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Mandados de prisão são revogados pela Justiça


Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo revoga prisão de envolvidos no esquema de fraudes do Caso Sanasa


15/06/2011 - 10h23 . Atualizada em 15/06/2011 - 14h26
Douglas Fonseca   Grupo RAC  
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Rosely, Demétrio, Cândia, Cance e Lagos nem chegaram a ser presos
(Foto: Portal RAC )

Justiça revogou na noite de terça-feira (14) a prisão dos sete acusados pelo Ministério Público em envolvimento no caso Sanasa. Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça de Campinas na última quinta-feira (9). A revogação foi feita pelo desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Fábio Poças Leitão, que também revogou o pedido de prisão da primeira-dama, Rosely Nassim Jorge Santos. A informação foi confirmada por volta das 11h desta quarta (15) pela assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O desembargador decidiu pela revogação dos mandados por considerá-los abusivos, segundo a defesa dos envolvidos. O juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes, autor dos mandados de prisão preventiva, será notificado da decisão ainda na manhã desta quarta-feira (15). Com a ordem da Justiça, a 3ª Vara Criminal expedirá um contra-mandado de prisão que anula o anterior e também o alvará de soltura do ex-Secretário de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto e do ex-diretor da Sanasa, Marcelo de Figueiredo que estão presos desde sexta-feira (10) em um Batalhão de Choque da Polícia Militar em São Paulo.

Tiveram o mandado de prisão preventiva revogado, além dos dois que chegaram a ser presos. a primeira-dama Rosely, o vice Demétrio Vilagra, o ex-secretário de Comunicação, Francisco de Lagos, o ex-diretor de Planejamento da Prefitura Ricardo Chimirri Cândia, o ex-diretor técnico da Sansa, Aurélio Cance Júnior.

O caso vem sendo tratado pela Justiça desde o início do ano e no mês de maio começaram a ser expedidas ordens de prisões envolvendo o alto escalão da prefeitura de Campinas. Entre os acusados estão pessoas que ocupavam cargos de extrema confiança do prefeito como a sua mulher e secretária de gabinete do prefeito, Rosely Nassim Jorge Santos, acusada de chefiar a quadrilha que desviava dinheiro de contratos públicos envolvendo a Sanasa.

Outros envolvidos da cúpula da Prefeitura são o vice-prefeito Demétrio Villagra, o ex-Secretário de Segurança Pública Carlos Henrique Pinto e o ex-Cooredenador de Comunicação da Prefeitura Francisco de Lagos, além de diretores da Sanasa que recebiam o dinheiro através de fraudes instaladas na empresa responsável pelo tratamento e abastecimento de água de Campinas, de acordo com denúncia do MP..

As ordens de prisão começaram a ser revogadas a partir de terça-feira (14), quando o mandado expedido contra a primeira-dama Rosely Nassim foi revogado pelo desembargador. Assim, os advogados de defesa entraram com processos para conseguir ou o Habeas Corpus ou que os mandados fossem revogados.

Às 11h desta quarta-feira (15) o Tribunal de Justiça ordenou que a 3ª Vara Criminal de Campinas expedisse o alvará de soltura dos presos e o contra-mandado que anula a solicitação de prisão anterior.

Impeachment

Com as acusações envolvendo pessoas próximas ao prefeito Hélio de Oliveira Santos, foi instalada uma Comissão Processante na Câmara dos Vereadores para apurar o processo de impeachment instaurado pelo vereador Artur Orsi.

Na última segunda-feira (13) a CP decidiu dar sequência ao processo o que gerou uma votação a ser realizada hoje na Câmara dos Vereadores sobre o afastamento de Hélio de Oliveira Santos do cargo de chefe do executivo.

Até a manhã desta quarta-feira (15), o vice-prefeito era considerado foragido da polícia. Se os vereadores decidirem pelo afastamento, quem assumiria o cargo seria o vice-prefeito, porém, Villagra não aparece ao seu gabinete na prefeitura desde que seu nome constou na lista de procurados.

Se ainda assim o vice-prefeito não for localizado, o presidente da Câmara assumirá o cargo de prefeito da cidade.