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Cargo de carcereiro será extinto, diz secretário de Segurança


Proposta já foi enviada para o governador Geraldo Alckmin, que gostou da ideia e disse que vai executá-la


13/03/2012 - 20h56 . Atualizada em 13/03/2012 - 20h59
Ana Cristina Andrade   DA GAZETA DE PIRACICABA  
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O cargo de carcereiro - policial civil que toma conta de presos em cadeias públicas ou em celas provisórias de Distritos Policiais - será extinto e os profissionais da área passarão a ser agentes policiais, que vão trabalhar com investigação. A confirmação foi dada nesta terça-feira (13) pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, durante cerimônia de posse do novo diretor do Deinter-9, Ely Vieira de Faria, e que contou com a presença do delegado Geral de Polícia, Marcos Carneiro de Lima. 

De acordo com Ferreira, a proposta já foi enviada para o governador Geraldo Alckmin, que gostou da ideia e disse que vai executá-la. “É só questão de tramite burocrático nas análises da assessoria dele, mas vai ser concretizado e com isso vamos tirar funcionários da prefeitura e repor com policiais treinados para combater o crime”, destacou. 

Marcos Carneiro Lima diss que o foco é fazer a Polícia Civil cumprir o papel dela - descrito na Constituição Federal, que é de investigar, prender e esclarecer os crimes. Ele não falou em valores, mas disse que o salário dos carcereiros que passarão para agentes policiais será ‘atraente’ para quem está na carreira.

Antonio Ferreira Pinto comentou sobre a importância da Reengenharia na Polícia Civil - o que ele chama de reestruturação - e que há vários Distritos Policiais ociosos, quando os policiais que neles estão poderiam estar investigando crimes e compartilhando informações que poderiam elucidar vários delitos. 

“Quando o investigador fica num determinado DP, ele se sente investigador apenas de uma área e não de todo o município. O que vamos fazer com essa reestruturação é otimizar o serviço policial”, destacou. Para ele, de nada adianta a população pensar que, porque mora ao lado de uma delegacia, os crimes não vão acontecer. 

“A maior parte dos crimes acontece à noite e a maioria dos distritos está fechada porque não tem recursos humanos próprios para funcionar 24 horas. Isso evidencia que essa mudança é absolutamente adequada. Ela tem dado certo em outras cidades e começamos agora a experiência por Piracicaba”, enfatizou. 

“Houve algum contratempo, muitos não entenderam, mas hoje toda a região está consciente de que esse caminho é irreversível”, acrescentou o secretário.

Veículos

O secretário também comentou os altos índices de furtos e roubos de veículos - que são os chamados crimes contra o patrimônio - e disse acreditar que a unificação das delegacias de Investigações Gerais (DIG) e Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) possa reduzir os índices, já que os policiais civis vão trabalhar só com investigações. 

“É um serviço mais eficiente, feito através de equipe mais coesa, e que busca diminuir estes crimes. Temos uma frota de mais de 7 milhões de veículos na Capital, mais de 22 milhões no Estado, além dos veículos de fora. O número de furtos e roubos é muito grande e fazer com que ele reduza é o grande desafio que estamos enfrentando”. 

O delegado Marcos Carneiro de Lima disse que os furtos e roubos de veículos está incentivando uma indústria criminosa, em que todo mundo ganha. “Ganha ladrão que rouba o carro, o que pica o carro, o que vende as peças, e os funcionários corruptos que 'esquentam' veículos roubados e isso é no Brasil inteiro”.