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Professora da FEA vai presidir congresso mundial de alimentos


Evento será realizado de 5 a 9 de agosto, em Foz do Iguaçu, e vai reunir 3 mil pessoas


01/08/2012 - 09h47 .
Inaê Miranda   DA AGENCIA ANHANGUERA  

A professora Glauce Pastore, da faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp: reconhecimento
(Foto: César Rodrigues/AAN)
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A professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Gláucia Maria Pastore vai presidir o maior congresso mundial na área de ciência e tecnologia de alimentos. O 16 Congresso Mundial de Ciência e Tecnologia de Alimentos da União Internacional de Ciência e Tecnologia Alimentar (IUFoST, sigla em inglês) terá como tema principal os alimentos seguros.
 
O evento será realizado entre os dias 5 e 9 de agosto, em Foz do Iguaçu, e reunirá 3 mil participantes dos cinco continentes. O objetivo é discutir as últimas tendências sobre o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação na indústria de alimentos no cenário nacional e internacional. Ao longo da programação, serão abordados os diferentes aspectos da segurança dos alimentos e os seus benefícios à saúde e ao bem-estar das pessoas. 

“O foco no alimento seguro é uma grande preocupação no mundo todo, pois ter alimento seguro, nutritivo e que proporcione saúde ao consumidor é uma moeda internacional. Em qualquer país que uma pessoa visita, ela tem que ter a garantia de que o alimento é bem feito, seja inatura com as condições adequadas de cultivo, sem agrotóxico, ou seja processado, sem nenhum tipo de aditivo químico pernicioso”, disse. 

Serão mais de 100 palestrantes estrangeiros de 40 países de todos os continentes representando instituições como Cornell University, dos Estados Unidos e Federal Research Institute of Nutrition and Food, da Alemanha. “Teremos 2,8 mil trabalhos científicos inéditos apresentados, teremos vários prêmios de inovação na indústria de alimentos”, afirmou. O congesso vai receber, também pela primeira vez no Brasil, o 17º Seminário da Associação Latino-Americano de Ciência e Tecnologia de Alimentos (Alaccta). 

Segundo Gláucia, para sediar o evento, o Brasil concorreu com o Canadá e com a Argentina. “Como nunca tinha vindo para o Brasil, nós tomamos a iniciativa de apresentar a proposta para sediar o evento. Tínhamos como concorrentes a Argentina e o Canadá, mas a Argentina desistiu porque considerou que o Brasil tinha muito mais condições pelo tamanho e pela quantidade de escolas na área de alimentos, que é muito grande no nosso País”, afirmou. 

A disputa acirrada foi com o Canadá. “Foi uma batalha difícil porque o Canadá tem toda uma infraestrutura como uma país desenvolvido, organizado.” Mas, de acordo com ela, o fato de o Brasil ser conhecido como potência na área de alimentos e um grande exportador de alimentos inatura e processado influenciou na decisão do comitê. “Foi uma eleição feita pela comissão do IUFoST em 2008 e ficamos muito felizes.” As últimas edições do evento foram na África do Sul e na China. 

Para a professora, receber o evento mostra os avanços do País na área da Ciência e Tecnologia de Alimentos. “O Brasil deu um grande salto nessa área. No pós-guerra, não sabíamos o que era leite em pó. Em cinco décadas demos um salto grande a ponto de termos mais de 120 escolas envolvidas na área. E, como pioneira, é muito importante que a Faculdade de Engenharia de Alimentos esteja na organização do evento”, diz. 

“É o maior IUFoST de todos os tempos. O evento jamais teve 3 mil pessoas em qualquer lugar do mundo onde foi, mesmo na China. O comitê internacional está surpreso”, completou. 

Mais informações e a programação completa do evento podem ser encontradas no site: http://iufost.org.br/pt-br/Inicio