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Filme sobre Edgar Hoover causa polêmica antes do lançamento


Longa pretende retratar todas as facetas do ex-diretor do FBI linha dura, incluindo sua suposta homossexualidade


17/10/2011 - 09h40 . Atualizada em 17/10/2011 - 10h42
Raquel Valli   AAN  
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Leonardo DiCaprio, no papel principal, dirigido por Clint Eastwood
(Foto: Divulgação)

O filme que está sendo rodado pelo diretor Clint Eastwood (81) sobre J. Edgar Hoover (1895–1972) já está causando polêmica antes mesmo de ser lançado. É que no longa, Eastwood pretende mostrar todas as facetas do ex-diretor do FBI linha dura, incluindo sua suposta homossexualidade.  

No imaginário americano, Hoover é tido como o homem que colocou a polícia judiciária dos Estados Unidos nos eixos, impondo a ordem e fazendo a lei ser cumprida, fechando o cerco a criminosos (entre os quais, gangsters e mafiosos). “Mão dura” era seu único lema. 

O ex-diretor nunca se casou, mas praticamente vivia com seu diretor-adjunto, Clyde Tolson, para quem deixou mais da metade de sua fortuna – estimada em US$ 425 mil.  

O papel principal é de Leonardo DiCaprio (36). Já Tolson, é interpretado pelo ator Armie Hammer (25), de 'A Rede Social'.

Censura velada

Quando o FBI soube que Eastwood iria rodar o filme, a ideia foi muio bem aceita. Entretanto, quando a cúpula da polícia ficou sabendo que o diretor iria retratar a condição sexual do ex-diretor, torceu o nariz. 

O atual diretor-adjunto do órgão, Mike Kortan, já se reuniu duas vez com o diretor na tentativa de caracterizar a suposta homossexualidade de Hoover como rumor.

O ex-agente do FBI e vice-presidente da Fundação J. Edgar Hoover, William Branon, mandou inclusive uma carta protestando. “Nosso apoio entusiasta ao filme não resistiu às declarações (do roterista) Dustin Lance Black, que assegura que o longametragem retratará uma relação homossexual entre Hoover e seu assistente, Clyde Tolson. Não há base real para esse tipo de caracterização do senhor Hoover. Proceder com esse tipo de trabalho, com base em falácias, será uma injustiça monumental”.

Em resposta, também via carta, Eastwood afirmou que o longa “não dá crédito às alegações de que Hoover se travestia e nem tenta retratar uma relação abertamente homossexual entre Hoover e Clyde”.

Gay

'J. Edgar' tem estreia prevista nos Estados Unidos em 9 de novembro. Seu roteiro foi feito pelo ativista gay Dustin Lance Black (37), que ganhou o Oscar de melhor roterista por 'Milk, A Voz da Igualdade'.

No release à imprensa (sugestão de pauta), a Warner Brothers afirma que 'ele (Hoover) era tão discreto em sua vida privada como em sua vida pública' Que ele, 'confiava somente em círculo muito pequeno e restrito”, indicando que o tema será tratado de forma reservada.