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Réus convocam ex-colegas de trabalho para depor


Os seis réus no Caso Sanasa,ex-integrantes do núcleo forte do governo do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT), foram buscar nos seus colegas de trabalho nos últimos sete anos amparo na ação penal movida contra eles pelo Ministério Público (MP).


27/05/2012 - 11h23 . Atualizada em 27/05/2012 - 11h27
Milene Moreto   DA AGÊNCIA ANHANGUERA  
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Os seis réus no Caso Sanasa,ex-integrantes do núcleo forte do governo do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT), foram buscar nos seus colegas de trabalho nos últimos sete anos amparo na ação penal movida contra eles pelo Ministério Público (MP). No próximo dia 3 de agosto, 34 testemunhas de defesa serão interrogadas pelos advogados dos acusados e pela Promotoria. Entre os elencados para comparecer à Justiça estão secretários da Administração atual, comandada por Pedro Serafim (PDT), ex-integrantes da gestão de Hélio e políticos que dividem espaço no mesmo partido dos réus. A estimativa do juiz que comanda o caso, Nelson Augusto Bernardes, é de que o julgamento do processo seja encerrado até o final deste ano.


São acusados no Caso Sanasa a ex-primeira-dama Rosely Nassim Jorge Santos, o prefeito cassado Demétrio Vilagra, o ex-secretário de Comunicação Francisco de Lagos, o ex-secretário de Assuntos Jurídicos e de Segurança Carlos Henrique Pinto, o ex-diretor de Planejamento Ricardo Chimirri Cândia e o ex-presidente da Sanasa, Luiz Augusto Castrillon de Aquino.

Na última sexta-feira, os réus se encontraram pela primeira vez desde que o escândalo de corrupção veio à tona, em maio do ano passado. Eles participaram da primeira audiência de julgamento, em que foram ouvidas oito testemunhas de acusação.

Se por um lado Promotoria buscou consolidar suas provas em testemunhas de acusação que participaram diretamente das investigações, em depoimentos de ex-funcionários dos acusados e de policiais, pelo rol de testemunhas selecionadas pela defesa os advogados dos réus devem fazer uma tentativa de demonstrar ao juiz que os envolvidos possuem um currículo profissional ilibado e que não cometeram nenhuma irregularidade enquanto estiveram à frente da Administração pública de Campinas.

Algumas das testemunhas arroladas pela defesa participaram anteriormente de depoimentos nas comissões processantes da Câmara. No ano passado, Hélio e Demétrio foram cassados pelo Legislativo em função das denúncias de corrupção que assolaram o Palácio dos Jequitibás. O deputado federal Guilherme Campos (PSD), que ocupou a cadeira de vice-prefeito no primeiro mandato de Hélio, esteve na Câmara para defender os acusados das denúncias. Seu nome está novamente na lista da defesa, mas agora no Judiciário.

Na lista, também estão, por exemplo, o ex-secretário de Transportes de Campinas e atual deputado estadual pelo PT, Gerson Bittencourt, que deverá sair em defesa de Demétrio, acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa por nove vezes. O advogado do petista, Ralph Tórtima Sttetinger, disse ao final da primeira audiência realizada na última semana que seu cliente terá oito testemunhas a seu favor.

Outra figura política que deverá sair em defesa de Demétrio é Vicente Andreu Guillo, que já foi presidente da Sanasa na gestão do prefeito Antonio da Costa Santos (PT), em 2001, e secretário nacional do Ministério do Meio Ambiente. Atualmente ele presidente a Agência Nacional das Águas (ANA). Essa também não será a primeira vez que Guillo falará em defesa de Demétrio. Quando o petista sofria o processo de cassação instalada na Câmara, Guillo depôs e chegou a disparar várias críticas ao trabalho do Ministério Público. Na época, disse que considerava frágeis as investigações da Promotoria que apontavam indícios que o petista estaria envolvido no suposto esquema de corrupção.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP, acusa Demétrio de ter recebido propina de empresários. Desde o início do caso, o petista alega que é inocente.

No rol de pessoas que compõe ou já ocuparam cargos importantes na Administração está o atual secretário de Receitas Antônio Caria Neto, a ex-secretária de Assistência Social Darci da Silva, o atual secretário de Planejamento, Alair Godoy, o chefe da pasta de Gestão e Controle, André Laubenstein Pereira, e o ex-diretor do Procon-Campinas, Anderson Gianetti. Todos atuavam na gestão de Hélio. Na última sexta-feira, Caria Neto, Laubenstein e Godoy estiveram na Cidade Judiciária, mas foram dispensados pelo juiz e serão ouvidos agora em agosto.

Henrique Pinto disse na última sexta-feira, ao final da primeira audiência de julgamento, que contará com suas testemunhas para provar que é inocente. “As minhas testemunhas de defesa são as pessoas que trabalharam comigo enquanto eu fui secretário e que vão comprovar qual foi a minha postura durante o período em que estive no governo”, disse. (Colaborou Bruna Mozer)