . Atualizada em 26/05/2012 - 17h38
Milene Moreto   DA AGÊNCIA ANHANGUERA  
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O promotor do Gaeco Amauri Silveira Filho, que acredita ser possível pedir a condenação dos acusados
(Foto: Carlos Sousa Ramos/AAN)

Depois de ouvir as oito testemunhas de acusação, o promotor Amauri Silveira Filho disse que todas as confirmações dos depoimentos, mais as provas que já constam nos autos, são suficientes para embasar o pedido de condenação dos réus.

As testemunhas ratificaram a versão dada anteriormente pelo ex-presidente da Sanasa Luiz Augusto Castrillon de Aquino, de que havia cobrança de propina de dirigentes públicos da cidade para direcionar licitações.

Disseram que o dinheiro era entregue nas mãos de Aquino e da então primeira-dama Rosely Nassim Jorge Santos. Os depoentes ainda confirmaram detalhes da investigação da Promotoria.

Dez advogados de defesa participaram do processo. “Da ótica do Ministério Público, a audiência foi proveitosa. Os depoimentos das testemunhas vieram a confirmar todo o relato do Aquino, mais o restante das provas que já estavam nos autos, formando um contexto que, da visão da Promotoria, é mais do que suficiente para embasar um pedido de condenação dos acusados no momento processual oportuno”, disse Silveira.

Indicação

O delegado corregedor da Polícia Civil, Roveraldo Battaglini, também foi uma das testemunhas de acusação. Ele participou da operação do MP e forneceu o detalhamento da investigação e das interceptações telefônicas feitas no caso. Battaglini também citou a nomeação da mulher do delegado de polícia de Campinas Eribelto Piva Júnior nas Centrais de Abastecimento de Campinas (Ceasa) durante a gestão de Demétrio. Segundo o delegado, o petista teria afirmado que a nomeação foi um pedido do então secretário Henrique Pinto, na época coordenador do Programa Tolerância Zero.

Fitas

O conteúdo das fitas que teriam sido gravadas pelos lobistas Emerson Geraldo de Oliveira e Maurício de Paulo Manduca para chantagear Aquino e conseguir mais contratos na Sanasa foi o que causou mais constrangimento à ex-primeira-dama.

As conversas teriam sido gravadas quando Aquino estava sob o efeito de bebidas alcoólicas. O conteúdo foi divulgado por testemunhas nos depoimentos. Alguns trechos causaram desconforto à ré.