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Mercadante: governo ofereceu o máximo aos professores


Ministro da Educação conta que Palácio do Planalto aceitou reduzir de 17 para 13 os níveis de carreira e se comprometeu a reservar R$ 3,9 bilhões para os aumentos salariais


17/07/2012 - 21h33 .
Agência Estado    
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O ministro da Educação, Aloizio Mercadante
(Foto: Divulgação)

Diante da insatisfação de sindicatos com a proposta de reajuste salarial e reestruturação da carreira apresentada na última sexta-feira (13) pelo governo, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira (17) que 'não há margem fiscal para ir além'. Pressionado, o Palácio do Planalto aceitou reduzir de 17 para 13 os níveis de carreira e se comprometeu a reservar R$ 3,9 bilhões para os aumentos salariais, que deverão ser concedidos de forma gradual até 2015 - mesmo assim, professores criticam a proposta.

'Não há margem fiscal para ir além. Os professores têm de entender o momento pelo qual o país passa e que outros servidores não tiveram aumento', afirmou o ministro, após participar de reunião em Brasília com reitores de universidades que aderiram à greve. 'O governo tem priorizado enfrentar a crise e preservar o emprego de quem não tem estabilidade'.

Segundo Mercadante, os reitores pediram antecipação dos reajustes, previstos para vigorar a partir de 2013. 'Não tenho, da área econômica, resposta sobre antecipação dos salários', disse. A paralisação atinge 56 das 59 universidades federais e 34 institutos federais, 2 Centros de Educação Tecnológica (Cefets) e o Colégio Federal Pedro II, no Rio de Janeiro.

Na última sexta-feira, durante a apresentação da proposta, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, criticou o movimento grevista, que considerou precipitado. 'Houve precipitação da universidades e escolas técnicas de deflagrar a greve em maio. O momento de negociação é exatamente esse de julho para agosto, onde é possível o governo fazer todas as suas contas e de maneira responsável estabelecer o que é possível', afirmou a ministra.

São Paulo

Professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) decidiram nesta terça-feira, em assembleia geral, que vão continuar em greve por tempo indeterminado.

Eles estão paralisados desde o dia 31 de maio e pedem, além de reajuste salarial, mudanças na carreira docente - num movimento composto por professores de 56 das 59 universidades federais.

A Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp) rejeitou a proposta anunciada pelo governo na sexta-feira passada, que prevê a redução dos níveis de carreira de 17 para 13 - como forma de incentivar o avanço rápido e a busca por títulos - e reajustes de 16% a até 45% num período de três anos.

De acordo com a presidente da Adunifesp, Virgínia Junqueira, os reajustes salariais propostos foram calculados com base em salários de fevereiro, que não incluem o reajuste de 4% dado pelo próprio governo em março. Além disso, segundo ela, não haveria um aumento real dos salários, se levada em conta a inflação. “No final dos três anos, ganharemos menos que agora, salvo a classe de professores titulares”, afirma.

Durante esta semana, novas assembleias estão programadas em vários câmpus das federais, para cada sindicato discutir seu posicionamento. A próxima reunião entre o comando de greve e o governo está marcada para segunda-feira, dia 23, quando serão apresentados ao Ministério do Planejamento o resultado das assembleias.