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Filme campineiro entra para cinematecas internacionais


Documentário Henrique de Oliveira — Memórias de Celulóide foi selecioado para integrar o acervo do American Film Institute


30/05/2012 - 21h38 . Atualizada em 30/05/2012 - 00h00
Delma Medeiros   DA AGENCIA ANHANGUERA  
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O diretor campineiro Henrique de Oliveira é o homenageado no documentário em curta-metragem de Marcos Craveiro, que terá exibição nesta quinta com entrada franca
(Foto: Divulgação)

O documentário Henrique de Oliveira — Memórias de Celulóide, do diretor campineiro Marcos Craveiro, sobre a vida do cineasta Henrique de Oliveira, de 94 anos, um pioneiro na sétima arte e criador do Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas, conquistou mais uma vitória, sendo selecionado para integrar o acervo do American Film Institute (Instituto Americano do Cinema) de Los Angeles, Estados Unidos.

AFI, como é conhecido, é uma organização independente especializada em treinar novos diretores e na preservação de filmes antigos. O mesmo filme já integra o acervo da Academia de Cinema de Hollywood (Academy Film Archive) — a mesma que premia o Oscar —, da Cinemateca de Bolonha, na Itália, além dos acervos do MIS e da Cinemateca Brasileira. Henrique de Oliveira acaba de ganhar o título de cidadão campineiro por sua contribuição para a cultura cinematográfica da cidade. O documentário sobre sua trajetória será exibido hoje em sessão especial no MIS.

“Esses órgãos mantêm em seus acervos filmes historicamente importantes no mundo e que devem ser preservados, que fazem ou fizeram a história do cinema”, explica Marcos Craveiro. “É uma honra ser convidado a integrar esses acervos, é como ganhar um prêmio, e são poucos os filmes brasileiros a ter esse privilégio”, afirma. O cineasta conta que o documentário Henrique de Oliveira — Memórias de Celulóide é sua segunda produção a integrar o acervo do AFI. “Em 1984, o filme João da Mata — Um Documentário, sobre o primeiro longa rodado no Brasil, em Campinas em 1923, também foi convidado”, diz Craveiro. O documentário foi feito em 1983, em 35mm, com a produtora LC Barreto, de Luiz Carlos Barreto.

Henrique de Oliveira foi o responsável pela restauração do filme João da Mata, depois que um incêndio na Cinemateca Brasileira destruiu 90% do celulóide. Além de produzir 80 filmes e ganhar prêmios em âmbito nacional e internacional, Oliveira construiu um projetor de 35mm com cerca de 2 mil peças, um projetor de 16mm, e restaurou uma câmera francesa da marca Eclair, das primeiras feitas no mundo e usada para a filmagem de João da Mata. “O cinegrafista Tomás de Tullio deu a câmera para ele pouco antes de morrer. Oliveira a recuperou e ela funciona até hoje”, conta Craveiro.

O curta

O curta Henrique de Oliveira — Memórias de Celulóide foi gravado em Campinas e mostra obras raras do cineasta Henrique de Oliveira, narrando sua vida mesclada com trechos de seus filmes. Toda a equipe do filme é campineira. Produzido pela MC Produções de Campinas, o filme tem direção de Marcos Craveiro, roteiro de Marcos Craveiro e Helcio Henriques, edição de Livia Penna, músicas de Marcelo Giorgetti, assitência de direção de Helcio Henriques, e assistência de produção de Rogério Siena.

“O curta valoriza o trabalho cinematográfico realizado em Campinas pelo Craveiro e por mim, a minha vida toda”, diz Oliveira, que começou a acompanhar filmagens em 1925, quanto tinha 5 anos. “Acompanhei as escolas de cinema daqui e realizei vários filmes. Agora estou juntando material sobre João da Mata”, conta o incansável cineasta.

Serviço
O quê: Exibição do documentário em curta-metragem Henrique de Oliveira — Memórias de Celulóide
Quando: Nesta quinta-feira, às 19h
Onde: Museu da Imagem e do Som (Rua Regente Feijó, 859, 3733-8800, Campinas)
Quanto: Entrada franca